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Meio Ambiente

Água Brasil – Em Defesa da Causa Água

GRI EN14

Fotos: Eduardo Aigner

Por considerar que todos – empresas, governos e sociedade civil – são responsáveis pela conservação dos recursos hídricos, o Banco do Brasil, coerente com os seus princípios de responsabilidade socioambiental, enraizados em sua tradição bicentenária, e por sua forte atuação no agronegócio, que é o segmento econômico que mais consome água em seu processo produtivo, passou a adotar a causa da defesa das águas como diretriz de suas ações no campo da sustentabilidade, por meio do Programa Água Brasil.

Fruto de parceria firmada em 2010 pelo Banco do Brasil com a Agência Nacional de Águas (ANA), o WWF Brasil e a Fundação Banco do Brasil, o Programa Água Brasil visa à conservação de recursos hídricos por meio da busca conjunta com a sociedade de soluções para os problemas relacionados ao tema. Para isso, no período de cinco anos, estão previstos investimentos de cerca de R$ 57 milhões.

Relacionado de forma transversal à Agenda 21, o Água Brasil está estruturado em quatro eixos de atuação – Projetos Socioambientais, Mitigação de Riscos, Negócio Sustentáveis e Comunicação e Engajamento – e tem como objetivos:

A governança do programa contempla duas instâncias: o Grupo Estratégico de Governança, dirigido ao desenvolvimento de ações no âmbito do eixo projetos socioambientais, composto pelo Gerente-Geral da Unidade Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, pela secretária geral do WWF Brasil e pelos presidentes da Fundação Banco do Brasil (FBB) e da Agência Nacional de Águas (ANA); e o Grupo Técnico Gestor, representado por técnicos das instituições parceiras com atribuições e obrigações relacionadas aos projetos socioambientais. Para a governança dos demais eixos, foi instituído e normatizado o Fórum Água Brasil, constituído por gerentes executivos do BB da Diretoria de Crédito (Dicre), Diretoria de Agronegócios (Dirag), Diretoria de Estratégia e Organização (Direo) e Diretoria de Marketing e Comunicação (Dimac), sob coordenação da Unidade Desenvolvimento Sustentável (UDS), que tem por atribuição, entre outras, avaliar previamente a prestação de contas ao Conselho Diretor.

Informações a respeito do Programa estão disponíveis também no endereço www.blogaguabrasil.com.br

Ecoeficiência
Diversas são as iniciativas do Banco quanto à adoção de modelos sustentáveis. Em referência ao meio ambiente, com o objetivo de reduzir o consumo de recursos naturais, o desperdício de insumos e a destinação adequada de resíduos, as iniciativas integram o Programa de Ecoeficiência. São elas: Programa de Racionalização do Consumo de Energia; Programa de Recondicionamento de Cartuchos e Toner; Programa de Racionalização do Consumo de Água; Programa de Racionalização de Impressão; Programa Coleta Seletiva; Agências Verdes e Certificação ISO 14001.

O Banco do Brasil incorporou os princípios da ecoeficiência em seus processos a partir da década de 90. A gestão da ecoeficiência do BB está pautada na otimização do uso de recursos (água, luz, cartuchos de impressoras, papel, etc.), destinação correta de resíduos sólidos e desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e controle. Na gestão de consumo de recursos naturais, por exemplo, uma série de ações é adotada para reduzir o uso de papel, como a adequação dos sistemas corporativos para imprimir preferencialmente em dupla face e a realização de campanhas de conscientização dos funcionários. O Banco criou o Índice de Ecoeficiência – Pegada Ambiental – IE Pegada. O IE Pegada é uma metodologia de avaliação de desempenho da dependência do Banco em sua atuação em função do consumo de recursos naturais. O objetivo é estimular a revisão de processos, produtos e serviços e assim identificar oportunidades para redução do consumo de itens como água, energia elétrica, toner e papel e a implantação da coleta seletiva.
 

Água

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Para aperfeiçoar continuamente o acompanhamento do consumo interno de água, com vistas à adoção de medidas para reduzi-lo, a Instituição mantém o Programa de Uso Racional de Água (Purágua), no âmbito do qual, entre outras medidas, foi instalado registro de consumo das dependências em sistema corporativo. O BB também promove campanhas de conscientização de seus profissionais para o uso consciente do recurso.

A água consumida nas dependências administrativas provém de concessionárias, cujos sistemas também são usados pelo Banco no descarte de efluentes. Assim, não há reutilização do recurso.
 

Consumo de Água (m3)
 
Edifícios Estratégicos (m3) 1 2008 2009 2010 2011
Ed. Sede I 68.698 76.741 70.465 101.016
Ed. Sede II 10.560 9.746 10.393 10.183
Ed. Sede III 40.032 37.830 39.151 37.611
Ed. Sede IV - 44.262 37.673 40.507
CCT 2 - 594 14.141 37.440
Tancredo Neves - 33.758 31.525 27.792
Total 119.290,00 202.931,00 203.348 254.549
(1) Consumo de Água referente aos edifícios da administração do Banco do Brasil, todos localizados em Brasília; (2) A partir de 2009, o BB passou também a considerar no cálculo de água os edifícios Sede IV, CCT e Tancredo Neves.


Energia

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No tema energia, o Banco possui o Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procen), em vigor desde 1990, criado para controlar a utilização do recurso nas dependências do BB por meio de uso racional nos imóveis, entre as iniciativas, houve a modernização de equipamentos por modelos mais eficientes. Esta iniciativa teve impacto inicial no consumo de energia que se estabilizou ao longo dos anos.

A novidade do ano relacionada ao Procen foi o desenvolvimento do site Painel Energia Elétrica na intranet BB. Ele possibilita o acompanhamento gerencial do consumo de energia elétrica por meio gráficos e tabelas que retratam a realidade das unidades do Banco.

Outras ações se alinharam ao propósito da redução de consumo no ano, como o Projeto Agências Verdes que, no planejamento da construção de dois prédios de agências, em Pirituba (SP) e Messejana (CE), contempla um conjunto de soluções de eficiência energética com acompanhamento para certificação do selo mais reconhecido internacionalmente: o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), categoria Ouro.

Também foram adotadas novas soluções de iluminação com tecnologia LED, o que resultou em vantagens como maior eficiência energética e vida útil, melhor reaproveitamento dos resíduos e não utilização de substâncias prejudiciais ao meio ambiente.
 

     
     
     
     
     
     
     
  (1) O sistema de gestão do consumo de eletricidade do Banco do Brasil está em fase de aperfeiçoamento e os dados podem sofrer alterações ao longo do tempo.  


Materiais

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Premiado duas vezes em 2011, o projeto Dossiê Eletrônico de Operações (Deoc), cuja primeira fase está adotada em todas as agências do País, possibilita a substituição de cópias físicas de documentos por imagens digitalizadas. Assim, contribui para melhorar a segurança e eficiência do processo de crédito do Banco, reduzindo o tempo de resposta aos clientes e os custos com trânsito, impressão e cópias de documentos. Do ponto de vista ambiental, permite o reaproveitamento de imagens dos documentos utilizados na análise e contração da operação, diminuindo consideravelmente o consumo de papel. Além disso, como as imagens estão disponíveis a todos os intervenientes e usuários, independentemente da localização geográfica, a Organização não utiliza malote para o transporte (terrestre ou aéreo) dos documentos, o que favorece a diminuição dos gases oriundos da queima de combustíveis que causam impacto significativo na camada de ozônio.

Outra iniciativa do Banco no mesmo sentido é a realização de videoconferência por meio de notebooks, o que confere maior mobilidade aos profissionais locados no exterior. A solução, de baixo custo, ideal para os pequenos escritórios, reduz o custo de viagens a trabalho e possibilita maior participação dos funcionários que estão distantes.

Na área de compras, o Banco do Brasil também considera aspectos socioambientais para selecionar fornecedores e materiais. Algumas medidas são:

Papel: especificação técnica estabelece a exigência de aquisição de papel com certificação Forest Stewardship Council (FSC) ou Cerflor (certificação florestal) e ECF (livre de cloro elementar). Em 2011, o BB passou a exigir a certificação ambiental da origem da matéria-prima do papel termossensível utilizado na fabricação das bobinas dos terminais de autoatendimento e de caixa. Assim, tornou-se o primeiro banco a estampar o selo da certificação Cerflor e do Inmetro nas bobinas utilizadas nesses canais, externando aos clientes e usuários dos serviços sua preocupação com a sustentabilidade e com a qualidade. Também no ano, a Instituição adquiriu papel A4 branco de 70 gramas, produzido com tecnologia que utiliza 6,67% menos matéria-prima em relação ao papel tradicional de 75 gramas. Além de consumir menos recursos naturais, o produto também possui certificação FSC. GRI EN26

Mobiliário: tanto as especificações técnicas como os editais de licitação exigem que 100% de todos os componentes sejam oriundos de madeira certificada. Para comprovação, devem ser apresentados: Certificados de Cadeia de Custódia de emissão pela Cerflor, pelo FSC ou outro, similar, emitido por entidade reconhecida nacional ou internacionalmente, que comprove a procedência da madeira e seu manejo mais sustentável. Em 2011, novos padrões de mobiliário foram desenvolvidos para as dependências do Banco, contemplando as tendências de mercado e de racionalização de espaço físico.

Microcomputadores: ainda nas especificações, o Banco recomenda para alguns produtos o alinhamento à Diretiva RoHS (Restriction of Hazardous Substances Directive – Directive 2002/95/EC of the European Parliament and of the Council) e que os proponentes desenvolvam política de reciclagem e descarte de material eletrônico – Diretiva WEEE (Waste Eletrical and Eletronic Equipament – Directive 2002/96/EC).

Refrigeradores: de acordo com as especificações, o item não pode conter gás CFC e deve possuir o selo "A" Procel ou equivalente, quanto ao nível de consumo. GRI EN19

Veículos: No mesmo sentido, o Banco estabelece que a locação de veículos para transporte em missões de trabalho contemple, entre outras exigências, a fabricação nacional e a característica bicombustível ou flex (álcool e gasolina).

Coleta Seletiva

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Mantido desde 2008, o subprograma de Coleta Seletiva – ligado ao Programa Ecoeficiência – foi ampliado em 2011 e chegou a todos os municípios paranaenses onde o BB atua, com o encaminhamento dos resíduos a cooperativas e/ou associações de catadores. O objetivo da Instituição é, até dezembro de 2012, expandir a coleta seletiva para todas as suas dependências localizadas em cidades que sediam cooperativas/associações de catadores ou coleta seletiva pública.

A essa iniciativa soma-se o Programa de Recondicionamento de Cartuchos de Toner (Prorec), que, em 2011, resultou no recondicionamento de mais de 103 mil unidades, como mostra a tabela a seguir, que compara o volume com o registrado em anos anteriores.

  2009 2010 2011
Volume Consumido 97.693 107.475 109.229
Volume Recondicionado 97.151 106.081 103.801
% de Recondicionados 94,5 98,7 95,0


Já em relação aos serviços de limpeza e conservação de imóveis, exige-se que a empresa contratada realize a coleta seletiva de resíduos nas dependências já atendidas pelo Programa de Coleta Seletiva que está sendo gradualmente adotado. Além disso, nos editais e contratos de aquisição e instalação de no-breaks e baterias de no-breaks, determina a destinação à reciclagem dos equipamentos e baterias substituídos, em cumprimento à Resolução nº 401 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
 

Programa de Coleta Seletiva
 
  2008 2009 2010 2011
Total de Material Coletado (kg) 14.145 32.082 63.026 397.933
Total de Material Doado (kg) 14.145 31.082 63.026 291.110
Obs. Quantidade do material reciclado se refere à coleta e doação do Papel A4


Investimentos em Meio Ambiente
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Investimentos Relacionados com a Produção/Operação da Empresa (R$ mil) 2010 2011
Desapropriação de Terras  n/a n/a
Passivos e Contingências Ambientais   -  -
Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial   46.389   63.726
Conservação de Energia   -  -
Educação Ambiental  n/d n/d
Indicador Setorial  n/a n/a
Outros   24.069 20.198
  - Construção de Agências Sustentáveis    4.670 2.231
  - Investimento no Programa de Recondicionamento de Cartuchos   19.386 17.836
  - Purágua – Racionalização do Consumo e Economia de Água   -  -
  - Auditoria Ambiental Interna         13 9,1
  - Consultoria Ambiental Interna   121,9
Total dos Investimentos Relacionados com a Produção/Operação da Empresa   70.458 83.924


O Banco também vem incentivando o uso de videoconferências como alternativas para reduzir as emissões por viagens aéreas à serviço. O uso da videoconferência apresenta vantagens como economia de tempo na medida em que agiliza a tomada de decisão, evitando o deslocamento físico para um local especial e economia de recursos.

Na mesma linha, a Organização tem investido na diversificação de canais para processamento de transações e realização de negócios com seus clientes. O direcionamento é cada vez maior aos que não envolvem impressão e, portanto, não consomem, como a internet, a Central de Atendimento e o Mobile Banking. Outra iniciativa consolidada é o Débito Direto Autorizado (DDA), que permite ao cliente cadastrar-se como sacado eletrônico, dispensando a necessidade de emissão de boletos.
 

Produtos com Atributo Socioambiental (Proteção à Biodiversidade)

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Ourocard "Origens" Reciclado
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O conceito que permeia todas essas práticas envolve também o desenvolvimento de produtos que apoiam a proteção à biodiversidade. Assim, em 2011, o BB lançou o Ourocard "Origens" Reciclado, o primeiro cartão produzido com plástico reciclado, que traz estampada uma foto inédita do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, escolhida entre dez imagens disponíveis. Quem solicita o cartão contribui com as ações do Instituto Terra, que promove a recuperação e o manejo sustentável de florestas da Mata Atlântica por meio do plantio de árvores nativas das regiões ribeirinhas. A cada cartão solicitado, o cliente doa R$ 5,00 ao Instituto Terra, adere automaticamente ao serviço de arredondamento de fatura e contribui com o plantio de uma das 400 árvores necessárias para se promover a recuperação de uma nascente.

O Pacote Bônus Ambiental é outra iniciativa inovadora, pois repassa parte da arrecadação de tarifas ao Programa Água Brasil, permitindo ao cliente tornar-se copatrocinador de ações de conservação dos recursos hídricos do País.

A adesão ao Pacote beneficia o cliente com a isenção da cobrança de juros na utilização do limite do Cheque Especial Pessoa Física por até dez dias. Em 2011, foram transferidos R$ 3,0 milhões.

Apesar de não manter unidades em áreas protegidas ou que comprometam significativamente a biodiversidade, o tema é contemplado pelo Banco do Brasil em sua visão de sustentabilidade por meio da adesão a documentos relacionados. É o caso do Grupo de Trabalho da Moratória da Soja, no âmbito do qual a Organização se compromete a não financiar projetos em áreas desmatadas do bioma Amazônia. O Banco participa ainda do Fórum Amazônia Sustentável, integrado por diversas entidades para identificar e adotar ações de desenvolvimento da região.

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Fortalecem o posicionamento do BB, de garantir hoje um mundo melhor para as futuras gerações, outras ações, como o Programa Água Brasil, o Programa de Ecoeficiência, a gestão de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) e o Programa de Coleta Seletiva.

Como fruto dessa atuação, a Organização recebeu uma série de prêmios em 2011, entre eles o Relatório Bancário, na categoria Melhor em Gestão Eletrônica de Documentos; o e-Finance 2011, na mesma categoria, da revista Executivos Financeiros; e o de Arquitetura Corporativa, concedido pela Flex Arquitetura e Negócios, pelo conjunto da obra Ambiência 2.0: Novo padrão de agências varejo. Também foi a primeira instituição bancária nacional a conquistar, em 2011, a Certificação de Acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).


Mudanças Climáticas

GRI 4.13 | EC2 | EN3 | EN6 | EN7 | EN16 | EN17 | EN29

O BB é membro-fundador do Programa Empresas pelo Clima e do Programa Brasileiro GHG Protocol, ambos destinados à reflexão e à proposição de ações de combate às mudanças climáticas. Também integra a Câmara Temática de Mudanças do Clima – CTClima, iniciativa coordenada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) para auxiliar as empresas na adoção de estratégias de aproveitamento de oportunidades e minimização de riscos e que as prepare para um mundo com restrições às emissões de GEE.

Em 2011, no âmbito do CTClima, o Banco apoiou a elaboração e o lançamento de publicação sobre Adaptação às Mudanças do Clima, que analisa a situação atual e aborda os riscos, custos de investimento e oportunidades das empresas em virtude da necessidade de adaptação às mudanças do clima. Apoiou também a capacitação de fornecedores, a partir do Programa de Gestão de Carbono na Cadeia de Valor, com o objetivo de engajá-los na formulação e publicação de Inventários de GEE.

Além disso, com o CEBDS, especialistas, governantes, empresários e sociedade civil organizada, o Banco participou de oficinas temáticas de economia, de agricultura e de energia, realizadas durante o Sustentável 2011, no Rio de Janeiro (RJ). A intenção foi contribuir para a construção da versão brasileira do Vision 2050 – relatório lançado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) – com diretrizes para que o País se comprometa mais fortemente com a questão e, até 2050, esteja desenvolvido e proporcionando qualidade de vida aos seus habitantes.

O compromisso da Instituição com a causa não é recente. Desde 2009 ela publica seu Inventário de Emissões baseado na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, que contempla emissões provenientes da frota de veículos, da energia elétrica (geradores próprios e energia adquirida) e deslocamentos aéreos dos funcionários. Em 2011, foi aprimorado o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) com a inclusão de mais duas fontes de emissão: transporte de malotes e descolamento de funcionários a serviço – terrestre. Para 2012, está prevista a certificação do inventário, com base na ISO 14064. No ano, o inventário apurou os seguintes resultados, que estão comparados com os do período anterior.
 

Inventário de Emissões de CO2 – Banco do Brasil
Escopo Fonte de Emissão 2010 2011 Variação
ESCOPO 1 Frota de Veículos Própria de Uso das Dependências 4.850 tCO2e
(Álcool – 501 Mil Litros)
(Gasolina – 2,38 Milhões de Litros)
(Diesel – 244 Mil Litros)
4.435 tCO2e
(Álcool – 844 Mil Litros)
(Gasolina – 2,45 Milhões de Litros)
(Diesel – 115 Mil Litros)
-8,55%
Geradores de Energia 1.221 tCO2
(Diesel – 478 Mil Litros)
1.102 tCO2e
(Diesel – 439 Mil Litros)
-9,74%
Biomassa 1.636 tCO2e 1.757 tCO2e 7,39%
ESCOPO 2 1 Energia Adquirida 29.538 tCO2e 17.663 tCO2e -40,20%
ESCOPO 3 2 Viagens Aéreas 13.754 tCO2e 10.664 tCO2e -22,46%
(1) A alta variação negativa no volume de emissões de gases de efeito estufa observada no Escopo 2 deve-se, em sua maior parte, à redução do fator de conversão do SIN – Sistema Interligado Nacional, em relação ao mesmo período do ano anterior. Observamos ainda que, além deste fator, as ações desenvolvidas no escopo do Programa de Ecoeficência – Gestão do Consumo de Energia Elétrica – também promoveram reduções no consumo deste recurso e nos auxiliaram na diminuição das emissões de GEE; (2) As demais fontes de emissões de GEE do Escopo 3 do Inventário do Banco do Brasil estão sendo contabilizadas, conforme cronograma do Programa Brasileiro GHG Protocol, e serão disponibilizadas ao público em geral no site do programa www.registropublicodeemissoes.com.br – previsto para agosto/2012.

Para compensar parte de suas emissões de GEE, o BB adota uma série de ações, como o plantio de árvores e a conservação florestal – caso, por exemplo, da floresta nativa no município paulista de Barra do Turvo, cuidada pela Brasilprev Seguros e Previdência. Outras iniciativas operacionais têm o mesmo sentido, como a de só locar veículos flex para o transporte de profissionais em missões de trabalho.

A adesão da Organização ao Índice Carbono Eficiente (ICO2) da BM&FBovespa, em junho de 2010, é outra demonstração de seu empenho na adoção das melhores práticas referentes à ecoeficiência empresarial e à economia de baixo carbono. O ICO2 é composto por ações das companhias que integram o IBrX-50 e considera em sua ponderação não apenas o free float, mas também a eficiência na emissão de GEE. Foi uma demonstração ao mercado pelo compromisso com a transparência, bem como a disposição na busca de melhores práticas em governança climática e mensuração, reporte e mitigação de suas emissões de GEE. O BB integra a carteira do ICO2 desde a sua criação e, em 2011, na revisão da carteira, suas ações representam 5% da carteira de investimentos, o que o posiciona como uma das cinco companhias mais representativas deste índice.

A partir da realização do seu inventário de GEE, o BB adotou medidas para a redução das emissões como incentivos à diminuição de viagens e uso de equipamentos de videoconferências.