Negócios
Visão da Indústria Financeira

Os grandes bancos brasileiros obtiveram resultados históricos em 2011 e melhoraram posições no ranking internacional de ativos, se comparados a instituições sediadas em mercados que sofreram efeitos da crise, demonstrando claros elementos de solidez e resiliência.

Para 2012, espera-se a continuidade do processo de intensificação da concorrência na indústria, a manutenção do atual nível de concentração e, em especial, a busca da melhoria dos indicadores de eficiência operacional. Os bancos devem, portanto, racionalizar as despesas e o aumentar a sinergia de suas operações.

O crédito no Brasil deve continuar crescendo, porém em ritmo mais moderado, com destaque, novamente, para o imobiliário. Em consonância com a busca de eficiência, as instituições financeiras têm aperfeiçoado os processos de análise, liberação e gestão de crédito. Espera-se, também, aumento da regulação das instituições financeiras por parte dos órgãos de defesa do consumidor e das autoridades, em níveis nacional e internacional.

Quanto aos processos de internacionalização, os grandes bancos brasileiros deverão priorizar a estratégia de expansão para países vizinhos, buscando cultura e língua mais familiares e menores despesas de deslocamento e pesquisa. O interesse das instituições financeiras estrangeiras pela indústria bancária brasileira deve crescer, no sentido de agregar valor e sinergia às suas operações globais.

Em relação às estratégias de atuação com clientes, os principais bancos têm declarado a intenção de expandir a atuação junto às micro e pequenas empresas, no segmento pessoa jurídica, aproveitando o momento de expansão da economia brasileira e as oportunidades decorrentes dos grandes eventos esportivos nos próximos anos.

No segmento alta renda, identifica-se o crescimento de modelos de negócios dos conglomerados familiares (family office), dada a expressiva quantidade de novos ricos surgindo no Brasil.

Para o negócio com pessoas físicas, destacam-se as estratégias de retenção e rentabilização dos servidores públicos, por conta da livre opção bancária. Nesse sentido, o aprimoramento dos canais de atendimento, inclusive em novos ambientes, como redes sociais, e dos modelos de negócios devem continuar entre as prioridades das instituições financeiras.