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Relatório Anual 2015

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Desempenho dos Negócios

Apesar do cenário macroeconômico desfavorável, nosso Conglomerado teve um resultado positivo durante o ano, alcançando lucro líquido 28% superior ao de 2014

Em 2015, a principal característica do cenário macroeconômico foi a disparidade entre a evolução das principais economias mundiais, que cresceram bem menos do que se esperava no início do ano. Nos Estados Unidos, o bom momento levou o Federal Reserve a elevar a taxa básica de juros para entre 0,25% e 0,50% ao ano – sendo que o índice era mantido entre 0% e 0,25% desde dezembro de 2008. Na Europa, os incentivos do Banco Central Europeu têm aquecido as economias. Já nos mercados emergentes, a situação é diversa: incertezas quanto à desaceleração da economia chinesa levaram a uma queda nos preços das commodities, o que impactou principalmente a América Latina.

No Brasil, os ajustes fiscal e monetário tiveram um impacto negativo na atividade econômica, com desaquecimento do mercado de trabalho, queda de confiança por parte dos agentes, alto nível de estoques e desaceleração do mercado de crédito. Mesmo assim, a inflação manteve-se alta, acima do centro da meta. Com isso, o Bacen deu continuidade ao ciclo de ajuste da taxa Selic ao longo do ano, estabilizando-a em 14,25% ao ano.

O cenário desfavorável não impediu que nosso Conglomerado tivesse um resultado positivo durante o ano. Alcançamos lucro líquido de 14,4 milhões, 28% superior ao de 2014, e o lucro líquido ajustado – que exclui os efeitos de itens extraordinários – atingiu R$ 11,5 bilhões no ano, resultado 2,2% superior ao do ano anterior. A operação Cateno, que deu à Cielo a gestão dos cartões de crédito e débito da marca Ourocard, somou R$ 3,2 milhões no lucro líquido do período.

Entre as medidas que permitiram a performance positiva estão a diversificação dos negócios e o controle das despesas. A gestão eficiente permitiu que o índice de eficiência atingisse 40,8% e as despesas administrativas permanecessem dentro do Guidance 2015 e abaixo da inflação do período, crescendo 6,9%. A margem financeira bruta, que aumentou 13,3%, teve um bom desempenho pelo incremento nas operações de crédito por causa do processo de reprecificação da carteira, iniciado em 2014, entre outros fatores.

Crescimento do PIB no Ano (%)
Taxa Média de Desemprego (% da População Economicamente Ativa)


Crédito Total SFN
Inadimplência total (+90 dias)


Indicadores macroeconômicos (%)
A DIVERSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS E O CONTROLE DE DESPESAS AJUDARAM A MANTER A PERFORMANCE DO BANCO DO BRASIL POSITIVA

Destaques 2015

GRI G4-13

Agronegócios | O segmento representou 21,5% da carteira total do Banco no período e seu índice de inadimplência permaneceu baixo. Clique aqui para saber mais.

Cartões | Criação da Cateno, que permitiu maior uso do cartão como meio de pagamento e mais segurança nas operações bancárias. Clique aqui para saber mais.

Comércio Exterior | Lançamento da estratégia BB Comex. Clique aqui para saber mais.

Mercado de Capitais e Tesouraria | 2º lugar no ranking de originação consolidado, com 24,5% de participação de mercado. Clique aqui para saber mais.

Seguros, Previdência e Capitalização | Liderança em receitas totais nos segmentos em que atua. Clique aqui para saber mais.


GUIDANCE – Indicadores (%) Estimativa 2015 Realizado 2015 Estimativa 2016 (1)
RSPL Ajustado (2) 13-16 13,0 11-14
Margem Financeira Bruta 11-15 13,3 7-11
Carteira de Crédito Ampliada – País (3) 7-11 5,9 3-6
Pessoa Física
6-10 7,5 5-8
Pessoa Jurídica
5-9 5,0 1-4
Agronegócio
10-14 6,1 6-9
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) (4) 3,1-3,5 3,6 3,7-4,1
Rendas de Tarifas 7-10 9,2 7-11
Despesas Administrativas 5-8 6,9 5-8

(1) Elaboradas a partir de premissas presentes no Relatório Análise do Desempenho 4T15, disponível em www.bb.com.br/ri.                                        
(2) O cálculo do RSPL Ajustado de 2015 considera Patrimônio Líquido Ajustado, livre dos efeitos: (i) da atualização de ativos e passivos atuariais, decorrentes da Deliberação CVM/695; e (ii) das participações minoritárias nas controladas.                                      
(3) Inclui Carteira de Crédito Classificada País, TVM privados e garantias.                                              
(4) Despesas de PCLD dos últimos 12 meses/Carteira de Crédito Classificada Média do mesmo período.                                   

Resultados Consolidados

Lucro líquido ajustado e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) | O lucro líquido ajustado, que exclui os efeitos de itens extraordinários, atingiu R$ 11,5 bilhões no ano, valor 2,2% superior ao de 2014. O RSPL ajustado no período foi de 13% ao ano. O resultado obtido em 2015 foi influenciado pela operação Cateno, que gerou resultado positivo de R$ 3,2 bilhões no lucro líquido no período.

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) com Realocações – Principais Linhas (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação
15/14 (%)
Receitas da Intermediação Financeira 113.636 136.842 188.644 37,9
Operação de Crédito + Leasing 74.593 86.680 110.848 27,9
Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) 29.970 42.162 61.330 45,5
Despesas da Intermediação Financeira -67.584 -91.136 -136.428 49,7
Margem Financeira Bruta 46.052 50.346 57.050 13,3
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa -15.584 -18.531 -25.266 36,3
Margem Financeira Líquida 30.468 31.815 31.784 -0,1
Renda de Tarifas 23.301 24.647 26.925 9,2
Resultado de Operações com Seguros, Previdência e Capitalização 3.230 4.630 4.941 6,7
Margem de Contribuição 52.530 56.205 58.278 3,7
Despesas Administrativas
-30.149 -32.290 -34.508 6,9
Despesas de Pessoal
-17.051 -18.445 -20.333 10,2
Outras Despesas Administrativas
-13.098 -13.845 -14.174 2,4
Resultado Comercial 22.020 23.497 23.217 -1,2
Demandas Cíveis -459 -944 -1.157 22,6
Demandas Trabalhistas -1.148 -833 -1.174 40,9
Outros Componentes do Resultado -3.869 -3.337 -2.636 -21,0
Resultado antes da Tributação sobre o Lucro 16.712 18.583 18.239 -1,9
Imposto de Renda e Contribuição Social -3.954 -4.187 -2.980 -28,8
Participações Estatutárias no Lucro -1.565 -1.644 -1.943 18,2
Lucro Líquido Ajustado 10.353 11.343 11.594 2,2
(+) Itens Extraordinários do Período 5.405 -97 2.805
Lucro Líquido 15.758 11.246 14.400 28,0


o lucro líquido por ação passou de R$ 4,01, em 2014, para R$ 5,05, em 2015; os acionistas receberam R$ 5,7 bilhões


Remuneração aos acionistas | O lucro líquido por ação foi de R$ 5,05 em 2015. Mantivemos a prática de distribuir 40% do lucro líquido aos acionistas (payout) e reservamos R$ 5,7 bilhões à remuneração dos acionistas no ano: R$ 4,44 bilhões na forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e R$ 1,3 bilhões a título de dividendos.


Ativos e itens patrimoniais | Nossos ativos atingiram R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2015, valor 10,2% superior ao registrado no fim de 2014. As principais linhas do ativo são operações de crédito, Títulos e Valores Mobiliários (TVM) e aplicações interfinanceiras de liquidez, que responderam por 80,3% do total em dezembro de 2015. As captações comerciais representaram 42,4% do total do passivo.

Remuneração aos Acionistas

Principais Itens Patrimoniais (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Ativos Totais 1.303.915 1.437.486 1.584.039 10,2
Carteira de Crédito Ampliada (1) 693.104 761.952 814.783 6,9
Carteira de Crédito Ampliada – País
635.282 698.728 739.867 5,9
Títulos e Valores Mobiliários 201.939 222.643 262.874 18,1
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 231.132 304.237 358.461 17,8
Captações Comerciais 607.215 634.627 672.180 5,9
Depósitos Totais
491.013 468.362 465.318 -0,6
À Vista
75.818 74.210 66.452 -10,5
De Poupança
140.728 148.699 151.845 2,1
Interfinanceiros
27.155 30.969 42.449 37,1
A Prazo
247.311 214.484 204.572 -4,6
Depósitos Judiciais
101.769 115.010 113.652 -1,2
LCA + LCI
82.640 118.110 154.728 31,0
Operações Compromissadas com Títulos Privados 33.562 48.155 52.134 8,3
Captações no Mercado Aberto 239.465 306.046 347.476 13,5
Patrimônio Líquido 72.225 80.613 81.536 1,1

(1) Inclui TVM privados e garantias prestadas.

Carteira de crédito e inadimplência | A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 814,8 bilhões em dezembro de 2015, um aumento de 6,9% em relação ao fim de 2014. Considerando a carteira classificada interna, que considera as operações realizadas no País e exclui negócios com títulos e valores mobiliários privados (TVM privados), nossa partipação manteve a liderança no mercado, com 20,9%. A evolução histórica do risco médio (relação entre o saldo da provisão requerida e o total da carteira classificada) manteve-se em patamar bastante inferior ao do SFN.

Composição da Carteira de Crédito Ampliada
(R$ bilhões) (1)

(1) Inclui TVM privados e garantias prestadas.

Participação de
Mercado BB (%) (1)

(1) Participação de mercado da carteira de crédito classificada no País.

INAD+90 da Carteira de Crédito Classificada

Margem Financeira Bruta (MFB) | Em 2015, a MFB totalizou R$ 57 bilhões, valor 13,3% superior ao de 2014. Alguns dos fatores que possibilitaram esse desempenho foram a reprecificação da carteira de crédito iniciada em 2014 e o aumento de volume de captação em linhas com menor custo de funding. O aumento no resultado da tesouraria foi aumentado de forma equilibrada pela elevação da média de saldos diários e pelo crescimento da taxa.

Composição da MFB (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Margem Financeira Bruta 46.052 50.346 57.050 13,3
Receita Financeira com
Operações de Crédito
70.011 84.494 98.519 16,6
Despesa Financeira de Captação -32.518 -34.524 -42.841 24,1
Despesa Financeira de Captação Institucional (1) -6.058 -12.984 -15.579 20,0
Recuperação de Crédito 3.430 3.648 4.059 11,3
Resultado de Tesouraria (2) 10.778 9.712 12.892 32,7

(1) Inclui instrumentos de dívida sênior, dívida subordinada e Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) no País e no exterior.
(2) Inclui o resultado com juros, as receitas de compulsórios rentáveis, hedge fiscal, derivativos e outros instrumentos financeiros que compensam os efeitos da variação cambial no resultado.

Rendas de tarifas | A expansão da oferta de crédito e nossa atuação em seguros, cartões e administração de recursos têm favorecido o aumento do volume de negócios, contribuindo com a diversificação das rendas de tarifas. Elas apresentaram elevação de 9,2% ao ano, atingindo R$ 26,9 bilhões, com destaque para conta corrente, administração de fundos e cobrança.

Rendas de Tarifas (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Rendas de Tarifas 23.301 24.647 26.925 9,2
Cartão de Crédito/Débito 5.689 6.461 6.504 0,7
Administração de Fundos 3.713 4.133 4.726 14,4
Conta-Corrente 4.120 4.610 5.227 13,4
Operações de Crédito e Garantias Prestadas 2.458 1.804 1.993 10,5
Cobrança 1.411 1.487 1.700 14,3
Seguros, Previdência e Capitalização 1.199 1.003 1.012 0,9
Arrecadações 891 944 1.045 10,7
Interbancária 726 749 775 3,5
Rendas do Mercado de Capitais 524 481 522 8,4
Serviços Fiduciários 383 445 490 10,1
Outros 2.187 2.529 2.931 15,9



Eficiência e produtividade | No Banco do Brasil, temos buscado melhorar a eficiência operacional e a produtividade com um rígido controle de despesas administrativas, de pessoal e operacionais. Durante o ano de 2015, as despesas administrativas somaram
R$ 34,5 bilhões, valor 6,9% superior ao de 2014 e dentro do planejado. O Índice de Eficiência encerrou o ano em 40,8%.


Basileia | O Índice de Basileia III do Banco do Brasil alcançou 16,13% em dezembro de 2015, percentual acima do mínimo regulatório. O Patrimônio de Referência do Banco alcançou R$ 135,6 bilhões.

Indicadores de Produtividade

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

GRI G4-EC1

O valor distribuído pelo Banco do Brasil totalizou R$ 39,4 bilhões, 0,1% inferior ao de 2014. As principais variações da DVA na comparação anual são apresentadas a seguir:

Pessoal

As despesas indexadas ao reajuste salarial elevaram-se dentro das expectativas do Banco, principalmente em salários e honorários, benefícios e treinamentos.

Remuneração de Capitais Próprios

A remuneração aos acionistas na forma de dividendos elevou-se em relação a 2014 em função do maior lucro líquido obtido em 2015. Da mesma forma, o lucro retido também foi superior ao de 2014. Somados, esses fatores responderam pelo aumento em R$ 3,4 bilhões no valor distribuído para a remuneração de capitais próprios.

Impostos, Taxas e Contribuições

Totalizando R$ 2 bilhões, os encargos com impostos refletem a formação da base tributária do exercício.

Remuneração de Capitais de Terceiros

A elevação das despesas com aluguel foi decorrente de novas locações, com cerca de 150 contratos firmados para a expansão da rede física de atendimento, e da revisão, do reajuste e da renovação dos contratos vigentes.


DVA BB 2015 (%)


DVA – Pessoal (R$ milhões)


DVA – Remuneração de Capitais Próprios
(R$ milhões)

DVA – Remuneração de Capitais de Terceiros
(R$ milhões)
DVA – Impostos, Taxas e Contribuições
(R$ milhões)

Desempenho por Segmento de Negócio

Crédito

GRI G4-DMA Portfólio de produtosFS6G4-DMA Comunidades locais

Incentivar setores-chave da economia e proporcionar condições para o desenvolvimento de um grande número de comunidades são premissas que norteiam a oferta de crédito no Banco do Brasil. Nosso apoio ao agronegócio, os recursos para projetos de infraestrutura e logística e a forte atuação em micro e pequenas empresas, entre outros, movimentam economias locais e beneficiam a cadeia de valor, estimulando o crescimento a todos os envolvidos. Além disso, somos protagonistas no repasse de recursos federais para programas relacionados a saneamento, habitação e mobilidade urbana, entre outros.

No fim de 2015, nossa carteira de crédito ampliada registrava saldo de R$ 814,8 bilhões, valor 6,9% superior ao do fim de 2014. A carteira de crédito classificada, que exclui operações com TVM privados, garantias e operações de empresas controladas em conjunto, alcançou R$ 736 bilhões, aumento de 6,1% em relação a dezembro de 2014 e equivalente a 20,9% do mercado.

A evolução histórica do risco médio da carteira, que revela a relação entre o saldo da provisão requerida e o total da carteira classificada, mantém tendência de redução desde 2011 e continua inferior ao patamar do SFN, encerrando o ano em 4,38%. O índice de inadimplência de 90 dias também se mantém historicamente abaixo do SFN. Somos referência no País em cobrança e recuperação de créditos, posição conquistada graças a nossa plataforma tecnológica integrada para a gestão completa desse processo e pela utilização de modelos probabilísticos. Do volume de créditos que ingressou em cobrança nos 12 meses anteriores ao quarto trimestre de 2015, 93,7% foram resolvidos em até 360 dias.

Não operamos nem assumimos risco de crédito com clientes que não estejam em conformidade com a legislação vigente, submetam trabalhadores a formas degradantes de trabalho e a condições análogas às de trabalho escravo, estejam enquadrados em crimes de lavagem de dinheiro, ofereçam garantias provenientes de atividades ilícitas, pratiquem exploração sexual de menores ou de mão de obra infantil ou sejam responsáveis por danos dolosos ao meio ambiente, conforme estabelecido nas Políticas de Crédito e nas vedações para análise de operações de crédito.

Desde 2013, as cláusulas gerais dos instrumentos de crédito do BB incluem cláusula de cunho social com referências a direitos humanos. Conforme regulamentação de Portaria Interministerial MTE/SDH nº 2/2011, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualiza e divulga semestralmente ao BB, entre outros órgãos, o Cadastro de Empregadores, com a listagem das empresas que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de trabalho escravo. Em casos específicos, solicitamos informações adicionais ou cópias de documentos relativos à ação fiscal que deram origem à inclusão do empregador no cadastro.

Na concessão de financiamentos, adotamos princípios de RSA, exigindo o cumprimento da legislação ambiental. Também utilizamos critérios socioambientais próprios na análise de risco e estabelecimento de limite de crédito e na análise de projetos de investimento. Condicionamos a concessão de crédito rural no bioma Amazônia à comprovação da regularidade ambiental e fundiária dos imóveis, não financiando os produtores que constam da lista de áreas embargadas por desmatamento ou queimadas irregulares divulgada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Também adotamos critérios socioambientais próprios nas análises de risco, limite de crédito e projetos de investimento, já que condicionamos os financiamentos ao cumprimento da legislação ambiental. Essas exigências são aplicadas a empresas com receita operacional líquida atual ou projetada superior a R$ 50 milhões e a projetos de investimento com financiamento contratado igual ou superior a R$ 2,5 milhões.

Diretrizes de Sustentabilidade para o Crédito | Em 2015, foram publicadas as diretrizes de sustentabilidade BB para o crédito aos setores de Agricultura Irrigada e Papel e Celulose. Essas diretrizes pretendem disseminar as práticas negociais e administrativas adotadas pelo BB, reforçando o atendimento aos seus compromissos públicos e em alinhamento com os princípios de RSA contidos em suas políticas gerais e específicas.

Com essas boas práticas, buscamos contribuir para mitigar riscos ao meio ambiente e à sociedade e reduzir os impactos de nossos financiamentos e investimentos, bem como identificar novas oportunidades de atuação na cadeia de valor dos negócios sustentáveis, a partir de questões socioambientais relevantes e de temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável.

Anteriormente, já havíamos divulgado as diretrizes para os setores de Agronegócios, Energia Elétrica, Transportes, Construção Civil, Mineração e Petróleo e Gás, abordando os temas Florestas e biodiversidade, Água e Mudanças climáticas, todas elas disponíveis aqui.

Diretrizes Socioambientais para Assuntos Polêmicos | O documento, que pode ser acessado no site de Sustentabilidade do BB, explicita o posicionamento do Banco em temas controversos e polêmicos, que ganharam notoriedade junto à sociedade. As diretrizes enumeram os segmentos atendidos, as atividades restritas e a lista de alerta, em linha com as boas práticas internacionais e os compromissos públicos assumidos pelo Banco.

Negócios Sociais

GRI G4-EC8G4-SO1FS4FS10G4-DMA Comunidades locaisG4-DMA Controle acionário ativoG4-DMA Rotulagem de produtos e serviços

Por acreditarmos na viabilidade de conciliar o atendimento aos interesses dos nossos acionistas ao desenvolvimento de negócios sociais e ambientalmente sustentáveis, contamos com o Modelo de Atuação Integrada em Desenvolvimento Sustentável (DS). Esse sistema permite mapear programas, projetos e ações, além de identificar oportunidades nas dependências de forma integrada, impulsionando as iniciativas em Planos de Ações em Desenvolvimento Sustentável (PADS). Ao fim de 2015, validamos 1.961 planos com no mínimo uma ação em cada eixo de atuação: ambiental, social e econômico.

Municípios Atendidos


Planos de Negócios em Implementação


Funcionários com Curso de Desenvolvimento Regional Sustentável

Um bom exemplo dessa integração são as ações complementares ao projeto de trabalho social no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). As diversas ações vão desde o apoio a segmentos específicos, como categorias profissionais e projetos em andamento de entidades parceiras, até a oferta de produtos, serviços e estratégias disponíveis em nosso portfólio com o objetivo de fortalecer os empreendimentos com soluções sustentáveis e promover a inclusão socioeconômica dos beneficiados do PMCMV.

Nossos negócios sociais têm como prioridade o desenvolvimento de iniciativas economicamente rentáveis para problemas sociais – utilizando mecanismos de mercado – com o objetivo de resolver desigualdades socioeconômicas de forma sustentável, garantindo renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. As iniciativas incluem o PMCMV, o Fies, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o MPO e o BB Crédito Acessibilidade. Todos desempenham importante papel na promoção de políticas públicas e estão alinhados à missão de “ser um banco de mercado com espírito público” (os resultados podem ser vistos em Pessoa Física, Pessoa Jurídica e Agronegócio).

As ações de desenvolvimento local, que têm como objetivo apoiar atividades produtivas identificadas como vocação principal da região, estão alinhadas com a Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável. Trata-se de um processo de engajamento da rede de agências do Banco com stakeholders – setor público, iniciativa privada e sociedade local – que busca desenvolver e fortalecer atividades produtivas, observando a visão de cadeia de valor.

O Plano de Negócios Desenvolvimento Regional Sustentável representa de forma concreta, organizada e sistematizada, o plano de desenvolvimento da atividade produtiva apoiada pelo Banco do Brasil, considerando as potencialidades, carências e oportunidades identificadas na área diagnosticada. O processo de engajamento de stakeholders local resulta em parcerias para a gestão de cada plano de negócios e prevê um processo estruturado e coletivo no qual estão contempladas as etapas de planejamento, coordenação e acompanhamento.

Atualmente, 1.422 planos de negócios conduzidos pelas agências beneficiam 645.612 pessoas (físicas e jurídicas) distribuídas por todas as regiões do Brasil.

Ministramos curso específico para capacitação de nossos funcionários na Estratégia DRS. São 26.218 funcionários capacitados em todo o País para a aplicação da metodologia, a elaboração e a condução de Planos de Negócios DRS. GRI FS4

Pessoa Física

A carteira de crédito ampliada pessoa física encerrou 2015 com saldo de R$ 193,2 bilhões, aumento de 7,5% na comparação anual, respondendo por 23,7% da carteira total. Considerando-se apenas a carteira de crédito classificada como orgânica pessoa física (excluindo-se as carteiras adquiridas e as operações do BV), a expansão foi de 10,5% em relação a dezembro de 2014. Desse total, 75,9% concentra-se em operações de crédito de menor risco, como crédito consignado, CDC salário, financiamento de veículos e crédito imobiliário, estável em relação a dezembro de 2014.

Nessa carteira, a maioria das operações de CDC e de financiamento de veículos é realizada com servidores públicos, aposentados e pensionistas, num total de 86,8% em dezembro de 2015, demonstrando estabilidade e proteção da carteira orgânica.

A maioria das operações de crédito consignado – 73% do total – contratadas em dezembro tem prazo maior do que 60 meses. O perfil dos clientes permite o alongamento de prazos e a fidelização, além de gerar oportunidade de oferta de outros produtos no decorrer desse tempo. A participação de mercado do BB nesse segmento foi de 24,2% em dezembro de 2015.

O saldo da carteira de crédito de veículos orgânica totalizou R$ 8,4 bilhões no fim do período. Nessa carteira, 67,4% dos clientes são correntistas há mais de 10 anos e 67,9% recebem proventos pelo Banco. O Loan-to-Value de veículos financiados na visão orgânica alcançou 66,8% em dezembro.

Carteira de Crédito Pessoa Física (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Carteira de Crédito Classificada (a) 167.884 179.225 182.605 1,9
CDC 85.491 84.992 89.965 5,9
Crédito Consignado
61.964 62.357 64.333 3,2
Empréstimo Pessoal
5.866 5.798 7.022 21,1
CDC Salário
17.661 16.836 18.610 10,5
Financiamento de Veículos 35.372 23.589 22.273 -5,6
Financiamento Imobiliário 18.458 28.487 37.169 30,5
Cartão de Crédito (1) 20.081 22.149 23.470 6,0
Cheque Especial 2.451 2.298 2.272 -1,2
Microcrédito 1.031 1.341 779 -41,9
Demais 5.000 4.760 6.678 40,3
TVM Privados e Garantias (b) 323 497 669 34,6
Empresas Controladas em Conjunto (c) - (1) 11.610 9.880 -14,9
Carteira de Crédito Ampliada (a+b+c) 168.207 179.722 193.154 7,5
(1) Dado não disponível para o período.

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Total em carteira em 2015 (R$ milhões) Quantidade de operações realizadas em 2015
BB Crédito Acessibilidade Linha de Financiamento a clientes com renda mensal bruta de até 10 (dez) salários-mínimos, destinada à aquisição de bens e servicos de tecnologia assistiva com base na lei nº 12.613, de 18 de abril de 2012. 158 12.644
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) O BB atua como agente financeiro do FIES, uma política pública de crédito estudantil do governo federal destinada a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e à democratização no acesso à educação de qualidade.
O FIES possibilita o financiamento de até 100% de cursos presenciais de graduação. A partir do 2º semestre de 2015 o financiamento passou a ter as seguintes características: juros de 6,5% a.a., carência de 18 meses após a conclusão do curso e prazo de amortização de três vezes o número de semestres financiados. Durante a fase de utilização e carência é exigido, trimestralmente, apenas o pagamento dos juros do financiamento, com valor máximo de R$ 150,00.
Com sua atuação no FIES, o BB atua como agente de desenvolvimento do País em bases sustentáveis (ECBB 2010-2014) e promove a inclusão social por meio do acesso à Educação Superior.
19.480 129.670
Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) Taxista
Linha de financiamento de automóveis destinada a pessoas físicas cujo combustível é de origem renovável. Essa linha utiliza recursos do FAT e favorece a geração de empregos e renda.  304,4  5.136
Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) (1) Contempla o financiamento de empreendimentos que preencham requisitos como inclusão de idosos e portadores de necessidades especiais; normas e atitudes de prevenção ambiental, como utilização de equipamentos e soluções; atendimento de recomendações na execução das obras; e promoção de discussões e difusão entre seus membros de conhecimentos sobre reaproveitamento de materiais, uso racional dos recursos naturais, medidas alternativas de baixo custo de aquecimento de água/materiais degradáveis para construção ou outros usos, riscos decorrentes da não preservação ambiental e demais questões pertinentes.  17.006 66.700
BB Microcrédito Desenvolvimento Regional Sustentável Linha de crédito suspensa em 2013. A linha buscou atender as necessidades de financiamento de microempreendedores urbanos. Com valores situados entre R$ 200 e R$ 3 mil, taxa de juros de 1,0% ao mês e prazo de até 48 meses, a linha representou uma importante ferramenta no impulso aos negócios de empreendedores urbanos beneficiários de Planos de Negócio DRS, possibilitando ao tomador uma melhor adequação de seu fluxo financeiro. 19,1 0

(1) No segmento pessoa física, foram realizadas 66.542 operações, o que resulta na carteira de R$ 16.206 milhões. Já no segmento pessoa jurídica foram 158 operações, com R$ 799,5 milhões no fim de 2015.



Em 2015, a carteira de crédito ampliada pessoa jurídica cresceu 5% e passou a representar 45,6% da carteira total; as micro e pequenas empresas atingiram 25,2%

Pessoa Jurídica

A carteira de crédito ampliada pessoa jurídica alcançou R$ 371,8 bilhões em 2015, um crescimento de 5% sobre 2014, respondendo por 45,6% da carteira total. No fim do ano, as médias e pequenas empresas (com TVM) e o governo somavam 74,8% do total dessa carteira, enquanto as micro e pequenas empresas respondiam por 25,2%.

Durante o ano, as operações de capital de giro e de investimento cresceram 0,3% e 2% respectivamente, impactadas pelo volume de contratações de empresas de médio e grande porte.

As operações com TVM privados e garantias atingiram saldo de R$ 65,9 bilhões, um aumento de 4,3% ao ano – negociadas com empresas de grande porte, elas historicamente apresentam baixo risco. Os desembolsos de crédito para investimentos alcançaram R$ 41,5 bilhões, com destaque para o produto de Financiamento de Infraestrutura de Transportes.

As operações de crédito com micro e pequenas empresas chegaram a R$ 93,6 bilhões, com queda de 8,4% em relação a 2014. As linhas de capital de giro, investimentos e comércio exterior atingiram R$ 59,7 bilhões, R$ 32,1 bilhões e R$ 1,7 bilhões, respectivamente.

No fim do ano, possuía 2,3 milhões de clientes nesse setor, sendo que 96,5% do saldo da carteira foi aplicado em correntistas com tempo de relacionamento acima de dois anos.

Temos utilizado instrumentos que permitem maior acesso ao crédito e redução de custo para o tomador final, como o Fundo de Garantia de Operações (FGO) e o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Nesse trimestre, 26,2% das operações estavam cobertas pelos fundos.

As operações de crédito realizadas com o Governo atingiram R$ 42,1 bilhões, crescendo 44,6% em comparação com 2014, o que tem disponibilizado recursos para investimentos dos Estados e Municípios, principalmente em infraestrutura.

A carteira de crédito ampliada no exterior somou R$ 74,9 bilhões no fim do ano, o que representa uma participação de 24,7% e 18% nas operações de câmbio exportação e importação, respectivamente. Somos o principal parceiro do comércio internacional brasileiro e mantivemos a liderança nas operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE), com 27,2% de market share.

Carteira de Crédito Pessoa Jurídica (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Carteira de Crédito Classificada (a) 260.589 283.916 298.687 5,2
Capital de Giro 138.337 146.546 151.901 3,7
Investimento 56.380 65.076 66.459 2,1
Recebíveis 18.970 17.043 13.263 -22,2
Cartão de Crédito 13.719 15.014 15.085 0,5
ACC/ACE 11.922 12.494 17.522 40,2
Crédito Imobiliário 5.907 10.276 11.909 15,9
Conta Garantida 3.714 4.054 2.835 -30,1
BNDES Exim 3.543 4.003 2.047 -48,9
Cheque Especial 239 317 428 35,0
Demais 7.857 9.093 17.238 89,6
TVM Privados e Garantias (b) 61.677 63.227 65.946 4,3
Empresas Controladas em Conjunto (c) - (1) 6.961 7.132 2,5
Carteira de Crédito Ampliada (a+b+c) 322.265 354.104 371.765 5,0
(1) Dado não disponível para o período.

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Total em carteira
em 2015 (R$ milhões)
Quantidade de operações realizadas em 2015
BB Microcrédito Empreendedor Linha de crédito destinada a clientes PF e PJ alinhada ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), destinado a capital de giro ou investimento, voltada ao atendimento das necessidades financeiras de empreendedores de atividades produtivas de pequeno porte. Utiliza metodologia de orientação e acompanhamento do negócio, diretamente no local onde é executada a atividade econômica. 663,6 542.101
BB Giro Rápido Linha de crédito pré-aprovado para atendimento das necessidades de capital de giro das micro e pequenas empresas. A linha compreende duas modalidades de crédito – cheque especial e crédito fixo reutilizável, que agrega valor social por disponibilizar diferenciais mercadológicos às micro e pequenas empresas. O produto oferece vantagens como processo simplificado de concessão do crédito e contratações com a vinculação da garantia do FGO, o que facilita o acesso ao crédito.  3.078,9  10.635
BB Giro APL Linha de crédito para capital de giro destinada a micro e pequenas empresas integrantes de APL. A operação de BB Giro APL pode ser contratada com a vinculação da garantia do FGO, que facilita o acesso ao crédito por micro e pequenas empresas uma vez que a apresentação de garantias constitui uma das principais barreiras na contratação de empréstimos, bem como possibilita a redução dos encargos financeiros.  15,6 82
FAT Turismo Linha de crédito específica para atendimento às MPME, com faturamento bruto anual de até R$ 25 milhões, face às oportunidades dos grandes eventos esportivos sediados no Brasil em 2013 e 2014.
O empréstimo destinava-se a apoiar as micro, pequenas e médias empresas no desenvolvimento de projetos e no atendimento das demandas geradas por esses eventos, na forma de financiamento de investimentos e capital de giro.
A solução de crédito visava à geração de emprego e renda nos setores relacionados, direta ou indiretamente, com os eventos esportivos. Os recursos eram oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a linha foi comercializada com exclusividade pelo Banco do Brasil.
A relação de itens financiáveis era bem ampla e contemplava desde capacitação de pessoal em qualidade de serviço, atendimento e língua estrangeira, como também máquinas e equipamentos, veículos e embarcações para transporte de pessoas aos estabelecimentos cadastrados à época no Cadastur – cadastro dos prestadores de serviços turísticos do Ministério do Turismo – até o desenvolvimento de sites para implantação de softwares.
A linha de crédito tinha vigência até 31 de dezembro de 2014, sendo encerradas as novas contratações após essa data, conforme Resolução Codefat nº 723, de 18 de dezembro de 2013.
197,2 0
Proger Linha de financiamento destinada a microempresa ou empresa de pequeno porte para projetos de investimento, com ou sem capital de giro associado, que proporcionem a geração ou a manutenção de emprego e renda na área urbana, a fim de viabilizar o desenvolvimento sustentável das microempresas e das empresas de pequeno porte, alinhadas ao Proger Urbano.  2.667,2 4.833


Agronegócio

O Banco do Brasil é líder absoluto no crédito ao agronegócio, com 60,9% de participação de mercado. Esse é um dos principais setores da economia, com importância fundamental para o crescimento e desenvolvimento do País.

A carteira de crédito de agronegócio ampliada, incluindo operações de crédito rural e agroindustrial, cresceu 6,1% em 2015, alcançando R$ 174,9 bilhões. Esse segmento representou 21,5% da carteira total do Banco no período e seu índice de inadimplência permaneceu em baixo, com INAD+90 de 0,97% em dezembro de 2015 ante 0,69% em dezembro de 2014.

A atuação do Banco atinge desde o pequeno produtor até as empresas agroindustriais. No conceito ampliado, a carteira de agronegócio pessoa física aumentou 4,8% no ano, enquanto a de pessoa jurídica cresceu 9,4%.

Durante o ano, a carteira registrou um aumento de 6,6% em investimento, 20,1% em crédito industrial e 4,2% em custeio. A segmentação por programa ou linha de crédito ressalta as operações do Pronaf, com acréscimo de 9,1%; do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com aumento de 2,7%; e Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), com aumento de 13,4%.

Nos seis primeiros meses da safra 2015-2016, o Banco do Brasil desembolsou R$ 43,6 bilhões em operações de crédito rural. Na Agricultura Familiar foram aplicados R$ 8 bilhões, enquanto na Agricultura Empresarial, o valor alcançou R$ 27,8 bilhões. As operações por meio do Pronamp somaram R$ 7,8 bilhões.

Carteira de Crédito de Agronegócio (R$ milhões) 2013 2014 2015 Variação 15/14 (%)
Carteira de Crédito Classificada 144.100 163.640 173.866 6,2
Crédito Rural 109.469 133.310 137.449 3,1
Pronaf
35.983 35.983 39.271 9,1
Custeio Agropecuário
26.684 29.911 30.545 2,1
Pronamp
22.082 22.082 22.689 2,7
BNDES/Finame Rural
10.249 10.249 9.916 -3,2
FCO Rural
8.327 8.825 9.131 3,5
Investimento Agropecuário
6.269 8.324 9.369 12,6
Programa ABC
5.346 8.024 9.099 13,4
Comercialização Agropecuária
4.508 5.934 4.059 -31,6
Demais
4.389 3.978 3.370 -15,3
Crédito Agroindustrial 34.631 30.330 36.417 20,1
Cédula de Produto Rural e Garantias 708 1.262 1.082 -14,2
Carteira de Crédito Ampliada 144.809 164.902 174.948 6,1


Mitigadores no Custeio Agrícola na Safra 2015-2016 (%)

Iniciativas de destaque em 2015

Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) | O BB é pioneiro e o principal financiador desse programa, que apoia a melhoria das estruturas de armazenagem e gera empregos e renda aos produtores no campo.

Esteira Agro BB | Lançamos um novo modelo de financiamento de máquinas, equipamentos, caminhões e implementos agrícolas. As propostas de financiamento são realizadas diretamente pelas revendas fornecedoras e encaminhadas ao Banco pela internet.

GRI G4-DMA Controle acionário ativoG4-DMA Emissões

Em relação à política de crédito para o agronegócio, são considerados, além dos riscos inerentes ao negócio, os aspectos relativos à responsabilidade socioambiental e à capacidade de geração de empregos e renda, de acordo com a política aprovada pelo CA. Atualmente, a concessão de crédito rural só é feita com a apresentação de licenciamento ambiental da atividade, outorga de uso de água e, no Bioma Amazônia, comprovação da regularidade ambiental do imóvel. O instrumento de crédito inclui cláusula que prevê a suspensão das liberações pendentes e o vencimento extraordinário do financiamento em caso de ocorrência de desmatamento ilegal da propriedade. GRI G4-DMA Portfólio de produtosFS10

Além disso, são observados os Zoneamentos Ecológico-Econômicos (ZEE) e Agroecológicos (ZAE) disponíveis, que indicam aspectos como potencialidades econômicas, fragilidades ecológicas, tendências de ocupação e aptidão agroeconômica por cultura.

Cumprindo nosso papel de agentes de políticas públicas, somos signatários de acordo com o Ministério do Meio Ambiente para fortalecer e estimular o Cadastro Ambiental Rural (CAR)

Nas operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), consta cláusula contratual que obriga o mutuário a cumprir as legislações federal, estadual e municipal referentes à preservação do meio ambiente. Essa cláusula inclui a conformidade com critérios técnicos e legais de preservação de matas ciliares, encostas e topos de morros, de conservação do solo e da água de utilização de manejo de pragas, de proteção de mananciais, de proteção da fauna e da flora e de outras considerações de conservação ambiental. GRI G4-EC2

Cumprindo o seu papel de agente de políticas públicas, o Banco é signatário do Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério do Meio Ambiente para fortalecer e estimular o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, detemos acordo para o estudo sobre crédito e seguro rurais. O BB é ainda membro do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), organização constituída por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil e integra a iniciativa Moratória da Soja, pacto que tem por objetivo inibir o plantio de soja no Bioma Amazônia. Desde 2014, também participamos do Programa Soja Plus, que promove a gestão econômica, social e ambiental da propriedade junto aos produtores rurais.

O Banco do Brasil incentiva a utilização de técnicas agrícolas sustentáveis que contribuam para melhorar a renda, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e preservar os recursos naturais. Foi pioneiro na operacionalização do Programa ABC, que financia sistemas sustentáveis de produção agropecuária, com capacidade reconhecida de reduzir/sequestrar emissões de GEE e promover a produção de vegetação/biomassa e de alimentos e a preservação do meio ambiente. GRI G4-EC2

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Total em carteira
em 2015 (R$ milhões)
Quantidade de operações realizadas em 2015
Programa ABC Tem como objetivos principais reduzir as emissões de GEE oriundas das atividades agropecuárias e o desmatamento e estimular a recuperação de áreas degradadas.  9.099,2 7.537
Pronaf Visa à profissionalização dos produtores e familiares, à modernização do sistema produtivo e à valorização do produtor rural familiar. Destina-se ao apoio financeiro das atividades agropecuárias e não agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho da família produtora rural.  39.271,5 629.466
Pronaf Florestal Visa apoiar investimentos em projetos que preencham os requisitos definidos pela Secretaria da Agricultura Familiar/Ministério do Desenvolvimento Agrário para: sistemas agroflorestais; exploração extrativista ecologicamente sustentável; plano de manejo e manejo florestal, incluindo-se os custos relativos à implantação e à manutenção do empreendimento; e enriquecimento de áreas que já apresentam cobertura florestal diversificada, com o plantio de uma ou mais espécies florestais nativas do bioma. 173,0 284
Pronaf Agroecologia Linha de crédito voltada aos agricultores elegíveis ao Pronaf para investimentos relacionados a projetos específicos de sistemas de produção agroecológica ou orgânica, incluindo-se os custos relativos à implantação e à manutenção do empreendimento. 7,1 23
Pronaf Eco-Dendê/Seringueira Linha de crédito voltada aos agricultores elegíveis ao Pronaf para investimentos na implantação das culturas do dendê ou da seringueira, com custeio associado para a manuntenção da cultura. 9,4  101
Pronaf Eco Linha voltada aos agricultores elegíveis ao Pronaf que desejem implantar, utilizar, recuperar ou adotar tecnologias de energia renovável e/ou ambientais, armazenamento hídrico, pequenos aproveitamentos hidroenergéticos, silvicultura ou práticas conservacionistas e de correção da acidez e fertilidade do solo. 233,7 1.050
Moderagro Linha de crédito fixo destinada a investimentos agropecuários com recursos do BNDES. Fomenta ações relacionadas à defesa animal e à implementação de sistemas de rastreabilidade animal para alimentação humana. O programa apoia a recuperação dos solos, além de fomentar os setores de produção, beneficiamento, industrialização e armazenamento de produtos da apicultura, aquicultura, avicultura, chinchilicultura, cunicultura, floricultura, fruticultura, horticultura, pesca, ovinocaprinocultura, pecuária leiteira, ranicultura, sericultura e suinocultura. 630,4 120
Pronamp Programa destinado ao financiamento das despesas normais de custeio e investimento, visando promover o desenvolvimento das atividades rurais dos médios produtores e proporcionar o aumento da renda e a geração de emprego no campo.  22.688,6 105.880
Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) Visa apoiar investimentos necessários à ampliação e à construção de novos armazéns. Dessa forma, contribui para a melhoria da renda dos produtores rurais e da distribuição e armazenagem dos alimentos produzidos no País, apoiando a segurança alimentar. 3.128,3 658
Custeio Agrícola com Plantio Direto Financiamentos com uso do sistema de plantio direto que segue a lógica das florestas. Assim como o material orgânico caído das árvores se transforma em rico adubo natural, a palha decomposta de safras anteriores macro e microorganismos, transforma-se no “alimento” do solo. As vantagens são a redução no uso de insumos químicos e controle dos processos erosivos, uma vez que a infiltração da água se torna mais lenta pela permanente cobertura no solo. O Sistema de Plantio Direto na Palha (SPDP) contribui para que o solo não seja levado pelas erosões e armazene mais nutrientes, fertilizantes e corretivos.  14.870,8  168.184
Inovagro Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), apoia investimentos necessários à incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, visando ao aumento da produtividade, à adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade rural, e à inserção competitiva dos produtores rurais nos diferentes mercados consumidores.  1.745,7 5.353
Semiárido Financiamentos para a região da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) com encargos financeiros reduzidos em relação aos financiamentos rurais para as demais regiões do País. A região da Sudene tem como traço principal as frequentes secas, que podem ser caracterizadas pela ausência, escassez e altas variabilidades espacial e temporal das chuvas. Não é rara a sucessão de anos seguidos de seca. 4.631,4 258.214


Princípios do Equador

GRI G4-EC2G4-HR1G4-HR9G4-SO2G4-DMA Portfólio de produtosG4-DMA AuditoriaG4-DMA Desempenho econômicoG4-DMA EnergiaG4-DMA Trabalho infantilG4-DMA Trabalhos forçado ou análogo ao escravoG4-DMA AvaliaçãoG4-DMA Avaliação de fornecedores em direitos humanosG4-DMA Mecanismos de queixas e reclamações relacionadas a direitos humanos

Somos signatários dos Princípios do Equador e adotamos os padrões da International Finance Corporation (IFC) na análise de risco para garantir que os financiamentos contribuam para o desenvolvimento social e as melhores práticas de gestão ambiental sejam respeitadas na execução dos empreendimentos. Em 2015, realizamos 15 projetos no âmbito dos Princípios do Equador: três financiamentos, um financiamento corporativo dirigido a projeto, dois empréstimos-ponte e nove serviços de assessoria. A partir de 2014, adotamos a terceira versão das diretrizes, que ampliou o escopo de produtos financeiros enquadráveis, gerando melhor controle e acompanhamento dos projetos, maior amplitude de visão dos riscos, a possibilidade de melhor mitigar riscos socioambientais, de reputação, de crédito e legais, além de significar uma abordagem positiva para acionistas, clientes, funcionários e índices de mercado. GRI G4-14

Avaliamos os projetos por uma matriz de risco socioambiental, que identifica impactos e riscos relevantes e medidas de gestão. A categoria A reúne os que têm potencial significativo, múltiplo, irreversível ou sem precedentes de risco ou impacto socioambiental. A categoria B engloba os projetos de potencial limitado, em número reduzido, amplamente reversíveis e prontamente controláveis por meio de medidas mitigatórias. Na C, são concentradas as iniciativas com risco ou impacto mínimo ou inexistente.

Em todas as demandas de financiamento categorizadas como A ou B, exigimos que o cliente desenvolva ou mantenha sistemas de gestão ambiental e social. Além disso, em situações restritas de alto risco, pode ser preciso solicitar que o cliente complemente a sua Documentação de Avaliação com uma due diligence específica sobre direitos humanos ou avaliação social ou ambiental de escopo limitado ou focado (como uma auditoria).

Em 2015, contratamos uma operação categoria A, referente a um empréstimo-ponte para a construção de um estaleiro na região Sudeste. As ações mitigadoras concentram-se na instalação de infraestrutura na região do projeto, com a construção de sistema viário e hidroviário, habitação, saúde pública, educação profissionalizante e tratamento de resíduos industriais. Nossa participação nessa operação foi de R$ 125 milhões.

No que se refere a operações classificadas como B, participamos de três operações, sendo duas no setor de energia e uma no setor de infraestrutura (aeroportos).

Em 2015, foram contratadas as seguintes operações enquadradas nos Princípios do Equador:

  • Financiamento de Projeto (Project Finance) | Três projetos, dois no setor de energia e um de infraestrutura (aeroportos);
  • Financiamento Corporativo Dirigido a Projeto (Project Related Corporate Loan) | Um projeto no setor de portos (logística);
  • Empréstimo-ponte (Bridge Loan) | Dois projetos, um no setor de energia e outro no naval;
  • Serviços de Assessoria para Financiamento de Projeto (Project Finance Advisory Service) | Nove projetos, três no setor de rodovias, um no de trens urbanos, um no de energia, dois no de portos (logística), um no de celulose e um no da indústria alimentícia.
GRI G4-HR9G4-SO2

Os empreendimentos analisados sob a ótica dos Princípios do Equador enquadram-se nos seguintes setores: geração/transmissão de energia, infraestrutura/aeroportos, naval e outros.

Serviços de Assessoria para Financiamento a Projeto (Project Finance Advisory Service) Contratados em 2015
Setor Total
Mineração 0
Infraestrutura 6
Óleo e Gás 0
Energia 1
Outros 2
Subtotal 9
Região Total
Américas 9
Europa, Médio Oriente e África 0
Ásia 0
Subtotal 9


Financiamentos de Projetos (Project Finance) Contratados em 2015
Setor Categoria A Categoria B Categoria C
Mineração 0 0 0
Infraestrutura 0 1 0
Óleo e Gás 0 0 0
Energia 0 1 1
Outros 0 0 0
Subtotal 0 2 1
Região Categoria A Categoria B Categoria C
Américas 0 2 1
Europa, Médio Oriente e África 0 0 0
Ásia 0 0 0
Subtotal 0 0 0
Designação do País Categoria A Categoria B Categoria C
País Designado 0 0 0
País não Designado 0 2 1
Subtotal 0 2 1
Auditoria Independente Categoria A Categoria B Categoria C
Sim 0 2 0
Não 0 0 1
Subtotal 0 2 1
Número total de Projetos da Categoria A 0
Número total de Projetos da Categoria B 2
Número total de Projetos da Categoria C 1


Financiamentos Corporativos Dirigidos a Projetos (Project-Related Corporate Loans) Contratados em 2015
Setor Categoria A Categoria B Categoria C
Mineração 0 0 0
Infraestrutura 0 0 1
Óleo e Gás 0 0 0
Energia 0 0 0
Outros 0 0 0
Subtotal 0 0 1
Região Categoria A Categoria B Categoria C
Américas 0 0 1
Europa, Médio Oriente e África 0 0 0
Ásia 0 0 0
Subtotal 0 0 1
Designação do País Categoria A Categoria B Categoria C
País Designado 0 0 0
País não Designado 0 0 1
Subtotal 0 0 1
Auditoria Independente Categoria A Categoria B Categoria C
Sim 0 0 0
Não 0 0 1
Subtotal 0 0 1
Número total de Projetos da Categoria A 0
Número total de Projetos da Categoria B 0
Número total de Projetos da Categoria C 1


Empréstimos-Ponte (Bridge Loans) Contratados em 2015
Setor Categoria A Categoria B Categoria C
Mineração 0 0 0
Infraestrutura 1 0 0
Óleo e Gás 0 0 0
Energia 0 1 0
Outros 0 0 0
Subtotal 1 1 0
Região Categoria A Categoria B Categoria C
Américas 1 1 0
Europa, Médio Oriente e África 0 0 0
Ásia 0 0 0
Subtotal 0 0 0
Designação do País Categoria A Categoria B Categoria C
País Designado 0 0 0
País não Designado 1 1 0
Subtotal 1 1 0
Auditoria Independente Categoria A Categoria B Categoria C
Sim 1 1 0
Não 0 0 0
Subtotal 1 1 0
Número total de Projetos da Categoria A 1
Número total de Projetos da Categoria B 1
Número total de Projetos da Categoria C 0


Comércio Exterior

Mantivemos a liderança nos mercados de câmbio de exportação e importação com 24,7% e 18,0% de participação, respectivamente, durante 2015. Para manter nossa posição de destaque no apoio ao comércio exterior, lançamos a estratégia BB Comex, que irá aprofundar as relações comerciais com os exportadores de todos os portes, incentivar o uso da tecnologia nas operações e realizar seminários para capacitação e troca de experiências entre os diversos agentes da cadeia.

No financiamento ao comércio exterior, o maior destaque foram as operações de Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e sobre Cambiais Entregues (ACE), que alcançaram US$ 9,5 bilhões e participação de 27,2% do mercado. O volume financiado em importações foi de US$ 3,9 bilhões. No Programa de Financiamento às Exportações (Proex), modalidade Financiamento, os desembolsos atingiram US$ 329,8 milhões.

Os serviços on-line de câmbio e de comércio exterior realizados via internet representaram 68,8% das operações (boletos efetivados) de câmbio de exportação e 55,9% de importação. Oferecemos ainda serviços de capacitação em negócios internacionais, os quais resultaram, em 2015, no treinamento de 3.312 pessoas, entre empresários, estudantes e profissionais do setor em todo o País.

Cartões

Faturamento de Cartões
(R$ bilhões)

O resultado dos serviços de cartões atingiu R$ 3,4 bilhões em 2015, com o aumento de 4,4% em relação a 2014. Essa performence está relacionada à emissão e utilização dos cartões nas funções crédito, débito e crediário pelos clientes e do resultado dos serviços de credenciamento/adquirência, cartões pré-pagos/voucher e de bandeira de cartões, que são prestados pelas coligadas do Banco.

O volume faturado com cartões emitidos alcançou R$ 256,7 bilhões durante o ano, valor que representa crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Um dos destaques é o aumento de 10,6% das transações tradicionais de compra no varejo, demonstrando a prevalência do cartão como meio de pagamento. Esse desempenho foi influenciado pelo fortalecimento do relacionamento com os clientes, pela mobilização da rede de agências e pela substituição de outros meios de pagamento.

Investimos em ações de segurança para reduzir as perdas operacionais com fraudes eletrônicas, especialmente a clonagem de cartões. Essas medidas promoveram a substituição de quase 12 milhões de plásticos com tarja magnética por outros com a tecnologia de chips, que garante mais segurança nas transações bancárias. Essa iniciativa resultou na redução recorde de 86% com perdas nesse tipo de fraude.

Outra medida inédita foi o uso do SMS, estratégia que permite maior celeridade nas ações de prevenção, uma vez que o cliente é informado imediatamente sobre operações suspeitas. A resposta, também via SMS, com confirmação ou não da transação, ativa procedimentos automáticos que interrompem a ação dos fraudadores. Nossas rotinas automatizadas promovem o monitoramento ininterrupto, gerando alertas quando são detectadas operações que fogem ao padrão habitual do cliente.

Em continuidade à estratégia de reorganização e diversificação dos negócios de meios de pagamento, além da Cateno, a Stelo, empresa que administra o negócio de carteira digital e facilitação de transações eletrônicas iniciou suas operações. No fim de 2015, a Livelo permanecia em fase pré-­operacional, com testes-piloto em andamento.

Outro destaque do ano foi o lançamento, em março, de uma solução que permite compras nas funções débito e crédito utilizando o celular, por meio de tecnologia NFC, substituindo, assim, o cartão.

GRI G4-4

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Quantidade de Cartões Emitidos em 2015 Variação
15/14 (%)
Ourocard Empreendedor Cartão de crédito específico para atender a Microempreendedores Individuais (MEI), isento de anuidade, com o objetivo de alavancar o crédito nesse segmento e facilitar a bancarização e a movimentação de recursos financeiros.  19.651 3,3
Ourocard Origens Reciclado Primeiro cartão produzido com plástico reciclado do Banco do Brasil. A cada cartão solicitado, o cliente doa R$ 5,00 ao Instituto Terra, que promove a recuperação e o manejo sustentável de florestas da Mata Atlântica, adere automaticamente ao serviço de arredondamento de fatura e contribui com o plantio de uma das 400 árvores necessárias para se promover a recuperação de uma nascente.  14.079 6,5
Cartão de Pagamento da Defesa Civil (CPDC) Cartão destinado ao pagamento de despesas com ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais, usados exclusivamente em situações de emergência ou estado de calamidade pública e reconhecidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.  2.364 -18,6
Arredondamento
de Fatura
O cliente portador de Ourocard que aderir a esse serviço terá o valor da sua fatura arredondado para o próximo valor inteiro, acima, e os centavos correspondentes a essa diferença serão doados a uma instituição sem fins lucrativos parceira do BB. Atualmente, as doações são destinadas exclusivamente ao Instituto Terra, que promove o reflorestamento de áreas desmatadas da Floresta Atlântica e é responsável, atualmente, pela recuperação de mais de 40 milhões de metros quadrados.  75.727 40,4


Seguros, Previdência e Capitalização

Em 2015, a BB Seguridade atingiu lucro líquido de R$ 4,2 bilhões, um aumento de 21,7% em relação a 2014, e agregou R$ 2,8 bilhões de lucro ao Conglomerado BB. Excluindo os eventos extraordinários, o lucro líquido ajustado da BB Seguridade Participações alcançou R$ 3,9 bilhões, evolução de 22,4% em relação ao resultado de 2014.

O volume total de prêmios emitidos, contribuições de previdência e arrecadação de capitalização somou R$ 60,2 bilhões, com aumento de 11,4% ante o ano anterior. Essa performance assegura ao Banco a liderança em receitas totais nos segmentos em que atua, e participação de mercado de 27,5%, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A Brasilprev encerrou o ano no topo do ranking de reservas P/VGBL, liderança alcançada em março de 2015. No ano, o volume de reservas P/VGBL cresceu 20,1%, atingindo a marca de R$ 32,9 bilhões, equivalente a 38,5% de participação de mercado. Para mais informações, clique aqui.

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Faturamento em
2015 (R$ milhões)
Participação no Faturamento Total da Carteira em 2015 (%)
Vida
Ouro Vida Transfere à Fundação Banco do Brasil (FBB) 50% de sua receita de estipulação para ser aplicada nos programas sociais dessa entidade. 850,9 35,5
BB Seguro Vida Mulher Transfere à FBB 50% de sua receita de estipulação para ser aplicada nos programas sociais dessa entidade. 335,8 14,0
Ouro Vida Grupo Especial Transfere à Federação das AABBs (FENABB) 2,19% do percentual de estipulação. 755,0 31,5
Patrimonial
Ouro Residencial Transfere à FBB 100% de sua receita de estipulação para ser aplicada nos programas sociais dessa entidade.  174,4 25,9
Ouro Máquinas Transfere à FBB 100% de sua receita de estipulação para ser aplicada nos programas sociais dessa entidade.  10,2 1,3
Ouro Empresarial Transfere à FBB 100% de sua receita de estipulação para ser aplicada nos programas sociais dessa entidade.  138,4 20,5
Capitalização
Ourocap Torcida Pagamento Único Educação – transfere à FBB o percentual de 0,25% do total dos recursos arrecadados no pagamento, pelos subscritores, da parcela única dos títulos de capitalização de R$ 600 a R$ 1 mil por meio de débito em conta. 1.299,5 19,9
Meio Ambiente – transfere à FBB o percentual de 0,25% do total dos recursos arrecadados no pagamento, pelos subscritores, da parcela única dos títulos de capitalização de R$ 2 mil a R$ 5 mil por meio de débito em conta e de R$ 1 mil a R$ 5 mil por meio de cartão de credito. 2.342,1 35,9
Ourocap Estilo Flex Meio Ambiente – transfere à FBB o percentual de 0,5% do total dos recursos arrecadados no pagamento, pelos subscritores, da parcela única dos títulos de capitalização PU36 S (Ourocap Estilo Prêmio), comercializados por meio da rede bancária do Banco do Brasil nos valores de R$ 250 a R$ 500. 44,1 0,7


Gestão de Recursos de Terceiros

GRI FS11G4-DMA InvestimentosG4-DMA Controle acionário ativo

Mantivemos a liderança na indústria de fundos de investimentos por meio da BB Gestão de Recursos DTVM S.A. (BB DTVM), com participação de mercado de 21,5% e um total de R$ 603,2 bilhões em recursos administrados – esse valor inclui recursos geridos pela subsidiária e por outras instituições. Em relação a 2014, o crescimento foi de 8,7%, ultrapassando a marca histórica de R$ 600,0 bilhões. Do total de recursos administrados, encerramos 2015 com R$ 587,7 bilhões sob gestão da DTVM, o que equivale a um market share de 20,5%.

Líder no segmento de gestão de recursos de terceiros desde 1994, a BB DTVM institui, organiza, administra e gere fundos, carteiras e clubes de investimento. Alinhada aos princípios de responsabilidade social e ambiental que adotamos desde novembro de 2010, o Banco é signatário dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), propondo-se a aplicar em suas estratégias e processos de gestão práticas que favoreçam a integração de temas ambientais, sociais e de governança corporativa.

A subsidiária criou uma metodologia própria de avaliação de ações de empresas, em que utiliza critérios de seleção de ativos sustentáveis com base nos pilares de desempenho econômico-financeiro, governança corporativa e aspectos ambientais e sociais. A avaliação e seus resultados, em forma de ranking, auxiliam os gestores a realizar aquisições de ativos mais assertivas.

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Patrimônio Líquido em 2015 (R$ milhões) Rentabilidade
em 2015 (%)
BB Referenciado DI Social 50 Transfere 50% da taxa de administração à FBB, a fim de beneficiar projetos sociais.  115,1 10,5
BB Ações ISE Jovem FIC Transfere 20% da taxa de administração à FBB, a fim de beneficiar as iniciativas do Programa Água Brasil. A carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) é composta por ações de empresas que apresentam proposta de responsabilidade corporativa ampla, que considera aspectos de boa governança, eficiência econômica, equilíbrio ambiental e justiça social.  8,6 -14,2
BB Multimercado Global Acqua LP Private FI Investe parte de seu patrimônio em empresas brasileiras e globais que incluem o tratamento ou o beneficiamento da água em seu processo produtivo.  503,1 13,3
BB Ações Carbono Sustentável FIA Acompanha o Índice Carbono Eficiente (ICO2), criado pelo BNDES e pela BM&FBOVESPA, composto de ações das companhias participantes do IBrX-50, que adotam práticas transparentes com relação às suas emissões de GEE.  4,5 -11,1
BB Previdenciário Ações Governança Fundo destinado aos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, pelos Estados ou pelos Municípios, acompanha o Índice de Governança Corporativa (IGC) da BM&FBOVESPA, composto por empresas reconhecidas por boas práticas de governança corporativa, cujas ações são negociadas nos níveis I e II de governança corporativa no Novo Mercado.  94,9 -11,9
FIP Brasil de Governança Corporativa Estruturação de fundo voltado à compra de participações em empresas que possam ser conduzidas ao estágio de companhia de governança corporativa global (pré-IPO), com sólidos fundamentos de gestão, passíveis de aprofundamento das práticas de governança corporativa e aplicação dos conceitos de autossustentabilidade, com maturidade para administração de conflitos e tratamento das questões socioambientais. 367,4 -2,3
Brasil Sustentabilidade FIP Estruturação de fundo voltado à compra de participações em empresas cujas atividades se associem a projetos com potencial de geração de créditos de carbono, com a incorporação dos princípios de sustentabilidade às decisões de investimento. 232,3 -0,7


Mercado de Capitais e Tesouraria

Participamos do mercado de capitais doméstico por intermédio do BB Banco de Investimento (BB BI) e no exterior por meio das Securities (Nova Iorque, Londres e Cingapura), com foco em investidores de varejo e institucionais. O serviço de compra e venda de ações para os clientes de varejo na rede de agências, internet (home broker) e dispositivos móveis movimentou R$ 26,8 bilhões, sendo R$ 25,2 bilhões pelo home broker.

Coordenamos, durante o ano, 41 emissões de títulos de renda fixa, entre notas promissórias e debêntures, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), somando R$ 15 bilhões, o que nos colocou em 2º lugar no ranking de originação consolidado, com 24,5% de participação de mercado.

Atuamos em três operações de emissões externas, que totalizaram US$ 2,3 bilhões, o que nos posiciona em 7º lugar no ranking. Os destaques de 2015 ainda incluem a realização de operações de CRI, FIDC e CRA no montante de R$ 10,9 bilhões no mercado de securitização.

Com o intuito de incentivar o crescimento de pequenas e médias empresas, procuramos desenvolver o mercado de capitais brasileiro. Nesse contexto, participamos de diversas mesas e grupos de trabalho, em especial o Comitê de Ofertas Menores, formado pela BM&FBOVESPA, CVM, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e diversos agentes do mercado. As propostas desse comitê contribuíram para a elaboração da Lei nº 13.043/14, que prevê incentivos fiscais para os investidores de ativos do mercado de acesso e redução de custos para a empresa emissora.

A adoção de critérios socioambientais para os serviços de assessoria para ofertas públicas de ações ocorre na qualificação de clientes, momento em que se busca comprovar a adequação às legislações trabalhistas e ambientais. Na contratação de parceiros para as atividades de compra e venda de ações, o Banco segue a Política de Relacionamento com Fornecedores e inclui cláusulas socioambientais nos contratos. GRI G4-SO9

PRODUTOS COM VIÉS SOCIOAMBIENTAL

GRI FS7FS8
Produto Descrição Total em Carteira em 2015 (R$ milhões) Quantidade de Operações Realizadas em 2015
BNDES Governo Linha de financiamento destinada aos estados e ao Distrito Federal para investimentos em obras públicas, equipamentos e instalações, visando aos benefícios sociais para a população impactada pelas ações. 24,6 4
Provias Linha de financiamento destinada aos municípios para a aquisição de máquinas e equipamentos destinados a intervenções em vias públicas, rodovias e estradas, visando aos benefícios sociais para a população impactada pelas ações. 5,4 4
Programa Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT) Financiamento para apoiar projetos de investimentos da administração pública municipal voltados à modernização da administração tributária e à melhoria da qualidade do gasto público, visando proporcionar uma gestão pública eficiente que gere aumento nas receitas e/ou redução do custo unitário dos serviços prestados à coletividade. 57,0 5
BB Financiamento Setor Público (Operações com Estados) Financiamento, com repasse de recursos externos ou do BB, de programas e ações previstas nos planejamentos estratégicos dos estados. Provoca impactos sociais pela melhoria da qualidade de vida da população. 500,0 1

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