Negócios
Crédito

No intuito de prestar atendimento de qualidade, adequado às necessidades de cada público, o BB adota o modelo de segmentação diferenciado, baseado no perfil, na renda e nos investimentos mantidos pelo cliente, como demonstra a figura abaixo. Além de desenvolver ações para nichos de públicos específicos, como os jovens universitários e os produtores rurais.



Mostrando o sucesso de sua estratégia de atuação, a carteira de crédito total do BB, em conceito ampliado (inclui títulos e valores mobiliários privados e garantias prestadas), encerrou 2011 com saldo de R$ 465,1 bilhões, um crescimento de 19,8% em relação a 2010. A participação do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito foi de 19,2% em dezembro de 2011.

Carteira de Crédito 1
(R$ milhões)

A carteira de crédito total do
BB em conceito ampliado alcançou R$ 465,1 bilhões, 19,8% mais do que em 2010, com participação de 19,2% no mercado
(1) Inclui carteira de crédito no País e no exterior, garantias prestadas e TVM privados.

O crescimento da carteira de crédito foi acompanhado pela queda da inadimplência e consequente elevação da qualidade da carteira. O indicador que mede o atraso das operações há mais de 90 dias permaneceu inferior ao observado no Sistema Financeiro Nacional (SFN), conforme demonstra o gráfico abaixo.

Considerando a evolução da qualidade do risco no BB, destaca-se o crescimento das operações de melhor risco (AA-C) no total da carteira.

Inadimplência Total
(%) (Operações vencidas há mais de 90 dias)


(1) Crédito Referenciado para taxa de juros.
Fonte: Banco Central do Brasil – Notas econômico-financeiras para imprensa.
Carteira de Crédito Total por Nível de Risco
(%)




Agência Avenida Paulista (SP)


Carteira por Setores de Atividade Econômica

BB-Consolidado – R$ mil  Dez/2010 %  Dez/2011 %
Setor Público 7.261.066 2 8.552.773 1,8
Governo 2.772.577 0,8 2.622.436 0,5
Administração Direta 2.449.398 0,7 2.246.315 0,5
Administração Indireta 323.179 0,1 376.121 -
Atividades Empresariais 4.488.489 1,2 5.930.337 1,3
Grupo BB - - - -
Indústria 2.553.541 0,7 3.993.601 0,9
Intermediários Financeiros 126.428 - 119.866 -
Outros Serviços 1.808.520 0,5 1.816.870 0,4
Setor Privado 351.104.687 98 414.435.801 98,2
Rural 57.987.817 16,2 68.075.906 16,2
Indústria 105.234.145 29,4 126.983.669 30,2
Comércio 40.125.804 11,2 47.120.937 11,3
Intermediários Financeiros 1.172.864 0,3 796.931 0,1
Pessoas Físicas 98.274.542 27,4 111.154.868 26,2
Habitação 2.931.782 0,8 6.073.590 1,4
Outros Serviços 45.377.733 12,7 54.229.900 12,8
Total 358.365.753 100 422.988.574 100


Para mais detalhes a respeito da carteira de crédito do Banco do Brasil, acesse www.bb.com.br/ri.


Crédito Pessoa Física Ao longo do exercício de 2011, o Banco do Brasil deu continuidade ao BB 2.0 Programa de Transformação do Varejo, que contempla ações estratégicas como a rentabilização da base de clientes baseada no atendimento de excelência, o conhecimento dos clientes e o aumento da oferta de conveniência com a adequação dos canais de atendimento.

A carteira classificada de crédito pessoa física, que segue os critérios definidos pelo Bacen, encerrou o ano com saldo de R$ 130,6 bilhões, um crescimento de 15,4% comparado a 2010, mantendo-se em destaque na carteira total do Banco com 30,9% de participação. Esse desempenho é reflexo das ações com foco no cliente, do novo posicionamento estratégico, da sustentabilidade dos negócios, consolidando a liderança do BB no varejo bancário brasileiro.

Carteira de Crédito Pessoa Física
(R$ milhões) 2009 2010 2011
Crédito Pessoal 52.149 63.438 72.298
Consignado
36.514 44.976 51.246
Empréstimo Pessoal
6.458 5.585 5.725
CDC Salário
9.177 12.878 15.327
Financiamento Imobiliário 1.530 2.951 6.035
Financiamento a Veículos 20.738 27.395 31.329
Cartão de Crédito 9.382 11.867 13.193
Cheque Especial 2.434 2.598 2.554
Microcrédito 674 1.123 848
Demais 4.884 3.724 4.304
Total 91.791 113.096 130.561


Inadimplência Pessoa Física
(%) (Operações vencidas há mais de 90 dias)



(1) Crédito Referenciado para taxa de juros.
Fonte: Banco Central do Brasil –
Notas econômico-financeiras
para imprensa.

Crédito Consignado A modalidade permanece como a de maior representatividade na carteira de crédito para pessoas físicas, com 39,3% do total. Com a estratégia de qualificação da base de clientes e foco em linhas de menor risco, a carteira de crédito consignado apresentou crescimento de 13,9% no ano, o que reforça a liderança do Banco no segmento, cuja participação de mercado alcançou 32,3%. Os empréstimos com servidores públicos continuam os mais representativos dessa carteira e participam com 85,3% do total. O restante é composto por aposentados e pensionistas do INSS (9,2%) e funcionários do setor privado (5,5%).



Veículos
GRI EC2

O saldo das operações de financiamento de veículos alcançou R$ 31,3 bilhões, incremento de 14,4% no período.

Como medida para contribuir com a preservação do meio ambiente e da sustentabilidade do planeta, são oferecidas condições diferenciadas para todos os clientes no financiamento de veículos novos classificados como Nota 5 no ranking “Nota Verde” do Ministério do Meio Ambiente. .


Produtos com Características Socioambientais
GRI FS7 | FS8
Financiamento de veículos automotores classificados pelo Ministério do Meio Ambiente como Nota 5 no quesito ecoeficiência com taxas reduzidas, para clientes correntistas do BB.
Financiamento de veículos automotores para taxistas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, com o propósito de renovar a frota de veículos, favorecer a geração/manutenção de emprego e renda e contribuir para o meio ambiente, na medida em que a referida linha só permite financiar automóveis cujo combustível seja de origem renovável.


Crédito Imobiliário
Nessa linha de crédito, os empreendimentos financiados pelo programa devem, entre outros requisitos, prever a inclusão de idosos e portadores de necessidades especiais; normas e atitudes de prevenção ambiental, como a utilização de equipamentos e soluções; atender recomendações na execução das obras; promover discussões e difundir entre seus membros conhecimentos sobre reaproveitamento de materiais, uso racional dos recursos naturais, medidas alternativas de baixo custo de aquecimento de água/materiais degradáveis para construção/outros, riscos decorrentes da não preservação ambiental e demais questões pertinentes.
O crédito imobiliário no BB manteve a tendência de crescimento, encerrando 2011 com saldo de R$ 7,6 bilhões, evolução de 122,7% em relação a 2010. No decorrer do ano foram liberados 22,7 mil contratos para pessoas físicas, que totalizaram saldo de R$ 6,0 bilhões. A carteira de crédito imobiliário pessoa jurídica encerrou o exercício com saldo de R$ 1,6 bilhão, com 119 contratos formalizados em 2011.

Para os próximos anos, o Banco prevê a continuidade do crescimento da carteira acima do mercado, atingindo em 2012 mais de R$ 13 bilhões em crédito imobiliário. Para o programa Minha Casa Minha Vida, a meta do Banco é financiar, em 2012, 97.000 unidades e, até 2014, 412.000 unidades. Isto significa muito mais famílias realizando o sonho da casa própria, em especial as classes de menor renda, proporcionando melhora na qualidade de vida e contribuindo, ainda, para o desenvolvimento do País por meio do incentivo à indústria da construção civil e geração de emprego nos diversos setores da economia.

Além disso, no que tange à sustentabilidade, o Banco vem priorizando os financiamentos à produção que atendem aos conceitos de preservação do meio ambiente, tais como utilização de energia solar, coleta seletiva de lixo, captação e reúso de água da chuva, uso racional dos materiais de construção e arborização.

Microcrédito Diante do panorama econômico brasileiro, marcado pela queda do desemprego e da pobreza, integração de 36 milhões de pessoas no mercado de consumo, concretização da mobilidade social, ampliação do crédito, do volume de transações bancárias, da rede de atendimento e da capilaridade e ainda pela popularização de produtos e serviços bancários, o Banco do Brasil passou a atuar, em 2011, no Microcrédito Produtivo Orientado (MPO). Seus objetivos com a medida são:

O MPO atende pessoas físicas que desenvolvem atividades produtivas e microempresas constituídas com faturamento bruto anual de até R$ 120 mil, incluindo-se os empreendedores individuais formalizados (faturamento bruto anual até R$ 36 mil). O modelo de atendimento prevê assessoria financeira e oferta de linhas de crédito em condições compatíveis com os segmentos. Assim, cerca de 4 mil funcionários da rede de agências estão capacitados para as visitas aos pequenos empreendimentos, a realização de levantamento socioeconômico, o fornecimento de orientação sobre o planejamento do negócio e a definição das necessidades de crédito e gestão para o desenvolvimento do empreendimento.

Além disso, foram firmadas parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e as Secretarias Municipais e Estaduais de Trabalho e Renda em diversas localidades. Também foram realizadas Oficinas MPO em diversas capitais, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, para promoção do Programa Nacional de Microcrédito – Crescer, em sintonia com o Plano Brasil Sem Miséria.

Ao final do exercício, o MPO do Banco do Brasil alcançou R$ 142,3 milhões de saldo, beneficiando 34,9 mil empreendedores em todo o País. O resultado materializa o grande diferencial do Banco, de apoiar empreendedores e microempresas por meio da oferta de crédito na medida certa para seus negócios.

No mesmo sentido, é mantido o BB Microcrédito Empreendedor PF, crédito concedido para atender às necessidades financeiras de pessoas físicas empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte. Visando orientação e acompanhamento, a modalidade utiliza metodologia baseada no relacionamento direto com os empreendedores no local onde é executada a atividade econômica.

Linha de crédito que visa atender as necessidades de financiamento de microempreendedores urbanos. Com valores situados entre R$ 200 e R$ 5 mil, taxa de juros de 0,95% ao mês e prazo de até 60 meses, a linha representa uma importante ferramenta no impulso aos negócios de empreendedores urbanos beneficiários de Planos de Negócios de Desenvolvimento Regional Sustentável, possibilitando ao tomador uma melhor adequação de seu fluxo financeiro.


Modalidade de crédito para clientes pessoa jurídica abrangidos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado destinado a capital de giro ou investimento voltado para o atendimento das necessidades financeiras de empreendedores de atividades produtivas de pequeno porte, utilizando metodologia de relacionamento diretamente no local onde é executada a atividade econômica, visando a orientação e o acompanhamento do negócio.
Modalidade de crédito para clientes pessoa física abrangidos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado destinado a capital de giro ou investimento voltado para o atendimento das necessidades financeiras de empreendedores de atividades produtivas de pequeno porte, utilizando metodologia de relacionamento diretamente no local onde é executada a atividade econômica, visando a orientação e o acompanhamento do negócio.


Crédito Pessoa Jurídica O Banco do Brasil, como parceiro do Governo Federal, busca estimular a inovação e à produção nacional para alavancar a competitividade das indústrias brasileiras, promovendo o desenvolvimento econômico e social do País. Tem atuado fortemente na disponibilização de crédito para todos os clientes pessoa jurídica, desde os empreendedores individuais até as grandes empresas.

A carteira classificada de crédito pessoa jurídica encerrou 2011 com saldo de R$ 171,3 bilhões e representou 40,5% do total da carteira de crédito do BB. Somadas, as linhas de capital de giro e investimentos representam 72,3% do saldo da carteira pessoa jurídica.

Carteira de Crédito Pessoa Jurídica

(R$ milhões) 2009 2010 2011
Capital de Giro 63.136 75.630 84.727
Investimento 25.163 33.046 39.070
Recebíveis 14.598 16.257 17.968
Conta Garantida 3.732 3.070 2.878
ACC/ACE 8.137 8.997 9.688
BNDES Exim 4.464 5.116 4.876
Cartão de Crédito 2.024 3.994 7.290
Cheque Especial 144 187 163
Demais 3.938 3.512 4.629
Total 125.336 149.810 171.290
Inadimplência Pessoa Jurídica
(%) (Operações vencidas há mais de 90 dias)


(1) Crédito Referenciado para taxa de juros. Fonte: Banco Central do Brasil – Notas econômico-financeiras para imprensa.


Crédito para Empresas Médias, Grandes e Corporate Na área de clientes Atacado, o BB atende empresas com faturamento anual bruto superior a R$ 25 milhões.

Para 2012, as ações com impacto no relacionamento com clientes de Atacado estarão centradas no aprimoramento de processos e estruturas de atendimento, estratégias de rentabilização, e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. Essas ações reforçarão a posição de liderança do BB entre as maiores empresas.

O BB mantinha, no final
do ano de 2011 , 2,1 milhões
de clientes micro e pequenas
empresas e saldo de operações
de R$ 68,1 bilhões
Micro e Pequenas Empresas No atendimento às micro e pequenas empresas, o BB manteve-se posicionado como importante parceiro do segmento. Ao final de 2011, possuía 2,1 milhões de clientes e saldo de operações de R$ 68,1 bilhões, incremento de 19,5% em relação a 2010. A destinação de R$ 47,9 bilhões para capital de giro representou crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior. Destaca-se a linha de crédito BB Giro Empresa Flex, que atingiu o saldo de R$ 14,0 bilhões, correspondente a 29,3% da carteira de capital de giro, crescimento de 31,5% em 12 meses.
Produtos de Crédito de MPE
(R$ milhões) 2009 2010 2011
 Giro 32.852 41.170 47.867
 Investimento 11.472 14.678 18.364
 Comércio Exterior 596 1.111 1.831
Total 44.920 56.960 68.062


As operações de financiamento
de investimentos às micro e pequenas
empresas foi de R$ 18,4 bilhões,
crescimento de 25,1% no ano, com
destaque para o Cartão BNDES,
com saldo de R$ 6,0 bilhões
(86,6% maior do que em 2010)
Já o saldo das operações de financiamento de investimentos às micro e pequenas empresas ao final do período chegou a R$ 18,4 bilhões, com crescimento de 25,1% na comparação com 2010. Destaque foi o Cartão BNDES, principal linha do bloco para o segmento, que atingiu saldo de R$ 6,0 bilhões, o que representa 86,6% de crescimento em relação ao ano anterior.

Nas operações com micro e pequenas empresas, o Banco utilizou amplamente o Fundo de Garantia de Operações (FGO), como forma de mitigar o risco de crédito e ampliar o volume da carteira. Ao final de 2011, havia 428,6 mil operações com cobertura do FGO, totalizando saldo aplicado de R$ 9,8 bilhões.

Em 2011, o BB foi a primeira instituição financeira a emitir o Cartão BNDES nas duas principais bandeiras, Visa e MasterCard. Além disso, mantém a liderança do Cartão BNDES em valores desembolsados, quantidade de cartões emitidos e quantidade de transações.

Empréstimo pré-aprovado para atendimento às necessidades de capital de giro das micro e pequenas empresas, composto por duas modalidades de crédito – Cheque Especial e Crédito Fixo Reutilizável. O produto agrega valor social por disponibilizar diferenciais mercadológicos às micro e pequenas empresas. Dentre eles, estão: processo simplificado de concessão do crédito; contratações com a vinculação da garantia do Fundo Garantidor de Operações – FGO, que facilita o acesso ao crédito por micro e pequenas empresas.
Empréstimo para fazer frente às necessidades de capital de giro das micro e pequenas empresas integrantes de Arranjos Produtivos Locais (APL). A atuação do BB em APL tem o objetivo de melhorar o relacionamento com o segmento de micro e pequenas empresas, por meio da participação ativa nos Arranjos, em parceria com as demais instituições, para mapear as necessidades das empresas e ofertar soluções financeiras adequadas, considerando a sustentabilidade dos empreendimentos e as características específicas de cada Arranjo. A operação de BB Giro APL pode ser contratada com a vinculação da garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que facilita o acesso ao crédito por micro e pequenas empresas, uma vez que a apresentação de garantias constitui uma das principais barreiras na contratação de empréstimos, bem como possibilita a redução dos encargos financeiros.
O Proger tem por finalidade a promoção de ações voltadas à geração de empregos e renda, mediante concessão de linhas especiais de crédito a setores que usualmente têm pouco ou nenhum acesso ao sistema financeiro, tais como pequenas e microempresas, cooperativas, formas associativas de produção e iniciativas de produção própria da economia informal. O Programa incrementa o papel do Banco do Brasil como agente financeiro à medida que coloca créditos com baixo custo financeiro ao tomador final, combate o desemprego, mantendo e gerando continuamente postos de trabalho, e contribui para o aumento da renda dos trabalhadores. O apoio às micro e pequenas empresas (Receita Operacional Bruta de até R$ 5 milhões), por meio da Linha Proger Urbano – Micro e Pequenas Empresas – Investimento, apresenta-se relevante para o desenvolvimento daquele segmento empresarial, contribuindo para a geração e manutenção de emprego e renda no País.


Operações de Investimento e Repasses
GRI EC4


O Banco do Brasil manteve seu foco na geração de empregos e no desenvolvimento do País, apoiando as empresas através de suas linhas de financiamento de investimento. Só em 2011 foram R$ 33,8 bilhões desembolsados, o que resultou num crescimento de 18,2% no saldo desta carteira no ano, totalizando R$ 39,1 bilhões.

Dentre as modalidades de repasse, destaque para o Fundo da Marinha Mercante (FMM), por meio do qual foram financiadas a construção de 50 embarcações e quatro estaleiros em 2011, no montante de R$ 3,3 bilhões. Com isso, o volume de projetos financiados corresponde a R$ 4,7 bilhões, evolução de 237% em relação a 2010.

Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), o Banco do Brasil financiou R$ 5,5 bilhões em 73,5 mil operações e atendeu a 466 municípios da região. O número representa incremento de 29,7% em relação o exercício de 2010. Destaca-se o fato de que 36% desse total beneficiou tomadores de mini/micro e pequeno porte.

Também desembolsou no ano mais de R$ 18 bilhões em recursos do BNDES, 21,5% do total, de acordo com o Ranking Global de repasses da instituição. Na modalidade Finame, desembolsou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 37% do total de recursos do BNDES liberados pelo Banco em 2011.


Desembolsos para Investimentos*
(R$ bilhões)


* Valores acumulados. Não inclui BNDES Exim.

Agronegócios
GRI FS2 | FS3

Já no agronegócio, o Banco do Brasil, como agente de política agrícola, representa um elo entre o governo e o produtor rural, atuando como o maior financiador do segmento, em todas as suas frentes e etapas da cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais.

Antes da contratação de crédito rural são observadas exigências de regularidade ambiental, tais como a apresentação de documentos comprobatórios da regularidade do produtor referente ao licenciamento ambiental, outorga de uso da água, averbação de reserva legal e no Bioma Amazônia, comprovação de regularidade ambiental do imóvel, observando os Zoneamentos Ecológicos-Econômicos (ZEE)1 (municipal ou estadual) e Agroecológicos (ZAE)2 disponíveis. Esses documentos devem ser mantidos nos dossiês dos proponentes, para verificação e monitoramento da área de controles internos do Banco e de órgãos de supervisão bancária. Também deve ser verificada a regularidade social do cliente e do empreendimento financiado em operações de investimento, custeio ou comercialização.

Os financiamentos de custeio e comercialização são de curto prazo e, em geral, ocorrem ao menos uma vez a cada ano-safra – característica que possibilita o monitoramento periódico do cliente e de sua atividade. As operações de crédito rural estão sujeitas à fiscalização in loco, cujo resultado é informado à agência condutora da operação. Em casos de não conformidades, o cliente é notificado e a regularização é solicitada, podendo ensejar a liquidação antecipada da operação, conforme previsto em cláusula contida no instrumento de crédito. Para operações de BNDES e Finame Rural, são previstos em contrato e minutas o vencimento antecipado, com exigibilidade da dívida e sustação do desembolso caso sejam verificados existência de sentença transitada em julgado em razão de discriminação, trabalho infantil ou escravo, assédio moral ou sexual ou crime contra o meio ambiente. Em 2011, 2,0% dos contratos possuíam este tipo de cláusula.

GRI FS3 | HR7

Ao final de 2011, a carteira de crédito de agronegócios atingiu R$ 88,7 bilhões em saldo no conceito classificado, o que representa crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior. A participação do Banco no agronegócio brasileiro foi de 63,1%, sendo o maior parceiro nesta modalidade.

Para a safra 2011/2012, o BB vai colocar à disposição R$ 45,7 bilhões, o que corresponde a 17,7% de incremento sobre o valor aplicado na safra anterior. Do total, R$ 10,5 bilhões serão destinados à Agricultura Familiar e R$ 35,2 bilhões à Agricultura Empresarial.

Até dezembro de 2011, a desembolso total em operações de crédito rural na safra 2011/2012 atingiu R$ 26,4 bilhões, o que representa acréscimo de 19,4% na comparação com 2010, conforme quadro a seguir, em que se destaca o crescimento nas linhas de investimento Agricultura Familiar (6,9%) e Agricultura Empresarial (23,2%).

(1) O ZEE é um instrumento legal de diagnóstico do uso do território, dividindo a terra em zonas, a partir dos recursos naturais, da socioeconomia e de marcos jurídicos, em que são definidas potencialidades econômicas, fragilidades ecológicas e as tendências de ocupação, incluindo as condições de vida da população.
(2) O ZAE é específico para uma cultura, a exemplo da cana-de-açúcar, delimitando as áreas aptas agronomicamente ao seu estabelecimento, mas consideram também questões sociais, políticas e ambientais na delimitação das zonas passíveis de desenvolvimento dessa cultura.


Carteira de Crédito de Agronegócio por Porte do Cliente

(R$ bilhões) 2010 2011
Miniprodutor 5,3 5,3
Pequeno Produtor 16,2 18,4
Médio e Grande Produtor 50,3 59,5
Cooperativas Agropecuárias 3,2 5,5
Total 75,0 88,7


Investimentos em Agricultura
Familiar e Empresarial
(R$ bilhões)


Carteira de Crédito de Agronegócios por
Destinação – 2011
(%)


Carteira de Crédito de Agronegócio por Região – 2011
(%)



Vários diferenciais e medidas adotadas pelo BB o destacam no segmento do agronegócio, entre elas:



Produtos com Características Socioambientais
GRI FS7 | FS8
FCO Rural – Linha de Financiamento para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (Programa ABC) que, entre outros, objetiva: incentivar projetos que visem à conservação e à proteção do meio ambiente, à recuperação de áreas degradadas ou alteradas e ao desenvolvimento de atividades sustentáveis; propiciar condições para expansão da atividade orgânica; disponibilizar recursos para investimentos necessários à implantação de sistemas de integração de lavoura-pecuária, lavoura-floresta, pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta.
Investimentos em projetos que preencham os requisitos definidos pela Secretaria da Agricultura Familiar/MDA, para: sistemas agroflorestais; exploração extrativista ecologicamente sustentável; plano de manejo e manejo florestal, incluindo-se os custos relativos à implantação e manutenção do empreendimento; e enriquecimento de áreas que já apresentam cobertura florestal diversificada, com o plantio de uma ou mais espécies florestais, nativas do bioma.
BNDES – ABC – Programa de Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária. Este produto tem como principais objetivos: reduzir as emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias; reduzir o desmatamento e estimular a recuperação de áreas degradadas.
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, criado em 1995 pelo Governo Federal, destina-se ao apoio financeiro das atividades agropecuárias e não agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho da família produtora rural. Por meio desta, visa a: profissionalização dos produtores e familiares; e modernização do sistema produtivo e valorização do produtor rural familiar.
O produto é uma linha de crédito fixo, destinada a investimentos agropecuários com recursos do BNDES. Entre os objetivos, estão: apoiar e fomentar os setores da produção, beneficiamento, industrialização e armazenamento de produtos da apicultura, aquicultura, avicultura, chinchilicultura, cunicultura, floricultura, fruticultura, horticultura, ovinocaprinocultura, pecuária leiteira, pesca, ranicultura, sericultura e suinocultura; fomentar ações relacionadas à defesa animal e a implementação de sistemas de rastreabilidade animal para alimentação humana; apoiar a recuperação dos solos.
Finalidade:
a. Apoiar a recuperação dos solos por meio do financiamento para aquisição, transporte, aplicação e incorporação de corretivos (calcário, gesso agrícola e adubos para correção);
b. Apoiar por intermédio do financiamento para aquisição de insumos, serviços e benfeitorias necessários à recuperação de pastagem;
c. Florestamento e reflorestamento;
d. Formação de lavouras permanentes.
Linha de crédito destinada ao financiamento de máquinas, equipamentos, implementos, caminhões, carrocerias, lavouras de cana-de-açúcar, animais, obras de irrigação, açudagem, recuperação do solo, formação de pastagens, construção, reformas ou ampliação de armazéns, silos, galpões entre outros itens.
Permite aos seus portadores que acessem suas linhas de crédito rural (custeio e investimento) previamente contratadas. O pagamento é feito diretamente ao fornecedor conveniado de forma que garante a correta aplicação do recurso.


Direcionamentos de Sustentabilidade do Banco do Brasil para a Área de Crédito – Setores Agronegócio e Energia Elétrica
GRI FS5


Em dezembro, o Banco do Brasil e a WWF realizaram o Painel de Diálogo “Direcionamentos de Sustentabilidade do Banco do Brasil para a Área de Crédito – Setores Agronegócio e Energia Elétrica” com o objetivo de incorporar nas áreas de negócio do Banco as sugestões recebidas dos stakeholders. A partir da medida, o Banco espera aprimorar a definição de critérios de concessão de crédito que atenda mais expectativas dos públicos de interesse e de sua administração. Todas as críticas, ideias e sugestões subsidiarão a construção dos direcionadores de sustentabilidade à área de crédito e serão considerados na definição de estratégias e práticas corporativas de sustentabilidade.

Aproximadamente 50 representantes dos públicos de relacionamento do Banco do Brasil (funcionários, clientes, especialistas em sustentabilidade, acionistas, organização da sociedade civil, governo, fornecedores e parceiros) foram convidados a participar da consulta. Na ocasião, os gestores da Unidade Desenvolvimento Sustentável (UDS) e da Diretoria de Crédito apresentaram as principais iniciativas do BB em sustentabilidade, desenvolvidas no âmbito do Programa Água Brasil. Também foram analisados o documento “Água Brasil: Direcionamentos de Sustentabilidade do Banco do Brasil para o Crédito” e um questionário contendo 64 temas, conforme segue:

• Temas Diretos – Agronegócio (12)
• Temas Diretos – Energia (10)
• Temas Ambientais (9)
• Temas de Práticas Trabalhistas e Trabalho Decente (10)
• Temas de Direitos Humanos (7)
• Temas relacionados à Sociedade (10)
• Temas atrelados à Responsabilidade pelo Produto/Serviço (6)


Os temas foram divididos em dois segmentos – energia elétrica e agronegócio – e os participantes tiveram de enumerá-los de acordo com a sua relevância para a concessão de crédito. Posteriormente, foi apresentado relatório contendo os temas apontados como importantes e as considerações da consultoria contratada para condução dos trabalhos.

A realização do painel atendeu ao compromisso firmado na Agenda 21 Empresarial, de promover o engajamento de stakeholders nas políticas e práticas de crédito do Banco. O desenvolvimento de direcionamentos de sustentabilidade para concessão de crédito é um dos objetivos do eixo Mitigação de Riscos do Programa Água Brasil, que visa revisar, atualizar e aprimorar os critérios de avaliação de risco socioambiental nos processos internos de financiamento e investimento.

O Programa Água Brasil é resultado da parceria entre o Banco do Brasil, a Fundação Banco do Brasil, a Agência Nacional de Água (ANA) e o WWF Brasil, direcionado à promoção e conscientização dos públicos interno e externo para uma boa gestão e conservação ambiental. A ideia é engajá-los na busca de soluções conjuntas, particularmente na gestão responsável dos recursos hídricos brasileiros.

Para alcançar esses objetivos, o programa está organizado em torno de quatro eixos: Projetos Socioambientais, Comunicação e Engajamento, Mitigação de Riscos e Negócios Sustentáveis. No eixo Mitigação de Riscos ainda estão previstas discussões para o estabelecimento de direcionadores de sustentabilidade para concessão de crédito também aos setores de construção civil e mineração.


Crédito Responsável
GRI FS2 | FS3 | HR7 | FS9



Além de seguir os Princípios do Equador, o BB considera aspectos socioambientais para o crédito a empresas com receita superior a R$ 50 milhões e a projetos de investimento iguais ou acima de R$ 2,5 milhões
Como signatário dos Princípios do Equador, o Banco do Brasil aplica os padrões de desempenho do International Finance Corporation (IFC) na análise de risco para financiamentos de grande porte na modalidade Project Finance. A intenção é garantir que os projetos financiados sejam desenvolvidos de forma socialmente responsável e reflitam boas práticas de gestão ambiental.

Para os empreendimentos classificados nas categorias A (projetos com impactos socioambientais adversos significativos e potenciais, considerados variados, irreversíveis ou sem precedentes) e B (projetos com impactos socioambientais adversos potencialmente limitados, com número reduzido, geralmente específicos do local, em grande parte reversíveis e facilmente dirimidos por medidas de mitigação) é exigido do cliente a condução de processo de avaliação socioambiental, visando identificar impactos e riscos socioambientais relevantes e medidas de mitigação e gestão.

O projeto deve estar alinhado aos padrões de desempenho da IFC e às diretrizes EHS (saúde e segurança no trabalho) específicas do setor, de forma a evitar ou, quando não possível, mitigar os impactos negativos sobre os ecossistemas e as comunidades. Para isso, exige-se a elaboração de um plano de ação que descreva as medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias para os impactos socioambientais identificados pela avaliação.

Tanto a avaliação como o plano de ação ou seus resumos não técnicos devem ser revisados por um especialista socioambiental independente e colocados à disposição do público a fim de auxiliar a due diligence dos indicadores de desempenho dos Princípios do Equador. Para os projetos das categoria A e B, o tomador do empréstimo se compromete a cumprir toda a legislação, regulamentação e autorizações socioambientais do País; respeitar o plano de ação (quando aplicável) durante a aplicação e o andamento do projeto, em todos os aspectos relevantes; fornecer relatórios periódicos; e descomissionar as instalações, quando aplicável e apropriado, em conformidade com um plano de descomissionamento acordado.

As avaliações socioambientais são realizadas periodicamente (trimestral ou semestralmente) e apresentadas aos agentes financiadores pelos especialistas socioambientais independentes. A conformidade das questões abordadas com os padrões de desempenho do IFC é condicionante para a liberação das parcelas do financiamento.

Além da aplicação dos Princípios do Equador, em todo financiamento na modalidade Project Finance, o BB adota critérios socioambientais na avaliação do estudo de limite de crédito a empresas com receita operacional líquida atual ou projetada superior a R$ 50 milhões e a projetos de investimento com valor igual ou superior a R$ 2,5 milhões. A tabela a seguir mostra os projetos analisados à luz dos Princípios do Equador em 2011.

Project Finance Analisados 1 em 2011 e Contratados
por Categorização

(1) Sob a ótica dos Princípios do Equador.
Project Finance Analisados2 em 2011 e Ainda Não Contratados por Categorização
(2) Sob a ótica dos Princípios do Equador.


Project Finance Analisados (Sob a Ótica dos Princípios do Equador) em 2011 e Contratados
  Nº de Projetos Analisados e Contratados Investimento
Total (R$ milhões)
Participação do
BB (R$ milhões)
Categorização * do Project Finance      
B 3 387 245
C 1 25 18
Setor de Atuação dos Project Finance Analisados      
Geração de Energia 2 128 80
Transmissão de  Energia 2 284 183
Localização (Região) dos Project Finance Analisados      
Centro-Oeste 4 413 263
Total 4 413 263
* Com base nos Princípios do Equador (A – alto impacto socioambiental; B – médio; C – baixo/mínimo).

Project Finance Analisados (Sob os Critérios dos Princípios do Equador) em 2011 e Ainda Não Contratados
  Nº de Projetos Analisados e Ainda Não Contratados Investimento Total
(R$ milhões)
Participação do BB - Expectativa (R$ milhões)
Categorização do Project Finance      
B 1 39 27
C 1 686 200
Setor de Atuação dos Project Finance Contratados      
Concessão Centro Administrativo 1 686 200
Geração de Energia 1 39 27
Localização (Região) dos Project Finance Contratados      
Centro-Oeste 1 686 200
Sul 1 39 27
Total 2 725 227


O BB veda operações destinadas a financiar atividades que não disponham de autorização formal do órgão competente, o que inclui desmatamento, destoca ou custeio agropecuário, visando à incorporação de novas áreas no processo produtivo; comercialização de produtos extrativos de origem vegetal e pescado in natura; operações de investimento em atividades que requerem recursos ambientais ou empreendimentos capazes de causar degradação ambiental; operações de investimento em atividades que requerem o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio ambiente (Rima); e operações de investimento em atividades que se utilizam de recursos hídricos, inclusive agricultura irrigada – outorga de água.

Em 2010, o Banco aderiu à Moratória da Soja, movimento iniciado em 2008 que envolve a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), organizações da sociedade civil e Ministério do Meio Ambiente na busca de alinhar a preservação ambiental ao desenvolvimento econômico, além de atender à demanda dos consumidores por produtos sustentáveis.

Com a adesão, o BB se compromete a não financiar a produção de soja em áreas desflorestadas no Bioma Amazônia, exigir a regularidade ambiental das propriedades rurais localizadas nesse Bioma para a concessão de financiamentos e divulgar e colocar à disposição linhas de crédito direcionadas à recuperação de áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente.

Em relação a aspectos sociais, o BB não opera com produtores que mantenham trabalhadores em regime de trabalho forçado ou análogo à escravidão.

Desde 2009 vigora também o Fórum de Sustentabilidade, instância de diálogo que reúne executivos de diversas diretorias e da Fundação Banco do Brasil, que tem por objetivo: apoiar o processo de disseminação dos preceitos e práticas de responsabilidade socioambiental; avaliar o desempenho do BB em relação à sua Agenda 21; e identificar oportunidades e riscos inerentes à atuação do conglomerado relacionados ao tema, entre outras finalidades.

Nos níveis tático e operacional, o Banco conta com os Segmentos de Mercado de Desenvolvimento Sustentável, compostos por equipes estaduais, vinculadas às superintendências de varejo e governo, e com o Eixo RSA, formado por funcionários das Gerências Regionais de Pessoas. Ambos respondem pela disseminação e pelo acompanhamento das ações de sustentabilidade nos âmbitos regional e estadual.

Caso Pará
Em março de 2011, o Ministério Público Federal do Estado do Pará (MPF-PA) questionou o Banco do Brasil, judicialmente, quanto às práticas de financiamento rural realizadas por instituições financeiras no Bioma Amazônia. A ação teve o objetivo de buscar a indenização por possíveis prejuízos causados indiretamente ao meio ambiente, pelos créditos concedidos via financiamento rural, entre outras recomendações.

O BB, então, adotou algumas medidas em relação a isso. Prontamente emitiu uma nota de esclarecimento à sociedade e se prontificou a analisar as contratações feitas. Na nota, afirmou que cumpre as exigências previstas na legislação ambiental, incluindo a Resolução nº 3.545/08 do Conselho Monetário Nacional, e que não financia o desmatamento na Amazônia ou empreendimentos que utilizem trabalho análogo ao escravo. Também reafirmou a obediência aos compromissos socioambientais a qual faz parte dentre as quais – Pacto Global das Nações Unidas, Princípios do Equador, Pacto pelo Combate ao Trabalho Escravo, Programa Brasileiro GHG Protocol, Fórum Amazônia Sustentável e Caring for Climate das Nações Unidas.

Mobilizou as áreas de crédito, agronegócios, desenvolvimento sustentável, controles internos, auditoria e jurídico para criar uma força-tarefa para analisar a denúncia, apurar os fatos e adotar medidas corretivas para o aprimoramento dos processos de deferimento de crédito. Equipes das áreas de controles internos e auditoria avaliaram as 55 operações de financiamento elencadas na denúncia. Foi concluído que 53 eram do BB.

Desse universo de operações do BB, 46 estavam em conformidade com o legislação vigente. Apenas sete apresentavam alguma irregularidade decorrente de falha operacional e não normativa, sendo que em duas operações identificou-se não conformidade em relação à documentação exigida na Resolução nº 3.545 do Conselho Monetário Nacional, utilizada como parâmetro pelo MP. Foi sugerido adoção de medidas para mitigar esse risco e, para isso, o Conselho Diretor do BB aprovou a utilização de novos critérios para contratação, liberação e acompanhamento de operações que beneficiem atividades em imóvel rural localizado no Bioma Amazônia.

Em junho, a ação foi indeferida pela Justiça Federal de primeira instância, que também entendeu ser desnecessária a realização de auditoria no BB, visto que a Organização havia se submetido recentemente ao processo por parte do Tribunal de Contas da União (TCU). O judiciário considerou que não havia provas da ligação entre o dano ambiental e os financiamentos concedidos. Já a auditoria do TCU apontou absoluto compliance legal ambiental do Banco em relação a operações de crédito rural no Bioma Amazônia.