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Relatório Anual 2015

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Relação com o Meio Ambiente

A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL SOMA-SE À EFICIENTE GESTÃO DOS NEGÓCIOS E À OFERTA DE FUNCIONALIDADES QUE AGREGAM VALOR PARA OS CONSUMIDORES, POTENCIALIZANDO O RETORNO ECONÔMICO E AUMENTANDO A VANTAGEM COMPETITIVA
GRI G4-DMA Água G4-DMA Emissões

Estamos comprometidos com a RSA, aliando esse cuidado à competente gestão dos negócios e oferecendo aos consumidores funcionalidades que agregam valor, melhorando o retorno econômico e aumentando a vantagem competitiva. No Banco do Brasil, tratar as questões ambientais e sociais como estratégicas é um processo de contínuo aprimoramento que nos permite identificar novas oportunidades de negócio.

Realizamos sistematicamente ações para incentivar as boas práticas e refletir sobre a temática ambiental na sociedade e no mercado. Participamos de fóruns de debates e promovemos eventos sobre as mudanças climáticas, divulgamos anualmente nosso inventário de emissões de GEE de acordo com a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol e adotamos um conjunto de iniciativas de TI Verde. Internamente, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) coordena os esforços para aprimorar o desempenho em água, energia, materiais e resíduos.

Além disso, aprimoramos continuamente nossos modelos de negócios, produtos e serviços para contribuirmos para uma economia de baixo carbono.

Em parceria com a ANA, a FBB e a WWF Brasil, realizamos o Programa Água Brasil. Esse projeto visa ao desenvolvimento de estratégias para mitigação do risco socioambiental; identificação de novas oportunidades de negócio que fomentem uma economia de baixo carbono e a melhoria do bem-estar e da igualdade social; e a disseminação de práticas sustentáveis na agricultura, na pecuária e nas cidades, garantindo a segurança hídrica da população brasileira.

Mudanças Climáticas

GRI G4-EC2G4-DMA TransporteG4-DMA Geral

Para nós do Banco do Brasil, o cuidado com as mudanças climáticas é considerado relevante e urgente. Promovemos a discussão desse tema no setor privado e adotamos medidas para aprimorar nossos processos internos e reduzir as emissões de GEE, além de contribuir para a adaptação de comunidades em condição climática vulnerável. Temos uma posição de liderança na transição para uma economia de baixo carbono.

Esse tema apresenta ações específicas na Agenda 21 BB 2015-2017. Entre os destaques estão desenvolver proposta de atuação do Banco do Brasil em mudanças climáticas em negócios e operações e avaliar a possibilidade de incluir como responsabilidade do CA ou de um comitê a ele vinculado a avaliação dos impactos de mudanças climáticas nas operações do Banco. Essas ações não constam da prestação de contas apresentada neste Relatório, mas são consideradas relevantes e levadas em conta na gestão.

As operações de crédito, perdas operacionais e atividades administrativas são consideradas as áreas com maior possibilidade de sofrer impactos relacionados às mudanças climáticas. No primeiro caso, elas são verificadas principalmente na concessão de financiamento a clientes que usam recursos naturais. Entre os desafios a serem enfrentados, está a definição de rating socioambiental para orientar os preços do crédito segundo as alterações climáticas regionais ou no potencial das diversas atividades econômicas de cada região.


Criamos em 2015 uma área voltada para a Economia Verde, que presta assessoria na avaliação de riscos e oportunidades relativos aos indicadores socioambientais e na elaboração de produtos e serviços com ênfase no combate às mudanças climáticas

Nas perdas operacionais, o desafio está relacionado às mudanças na legislação, que podem impor novas restrições ambientais e acarretar perdas judiciais para assegurar a responsabilidade socioambiental. E nas atividades administrativas, as mudanças climáticas exigirão a adequação operacional do Banco para garantir o consumo eficiente de papel, cartucho, toner, energia elétrica e água, além do descarte sustentável de resíduos e de ações com fornecedores para inclusão de critérios relacionados a boas práticas ambientais nos processos de compras e contratações.

Somos um dos pioneiros no País em responder ao questionário do CDP, organização não governamental sem fins lucrativos que detém a maior base de dados mundial sobre a gestão empresarial quanto ao risco das alterações climáticas. As respostas são públicas e podem ser acessadas em www.cdp.net.

Também somos fundadores do Programa Empresas pelo Clima e do Programa Brasileiro GHG Protocol, ambos destinados à reflexão e à proposição de ações de combate às mudanças climáticas. Em reconhecimento às boas práticas, o Banco integra o Índice Carbono Eficiente (ICO2) da BM&FBOVESPA, que reúne empresas com boa governança corporativa e transparência em relação a emissões de GEE. O indicador de desempenho nesse aspecto é a intensidade carbônica, que relaciona as emissões à receita bruta da organização.

Em 2015, foi criada na Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável uma área denominada Economia Verde, que tem, entre outras, a responsabilidade de assessorar as diversas áreas do Banco na avaliação de riscos e oportunidades associados aos indicadores ambientais e na elaboração de novos produtos e serviços com ênfase no combate às mudanças climáticas. Além disso, o tema está contemplado no Acordo de Trabalho por meio do indicador Índice de Ecoeficiência Pegada Ecológica, que incentiva e reconhece o uso responsável de recursos naturais pelos funcionários.

Na concessão de financiamentos, observamos os Princípios do Equador, com especial atenção ao Princípio 2, referente ao acompanhamento de medidas de prevenção e minimização da poluição, como emissões atmosféricas.

No âmbito do Programa Água Brasil, em 2015 foram publicadas as Diretrizes de Sustentabilidade do Banco do Brasil para o Crédito para dois novos setores da economia: Agricultura Irrigada e Papel e Celulose. Esses documentos traduzem e explicitam as diretrizes socioambientais adotadas pelo Banco na análise e concessão de crédito para setores específicos da economia. Até o momento, foram publicadas diretrizes para oito setores, considerando os temas florestas, biodiversidade, água e mudanças climáticas: Agronegócios; Energia Elétrica; Construção Civil; Mineração; Petróleo e Gás; Transportes; Agricultura Irrigada; Papel e Celulose. A íntegra das diretrizes está disponível no portal de Sustentabilidade.

Convém destacar que, para nós do Banco do Brasil, é relevante considerar os riscos de impactos socioambientais resultantes, direta ou indiretamente, das práticas administrativas e negociais próprias ou de públicos relacionados à nossa operação. Também consideramos os aspectos conjunturais relacionados à insustentabilidade social e ambiental dos modos de produção e dos padrões de consumo vigentes.

Em 2015, foi publicado um estudo do Programa Água Brasil a fim de contribuir e fomentar as discussões sobre as mudanças climáticas, além de disseminar seus potenciais riscos e oportunidades. Para alguns setores produtivos do sistema econômico, foi apresentada uma análise da relação entre mudanças climáticas e o sistema financeiro. A publicação permite vislumbrar cenários em que as atividades das instituições acarretariam riscos diretos ocasionados pela intensificação das mudanças climáticas, uma vez que os setores financiados pelos Bancos apresentam diversos riscos inerentes ao tema. O estudo completo está disponível no portal de Sustentabilidade.

O Programa Água Brasil também apresentou, durante o 24º Fórum de Sustentabilidade do BB, realizado em 25 de novembro de 2015, a Proposta de Atuação em Finanças Climáticas para o Banco do Brasil. O estudo visa subsidiar a estratégia do Banco e torná-lo benchmarking, além de mitigar riscos e gerar oportunidades negociais na economia de baixo carbono.

A proposta foi elaborada a partir de longo processo, que inclui o estudo de riscos e oportunidades, análises de benchmarking, workshop com especialistas, entrevistas com funcionários de 19 áreas, workshop interno para priorização de proposta de posicionamento em finanças climáticas, plano de ação e indicadores.

Além disso, o Programa alcançou uma série de resultados socioambientais no campo e na cidade e tem contribuído para a prospecção e o desenvolvimento de modelos de negócio, produtos e serviços relacionados à economia verde, como agricultura sustentável, energias renováveis, eficiências energética e hídrica e construção sustentável, entre outros.

Sistema de Gestão Ambiental

GRI G4-DMA Conformidade G4-DMA Geral G4-DMA Mecanismos de queixas e reclamações relacionadas a impactos ambientais G4-DMA Materiais G4-14

Reconhecido no mercado, nosso compromisso com a gestão ambiental está presente nas estratégias e na gestão. Em 2015, fomos incluídos na lista das instituições financeiras mais sustentáveis do mundo do The Sustainability Yearbook, da RobecoSAM, organização responsável pelo processo de seleção do Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Nosso desempenho ambiental também foi listado entre os melhores no Top Green Companies In The World 2015, da revista norte-americana Newsweek.

Nosso Sistema de Gestão Ambiental (SGA) organiza e acompanha as ações para controlar os impactos ambientais das nossas atividades. Entre suas premissas estão a capacitação dos funcionários em RSA, a disseminação de conceitos e práticas de ecoeficiência, a adequação de espaços e equipamentos para racionalizar o uso e consumo de bens, a análise de processos sob o prisma da ecoeficiência e a adoção de cláusulas contratuais relacionadas ao meio ambiente. Além disso, temos aprimorado o SGA com vistas a certificar nossos processos por meio da série ISO 14000, entre outras normas.

Certificações

ISO 14001 – relacionada ao sistema de gestão ambiental | Desde 2009, o BB conta com a certificação em um dos seus prédios administrativos, o Edifício Altino Arantes, localizado em São Paulo (SP). Atualmente, encontra-se em andamento a certificação para o Complexo de Tecnologia e o Edifício Tancredo Neves, ambos em Brasília (DF).

ISO 14064 – protocolo para contabilização voluntária de gases de efeito estufa | Em 2015, o BB manteve a certificação ciente de que a adequada gestão das emissões de GEE reverte-se em diferencial competitivo para os investidores e facilita a concessão de créditos de carbono originados de reduções de emissão ou melhoria na extinção de GEE.

ISO 20000 – abrange o gerenciamento de qualidade de serviços de TI | Em 2015, o BB renovou sua certificação.

Leadership in Energy and Environment Design (LEED) – relacionado à construção sustentável | A nova sede do BB, em Brasília (DF), conta com o selo concedido pelo Green Building Council, dos Estados Unidos.


Indicadores Ambientais

Os indicadores ambientais visam disseminar a cultura e a prática de ecoeficiência entre os funcionários. Estão alinhados à ecoeficiência e às melhores práticas de gestão ambiental corporativa, além de seguirem as regras do DJSI, ISE e ISO 14001, entre outras. Seus objetivos são a redução de consumo de recursos naturais e a realização da destinação ambientalmente adequada de resíduos não perigosos e recicláveis.

Devido ao nosso porte, temos um consumo de recursos naturais bastante representativo. Como forma de aprimorarmos essa gestão, o indicador específico de desempenho ambiental, denominado Índice Pegada Ecológica, foi reformulado, com o estabelecimento de parâmetros regionalizados de consumo eficiente de água e energia.

Esse índice faz parte do Acordo de Trabalho, o principal instrumento de gestão dos resultados do Banco. Constitui bonificador que possibilita o reconhecimento do desempenho ambiental das unidades de trabalho, com meta para redução do uso de recursos naturais, realização de coleta seletiva e encaminhamento dos resíduos sólidos para reciclagem. Segue as diretrizes de políticas públicas e legislações vigentes aplicáveis e alinhadas à PRSA do Banco do Brasil.

Componentes do Índice Pegada Ecológica GRI G4-DMA Água

Água | Avaliação pela média acumulada dos registros mensais de consumo da dependência de acordo com o padrão regional estabelecido.

Energia elétrica | Avaliação pela média acumulada dos registros mensais de consumo da dependência de acordo com o padrão regional estabelecido.

Em 2015, aprimoramos os indicadores de consumo de água e energia elétrica, estabelecendo parâmetros regionalizados para facilitar uma atuação focada nos locais onde o consumo apresentava distorções acentuadas. A meta foi a de que as dependências avaliadas apresentassem consumo igual ou inferior ao padrão estabelecido. Quanto maior a redução, maior a pontuação atingida. Para 2016, planejamos manter as mesmas regras de 2015.

Papel | Avaliação pelo cumprimento do padrão histórico de consumo da dependência estabelecido pela relação entre resmas atendidas e o volume de operações contratadas.

Em 2015 definimos a redução linear de 2% do consumo em comparação com o mesmo período do ano anterior como meta para as unidades estratégicas, táticas e operacionais. As agências de varejo devem apresentar consumo igual ou inferior ao padrão estabelecido, calculado a partir da soma de operações contratadas no semestre em curso vezes a relação entre resmas atendidas e o volume de operações contratadas no ano anterior. Quanto maior a redução apresentada, maior a pontuação atingida. Essas regras aplicadas em 2015 serão mantidas em 2016.

Coleta seletiva | Avaliação pelo registro mensal do volume de resíduos descartados de forma seletiva (papel, plástico, metal e vidro) e encaminhados para a reciclagem.

Nossos programas também incluem campanhas de conscientização interna para o consumo responsável dos recursos naturais, em especial, água e energia. No ano de 2015, foi realizada a Campanha Consumo Responsável de Água e Energia, envolvendo todo o nosso corpo funcional.

Água GRI G4-EN8

Iniciamos a gestão do consumo de água com a implantação, em 2005, do Programa de Uso Racional de Água (Purágua). O projeto começou nos prédios de maior porte, com adequação gradual das instalações físicas e dos equipamentos, estendendo-se progressivamente para demais dependências.

Com o objetivo de aperfeiçoar a gestão da água nos imóveis em uso, o programa adota medidas de racionalização e redução de consumo e abrange os seguintes pilares: respeito ambiental, redução de despesas e alcance social.

O aplicativo Painel de Água é um importante componente do Purágua, pois registra as informações referentes ao consumo de água nas dependências do BB, auxiliando na gestão desse insumo. Os dados são armazenados e permitem o desenvolvimento de ações voltadas à racionalização e ao uso consciente desse recurso.

Em 2015, o painel foi aprimorado, oferecendo maior qualidade ao banco de dados. Também foi desenvolvido um mecanismo para registro e apuração de multas decorrentes de atraso no pagamento das faturas.

Além disso, nossos funcionários engajaram-se na elaboração de uma campanha interna de conscientização, veiculada no início do ano.

Como resultado, em 2015 o consumo totalizou aproximadamente 1,7 milhão de metros cúbicos, 236 mil a menos do que no ano anterior. Essa redução de 14% foi decorrente de um conjunto de iniciativas para o uso consciente e a gestão do consumo de água.

Isso comprova que as medidas de redução de consumo estabelecidas e o esforço de nossos funcionários estão fazendo a diferença nos resultados apresentados.

Volume total de água retirada por fonte 2013 2014 2015
Abastecimento municipal de água ou outras empresas de abastecimento de água (milhões de m3) 2.371 1.913 1.678
Despesas (milhões de R$) 28,2 28,8 28,5

Energia GRI G4-EN3 G4-EN6 G4-DMA Energia

Nossa gestão do consumo de energia elétrica é realizada por meio do Programa de Conservação de Energia (Procen), criado em 1990, com atuação focada no uso racional de energia em edifícios de uso próprio ou de terceiros, sem prejudicar a produtividade, a funcionalidade, a segurança e o conforto do usuário.

Possuímos sistemas corporativos que permitem cadastrar as informações mais relevantes referentes a energia elétrica, como consumo, demanda e valores pagos, entre outros, por meio dos quais são estabelecidas estratégias e ações para a sua racionalização.

As informações capturadas nos sistemas corporativos são compiladas pelo aplicativo Painel de Energia, com vistas à criação automática de relatórios que podem ser acessados por todos os técnicos ligados ao processo de gestão.

As ações para o uso racional de energia foram definidas por normativos internos, assim como o detalhamento das especificações de diversos equipamentos. Dessa forma, as novas aquisições devem seguir critérios de eficiência energética, englobando a modernização do sistema de iluminação, dos sistemas de transporte vertical e de ar-condicionado.

Como resultado, o consumo total em 2015 foi 1,7% inferior ao de 2014, somando 2.607 TJh. A redução também foi possível graças à campanha de consumo responsável efetuada em abril de 2015.

BB – Consumo de energia kWh/MWh/GWh/TJh
Período kWh MWh GWh GJh TJh
2013 706.870.961 706.871 706,9 2.544.735 2.545
2014 736.455.315 736.455 736,5 2.651.239 2.651
2015 724.215.299 724.215 724,2 2.607.175 2.607

Nossa taxa de intensidade energética é obtida pela relação entre o consumo de energia (em kWh) e o número de funcionários, o que resulta em 6.220 kWh por funcionário no último ano. Essa métrica permite acompanhar a evolução da gestão ao longo dos anos e comparar com as demais instituições financeiras, a fim de avaliar a nossa eficiência. GRI G4-EN5

Combustíveis GRI G4-DMA Emissões

Em 2015, o BB reduziu o consumo de combustíveis derivados de petróleo destinados ao abastecimento de veículos em cerca de 13%, como parte de seu Programa de Ecoeficiência, conforme a tabela a seguir. A redução é decorrente da menor utilização de veículos.

Combustíveis – Energia Produzida por Geradores Próprios (1) 2014 2015
Consumo Total de Óleo Diesel para Veículos (em litros) 39.121 42.400
Consumo Total de Óleo Diesel Grupo Gerador (em litros) 585.162 550.980
Consumo Total de Gasolina (em litros) 2.826.056 2.409.250
Consumo Total de Etanol (em litros) 671.712 578.194

(1) Em 2015, foi alterada a forma de apuração do consumo de óleo diesel. Nos anos anteriores, o levantamento considerava os produtos Diesel S10 e Diesel, desconsiderando que o mercado disponibiliza outras opções. Assim, a partir de 2015, optamos pela apuração com base no tipo de motor que usa esse combustível, no caso, veículos e geradores de energia. Os valores referentes ao consumo de diesel apresentados no Relatório Anual 2014 foram recalculados com base nos novos parâmetros para viabilizar a comparação entre o consumo de cada período.

Como resultado do projeto piloto realizado em 11 de nossas dependências, nossa perspectiva é a de iniciar em 2016 a implantação gradual dos sistemas de iluminação LED e a modernização dos equipamentos de ar-condicionado, que apresentam maior eficiência energética.

Além de mais resistentes e com maior durabilidade, as lâmpadas LED consomem 87% menos energia do que os letreiros adotados até então. Também aperfeiçoamos as normas para novas construções e reformas, incluindo o caderno Parâmetros de Eficiência Energética, que formaliza as regras do Selo Procel.


Reduzimos o uso de combustíveis derivados de petróleo em 13% e iniciamos um projeto de substituição de lâmpadas e modernização de sistemas de ar-condicionado para dimiNuir o consumo de energia

Materiais GRI G4-EN1 G4-EN2 G4-EN27

Com relação ao consumo de materiais, seguimos critérios socioambientais para a compra de diversos itens.

Papel | Exigimos a Cerflor ou a FSC e que o processo de branqueamento da celulose seja livre de cloro. Também são adquiridos materiais confeccionados com papel reciclado, a exemplo dos envelopes pardos, das caixas de papelão e das pastas para arquivo, que totalizaram 577 toneladas em 2015, representando 8,7% do total. O papel é o principal material consumido pelo Banco, cujas despesas totalizaram R$ 34,4 milhões em 2015.

Plásticos | É obrigatório que os itens confeccionados com plástico contenham material oxibiodegradável, reciclável e atóxico.

Mobiliário | Todos os componentes de madeira devem ter a certificação de cadeia de custódia Cerflor ou FSC, que atestam a procedência do material e o manejo sustentável.

Em 2015, continuamos com o Projeto de Eficiência Logística, que tem como objetivo instalar um modelo de armazenagem e distribuição de materiais compartilhado com outros bancos. A iniciativa oferece ganhos em logística, redução de estoques e otimização do processo de rastreamento dos materiais, além de redução de custos de aquisição em função da entrega em local único.

Consumo de Papel (t)


Resíduos GRI G4-DMA Efluentes e resíduos G4-DMA Produtos e serviços G4-DMA Conformidade

Nosso Programa Coleta Seletiva reúne iniciativas que contemplam a gestão dos resíduos sólidos recicláveis não perigosos (papel, plástico, metal e vidro) gerados nas dependências do Banco do Brasil, encaminhados para reciclagem, em consonância com políticas públicas e legislações vigentes aplicáveis e alinhadas à nossa Política Específica de Responsabilidade Socioambiental. Os resíduos orgânicos e não recicláveis são destinados aos aterros sanitários.

Lançado em 2008, o programa até a presente data conta com 1.458 dependências com o processo implementado e mais 1.312 dependências em processo de implementação.

Além da redução do impacto ambiental, essa ação garante também ganho social, beneficiando mais de 400 associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

GRI G4-EN23

Resíduos do Programa Coleta Seletiva BB por Tipo (t) 2015 (1)
Papel 2.040,85 
Plástico 232,8
Metal 45,16
Vidro 22,36
Total 2.341,17

Fonte: GRS. Data da consulta: 08/01/2016.
(1) Em 2015, o processo de levantamento de informações e o próprio sistema de dados do Programa Coleta Seletiva foram atualizados para corrigir inconsistências e adequarem-se ao processo de expansão para diversas agências do País, bem como às especificações legais. Dessa forma, optamos por reiniciar a série histórica de acompanhamento dos dados relativos ao Programa, definindo este ano como o marco zero da nova série.

Além disso, a partir de 2015 passamos a mensurar a quantidade de resíduos orgânicos não recicláveis ou misturados destinados aos aterros sanitários. O total foi de 193,6 toneladas.

Toner

Entre as boas práticas já adotadas, destaca-se o nosso Programa de Recondicionamento de Cartuchos e Toner (Prorec). Essa iniciativa exige que a aquisição de cartuchos de toner recondicionados seja feita de acordo com especificações técnicas desenvolvidas pelo Banco. O recondicionamento consiste na limpeza total dos cartuchos vazios (carcaças), na substituição de peças e componentes internos do cartucho e na adição de pó de toner. Ao fim do processo de recondicionamento, o cartucho apresenta qualidade equivalente a de um novo, a um custo bastante inferior.

Neste ano, em conformidade com a PNRS (Lei nº 12.305/2010) e em razão da nova estratégia de armazenamento e guarda dos materiais de expediente com o Projeto Operador Logístico, da FEBRABAN, passamos a convocar os próprios fornecedores de cartuchos para recolher as carcaças vazias e promover a destinação correta desses resíduos sólidos. Com essa iniciativa, foi possível realizar o descarte apropriado de aproximadamente 50 mil carcaças vazias. GRI G4-EN27

Programa de Recondicionamento de Cartuchos e Toner (Prorec – em unidades) 2013 2014 2015
Total Consumido 106.371 110.517 115.105
Volume Recondicionado 102.867 107.178 112.800
Percentual de Recondicionados (1) 96,7 97,0 98,0

(1) A relação percentual informada resulta da comparação entre o consumo de cartuchos de toner recondicionados e o total de cartuchos de toner consumidos no período.

Nosso Sistema de Gerenciamento de Resíduos Sólidos vale-se de uma série de metodologias para realizar a gestão integrada do impacto do suprimento de bens e engenharia, como monitoramento e avaliação sistemáticos e documentados do consumo de insumos e da destinação dos resíduos. Além de reduzir a geração de lixo e evitar desperdícios, esse programa permite melhor aproveitamento do ciclo produtivo, o que reduz os custos operacionais e o impacto ao meio ambiente. Durante 2015, foram investidos aproximadamente R$ 547 mil na aquisição de utensílios adequados à disposição de resíduos sólidos recicláveis para 294 dependências espalhadas pelo Brasil. GRI G4-EN31

Em relação aos itens de mobiliário, equipamentos de uso e utensílios, nossos editais exigem o recolhimento das embalagens após a instalação ou montagem para que sejam adequadamente descartadas, conforme a Lei nº 12.305/2010. Baterias de no break, resíduos de óleo diesel e líquido de arrefecimento provenientes do Datacenter Capital Digital são encaminhados para reciclagem e descarte em conformidade com as normas ambientais.

Inventário e Gestão de Emissão de Gases de Efeito Estufa

O inventário é publicado desde 2008, utilizando como padrão a metodologia para confecção de inventários de GEE corporativos do Programa Brasileiro GHG Protocol, desenvolvida pelo World Resources Institutes (WRI) juntamente com o World Business Council for Sustainable Development (WBCS). As fontes de emissão de GEE do escopo três seguem as especificações do Programa Brasileiro GHG, sendo contabilizadas as emissões de transporte e distribuição – upstream (transporte compartilhado de malotes), resíduos sólidos da operação (papel adquirido), efluentes gerados na operação (consumo de água), viagens a negócios (aéreas e terrestres), transporte e distribuição – downstream (transportes diversos) e deslocamento de funcionários (casa-trabalho). Os resultados do inventário são publicados no Relatório Anual do Banco e no site Registro Público de Emissões.


O Sistema de Gerenciamento de Resíduos Sólidos monitora desde o consumo de insumos até a correta destinação, visando reduzir a geração de lixo e evitar desperdícios


Inventário de Emissões de GEE – BB – Comparativo (1) GRI G4-EN15 G4-EN16 G4-EN17
Escopo Fonte de Emissão 2014 2015 Variação (%)
Escopo 1 Combustão Móvel (Veículos de Frota Própria) 5.008 tCO2e 4.208 tCO2e -16,0
Álcool – 578 mil litros Álcool – 671 mil litros
Gasolina – 2,83 milhões de litros Gasolina – 2,4 milhões de litros
Diesel – 39,7 mil litros Diesel – 44 mil litros
Combustão Estacionária 1.602 tCO2e 1.420 tCO2e -11,4
Combustível Gerador de Energia Elétrica Diesel – 609 mil litros Diesel – 580 mil litros
Biogênico 2.012 tCO2e 2.060 tCO2e 2,4
Escopo 2 Compra de Energia Elétrica 98.982 tCO2e 90.358 tCO2e -8,7
736 milhões de kWh 724 milhões de kWh
Escopo 3 (2)    66.562 tCO2e 66.674 tCO2e 0,2
Transporte e Distribuição (Upstream) TCM – 28 milhões de km TCM – 33 milhões de km
Resíduos Sólidos da Operação Papel adquirido – 8.516 t Papel adquirido – 6.601 t
Efluentes Gerados na operação 1,5 milhão de m3 1,6 milhão de m3
Viagens a Negócios 59.981 bilhetes aéreos 49.200 bilhetes aéreos
Transporte terrestre –
16 milhões de km
Transporte terrestre –
15 milhões de km
Transporte e Distribuição (Downstream) Diesel – 250 mil litros Diesel – 245 mil litros
Deslocamento de funcionários (casa-trabalho) Transporte de funcionários –
5 milhões de km
Transporte de funcionários –
6 milhões de km
Biogênico  5.696 tCO2e 6.953 tCO2e 22,1

(1) Dados em processo de verificação por terceira parte independente.
(2) Em 2016, a confecção do Inventário de Emissões GEE do BB – ano base 2015 foi antecipada de modo a possibilitar a inclusão de todas as fontes de emissões componentes do escopo 3. A fonte Viagens a Negócios (viagens aéreas e terrestres), relatada em Relatório Anuais do BB em anos anteriores, foi complementada com Transporte e Distribuição – Upstream (Transporte compartilhado de malotes), Resíduos Sólidos da operação (papel adquirido), Efluentes gerados na operação (consumo de água), Transporte e distribuição – Downstream (transportes diversos) e Deslocamento de Funcionários (casa – trabalho), fazendo com que os valores apresentados estejam de acordo com os dados componentes do Inventário de Emissões GEE completo do BB. Com a apresentação integral das fontes emissões do escopo 3, os dados reportados em 2014 também foram atualizados.

Intensidade Carbônica do BB (emissões GEE/receita bruta) GRI G4-EN18 2013 2014 2015
Receita Bruta (R$ milhões) 144,9 184,6 (1) 203,6
Receitas da Intermediação Financeira (R$ milhões) 114,0 147,1 181,3
Receitas de Prestação de Serviços (R$ milhões) 16,7 18,4 15,2
Rendas de Tarifas Bancárias (R$ milhões) 6,6 6,7 7,1
Prêmios Retidos de Seguros, Previdência e Capitalização (R$ milhões) 29,4 38,0 42,3
Variação de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização (R$ milhões) -21,8 -25,3 (1) -31,4
Emissões de GEE (tCO2e) 76.078 105.642 95.986
Escopo 1 7.304 6.610 (2) 5.628
Escopo 2 68.774 98.982 90.358
Intensidade Carbônica (tCO2e/R$) (3) 0,00053 0,00057 0,00045

(1) O valor da Receita Bruta apresentado no Relatório anual de 2014 foi atualizado tendo em vista que o valor “Variação de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização” foi retificado para um valor negativo.
(2) Número retificado após auditoria no âmbito do Programa GHG Protocol.
(3) Os valores de Intensidade Carbônica (tCO2e/R$) foram retificados, tendo em vista que o quociente não correspondia a divisão entre a receita bruta e as emissões do BB.

Visando reduzir a emissão de GEE, adotamos uma série de medidas e iniciativas. Merecem destaque as seguintes:

GRI G4-DMA Produtos e serviços G4-DMA Emissões G4-DMA Transporte G4-DMA Rotulagem de produtos e serviços G4-EN27 G4-EN30

  • Sistema de Compensação Digital por Imagem (CDI) | Processo de digitalização de todos os cheques emitidos no País, o que evita o transporte físico desses documentos, diminuindo gastos e proporcionando mais segurança, rapidez e redução de emissões de GEE. Criado em 2012, esse processo eliminou cerca de mil rotas de transporte terrestre e 50 de transporte aéreo, além de alguns percursos realizados por barcos em determinadas regiões do País. Mitigamos cerca de 5 mil tCO2eq/ano, em média;
  • Débito Direto Autorizado (DDA) | Serviço de apresentação eletrônica de boletos de cobrança registrada, emitidos pelas instituições financeiras. Lançado em 2009, o DDA pretende substituir gradualmente os boletos de papel pela cobrança em meio virtual. Atualmente, o sistema contabiliza 6,7 milhões de clientes cadastrados e 383 milhões de boletos anuais emitidos eletronicamente. Estimamos que, no BB, isso represente uma mitigação de emissões de GEE da ordem de 20 mil tCO2eq/ano, em média;
  • Salas de Áudio e Videoconferência | Visando reduzir o volume de deslocamentos aéreos e terrestres de funcionários em serviço, temos em funcionamento 450 salas de áudio e videoconferência distribuídas em dependências de todas as unidades da federação e em algumas do exterior. Observamos que, apesar do incremento de participações em reuniões e treinamentos internos e externos nos últimos anos, essa solução tem permitido que o número de bilhetes aéreos emitidos e de reembolsos de táxi solicitados tenha se estabilizado, evitando a emissão de 2 mil tCO2eq/ano, em média;
  • Transporte Compartilhado de Malote FEBRABAN/Numerário | Participamos, com outras organizações associadas à FEBRABAN, da elaboração de logística para transporte de malotes e numerários. Trata-se de uma iniciativa que poderá reduzir emissões de transporte downstream e upstream do BB. GRI G4-EN19 G4-EN30

Em 2015, neutralizamos 67,3 toneladas de nossas emissões de carbono em 13 eventos, todos patrocinados pelo BB e realizados pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em várias cidades do País. A compensação ocorreu por meio da cessão de créditos definitivos de carbono a dois projetos – um de geração de energia elétrica da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Garganta da Jararaca, localizada em Nova Maringá (MT), e outro de captura e queima de gás metano do Aterro Anaconda, em Santa Isabel (SP). Todos os valores foram certificados por empresas especializadas e estão de acordo com as práticas de integridade, adicionalidade e recomendação da norma ABNT NBR 15948:2011. GRI G4-EN19

TI Verde GRI G4-EN7 G4-EN27 G4-DMA Efluentes e resíduos G4-DMA Geral

Participamos de diversos fóruns e eventos relacionados à TI Verde e à sustentabilidade em TI, com órgãos governamentais, entidades privadas e do Terceiro Setor. Como exemplo, podemos citar a participação no GT TI Verde, no âmbito da Comissão de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da FEBRABAN, fórum que discute e propõe melhorias para o descarte de resíduos eletroeletrônicos em conformidade com a Lei nº 12.305/10. Além disso, coordenamos a CEE-277 – Comissão de Estudo Especial de Compras Sustentáveis, da ABNT, cujo objetivo é a normatização da terminologia, dos princípios e das diretrizes para compras sustentáveis.

Gerenciamos os riscos na cadeia de nossos fornecedores de TI, incluindo aspectos sociais e ambientais. Todos os contratos contêm termo de compromisso de responsabilidade socioambiental em que o fornecedor se compromete a adotar boas práticas de preservação. Além disso, são analisados e propostos critérios ambientais específicos para os contratos, dependendo de cada objeto a ser contratado, em especial no caso de descarte de resíduos eletroeletrônicos e na definição de especificações de bens com maior eficiência energética.

Adotamos as ações de TI Verde há vários anos, aperfeiçoando sempre os processos, as atividades e os serviços já existentes ou implantando novas ações. Em 2015, houve a consolidação da atuação de um departamento específico para tratar de assuntos ligados à TI Verde e à sustentabilidade em TI no Banco do Brasil, por meio da formalização de sua inclusão na nossa governança de TI.

Diversas iniciativas visando, em especial, à diminuição do consumo de materiais e à redução de energia elétrica foram realizadas em 2015:

  • Expansão da política de hibernação automatizada, que atingiu mais de 14 mil microcomputadores do ambiente de automação de escritório, o equivalente a cerca de 33% do total nesse ambiente;
  • Implantação de projeto-piloto para iluminação com tecnologia LED em todo o Datacenter Capital Digital, em Brasília (DF);
  • Início do processo de implantação de sistema de iluminação infravermelha nos ambientes de produção do Datacenter Capital Digital, em Brasília (DF), com previsão de término para 2016. Esse sistema permitirá o desligamento automático das luzes nos ambientes que não estiverem habitados;
  • Aquisição de sensores para garantir o nível de temperatura desejado na entrada dos equipamentos do sistema de ar-condicionado do Datacenter Capital Digital, em Brasília (DF);
  • Ações realizadas no âmbito do Procen, para os datacenters ICI-I e ICI-II, em Brasília, gerando uma redução média de 3 milhões de kWh/ano e economia estimada na ordem de R$ 1,44 milhão no ano de 2015. Entre as ações, destacamos a consolidação da infraestrutura de TI; a padronização da temperatura nos ambientes; a instalação de sensores de presença em ambientes de ocupação flutuante; a desativação de uma central de água gelada; a redução de 85% dos evaporadores (fan coils) ativos; a racionalização da utilização de chillers, fan coils, transformadores e geradores; a desativação de cargas de TI; a adoção de melhores práticas em climatização de datacenters; e otimização de funcionamento do sistema de ar-condicionado. GRI G4-EN7

Ao longo de 2015, foram intensificadas as ações que têm como objetivo a inclusão de critérios de sustentabilidade nos contratos de fornecimento e aquisições de TI, como os de cunho ambiental. Além disso, ressaltamos que todos os contratos de fornecimento e aquisições de TI contêm, em sua minuta padrão, termo de compromisso em que o fornecedor se compromete a adotar boas práticas de preservação ambiental e a observar uma série de aspectos sociais, tais como defesa dos direitos humanos e do trabalho, promoção da diversidade e combate à corrupção.

Programa Água Brasil

GRI G4-SO1 G4-DMA Água

Na temática Água, o protagonismo do Banco é percebido em dois importantes fóruns dos quais participa: o CEO Water Mandate, coordenado pela ONU, que visa construir um movimento internacional de empresas comprometidas com a causa da água a fim de auxiliá-­las a desenvolver e divulgar políticas e práticas nesse contexto; e a Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, que tem entre seus principais desafios tornar mais efetiva a atuação dos governadores brasileiros do Conselho Mundial da Água, com influência positiva na agenda de temas da entidade, e criar uma plataforma de discussão para o diagnóstico da política e da gestão dos recursos hídricos no País e no mundo.

E, por sermos o maior financiador do agronegócio brasileiro – um dos segmentos econômicos que mais consomem água em seu processo produtivo – adotamos, desde 2010, a defesa da causa como diretriz de nossas ações no campo da sustentabilidade por meio do Programa Água Brasil.

A parceria firmada entre o BB, a ANA, o WWF e a FBB visa à implementação de práticas agrícolas para a conservação de recursos hídricos e à conscientização e mudança de atitude dos públicos internos dos parceiros, clientes e da sociedade em relação ao consumo responsável e tratamento adequado dos resíduos sólidos urbanos.

Na primeira fase, que se encerrou em 2015, o Programa Água Brasil foi estruturado em quatro eixos de atuação: projetos socioambientais (água e agricultura e cidades sustentáveis), mitigação de riscos, negócios sustentáveis e comunicação e engajamento.

Durante os primeiros cinco anos da parceria, investimos, em conjunto com a FBB, mais de R$ 54 milhões em projetos voltados para a melhoria da qualidade e da oferta de água, a ampliação da cobertura da vegetação natural em sete microbacias hidrográficas, o estímulo ao consumo responsável e o tratamento adequado dos resíduos sólidos em cinco municípios brasileiros.

Além disso, o programa também promoveu a revisão e o aprimoramento dos critérios e instrumentos de avaliação do risco socioambiental nos financiamentos e investimentos do BB, fomentou o desenvolvimento de modelos de negócio produtivos baseados na sustentabilidade e promoveu ações de sensibilização dos nossos públicos de relacionamento e das entidades parceiras para os problemas relacionados à causa ambiental, engajando-os na busca de soluções conjuntas.

Diante da atual conjuntura socioambiental e da escassez hídrica vivenciada no País, a defesa da causa Água permanece recorrente, constitui tema alinhado aos interesses institucionais e proporciona oportunidades aos atuais parceiros envolvidos no Programa Água Brasil, bem como aos públicos com os quais se relacionam.

Assim, aprovamos recentemente a continuidade da parceria com FBB, WWF-Brasil e ANA para o período 2016-2020, em moldes semelhantes e com a inclusão de um eixo voltado para a ecoeficiência das nossas práticas administrativas. O objetivo é possibilitar o resgate do legado já produzido e a utilização da base de conhecimento instalado nas organizações envolvidas para a promoção da segurança hídrica no País, bem como oportunizar retorno positivo ao Banco e às demais instituições parceiras do programa.

A seguir, listamos os principais resultados da primeira fase do Programa Água Brasil:

Eixo Projetos Socioambientais – Água e Agricultura

  • 1.327 beneficiários diretos e 11,3 milhões de beneficiários indiretos;
  • Na microbacia de Pipiripau (DF) houve aumento da oferta de água suficiente para atender mais de 37 mil pessoas nas cidades de Planaltina e Sobradinho, ambas no Distrito Federal. Na microbacia de Guariroba (MS), a iniciativa beneficiou mais de 40 mil pessoas em Campo Grande (MS);
  • 684,6 hectares restaurados;
  • 838,9 hectares com boas práticas implementadas;
  • 2.542 hectares com terraceamento realizado;
  • 1.639 hectares de fragmentos conservados;
  • 1.007.910 mudas plantadas;
  • 895 barraginhas para conservação de solo e de água construídas;
  • 272 cisternas para produção de alimentos e 635 de uso doméstico;
  • 317,7 quilômetros de estradas recuperados;
  • 1.327 produtores implantaram boas práticas agroecológicas;
  • 125 produtores com contratos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA);
  • 48 unidades demonstrativas de boas práticas agroecológicas implantadas;
  • 12 barreiro-trincheiras construídas;
  • 9 casas de sementes implantadas;
  • 370 fossas construídas.

Eixo Projetos Socioambientais – Cidades Sustentáveis

  • 81.624 beneficiários diretos e mais de 4 milhões indiretos;
  • Diagnósticos socioeconômicos e plano de ação para cada cidade participante do Programa Água Brasil;
  • 760 catadores, 360 professores, 245 agentes comunitários, 1.100 participantes de todos os setores da sociedade capacitados nas localidades abrangidas pelo programa;
  • Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), em Pirenópolis (GO) e Rio Branco (AC);
  • 73.451 toneladas de resíduos sólidos valorizadas comercialmente nas localidades do Programa. Em 2014, os catadores das cooperativas e associações apoiadas alavancaram cerca de R$ 600 mil mensalmente com a venda de material reciclável;
  • Aproximadamente 90.400 toneladas de CO2 e 636.042 toneladas de água (o equivalente a 254 piscinas olímpicas) deixaram de ser emitidas/gastas em virtude da reciclagem de resíduos recolhidos (cálculo Iclei);
  • Publicações sobre pegada ecológica, coleta seletiva, guia para compostagem e animações educativas;
  • Disseminação de três animações educativas sobre resíduos sólidos, consumo responsável e interação entre meio urbano e rural no ciclo da água para 2 milhões de professores, 50 milhões de alunos, entre 33 e 18 milhões de pontos de TV, em parceria com a TV Escola. Pelo portal do programa foram cerca de 525 mil visualizações e, no Facebook, 300 mil curtidas;
  • 27 equipamentos produtivos adquiridos para transporte, triagem, condicionamento e comercialização dos resíduos sólidos com a capacitação de 450 catadores beneficiados, por meio de assessoria técnica desenvolvida;
  • 41.700 toneladas de resíduos comercializadas com apoio do Programa.

Eixo Comunicação e Engajamento

  • R$ 14,4 milhões de retorno de imprensa (centimetragem) conforme Relatório de Análise de Mídia (impressa, web, rádio/TV);
  • 85 milhões de pessoas visualizaram a marca do Programa Água Brasil em campanhas de marketing;
  • Posição à frente da concorrência na percepção de empresa socioambientalmente responsável, conforme pesquisa de satisfação do BB;
  • Manutenção da posição de liderança no Top of Mind e aprimoramento da performance ambiental nos rankings DJSI e ISE.

Eixo Mitigação de Riscos

  • Diretrizes de Sustentabilidade Banco do Brasil para o Crédito em oito setores da economia, traduzidas para o inglês, publicadas e validadas com os principais stakeholders do setor (Agronegócios, Agricultura Irrigada, Energia Elétrica, Construção Civil, Mineração, Transportes, Petróleo e Gás e Papel e Celulose) no site do BB;
  • Aprimoramento da gestão do risco socioambiental (prospecção, capacitação e avaliação de metodologias e ferramentas) – B4B Biodiversity; ESG Guia Integração Ambiental, Social e de Governança; The 2050 Criteria e Painel de Indicadores.

Eixo Negócios Sustentáveis

  • Estudo sobre a atratividade de produtos financeiros de apoio a boas práticas socioambientais no setor de agronegócio, com foco no Programa ABC;
  • Modelagem econômica sobre a viabilidade do restauro florestal de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais;
  • Viabilidade econômica comprovada do manejo florestal em âmbito empresarial e com potencial para atrair investimentos e contribuir para a conservação;
  • Estratégia de Mudanças Climáticas para o Banco – inclusão na Agenda 21 do BB, definição de plano de ação e envolvimento de áreas internas, com acompanhamento por painel de indicadores.

Temos diretrizes para a concessão de crédito em oito setores da economia: Agronegócios, Agricultura Irrigada, Energia Elétrica, Construção Civil, Mineração, Transportes, Petróleo e Gás e Papel e Celulose

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