Investimentos

Em 2011, a Organização direcionou R$ 2,2 bilhões a capital humano, marketing, infraestrutura, rede de atendimento, tecnologia e segurança da informação.

Introdução

Em 2011, o Banco do Brasil fez investimentos totais de R$ 2,2 bilhões, sendo:

Ativos Intangíveis Não Contábeis

Capital Humano O Banco oferece aos seus funcionários a possibilidade de administrarem sua trajetória profissional e planejarem sua carreira. Para isso, dispõe do Programa de Ascensão Profissional e de um banco de Talentos e Oportunidades (TAO), por meio dos quais identifica os funcionários mais bem capacitados para o exercício das diferentes funções na Empresa. No exercício de 2011, 28.021 profissionais foram identificados no sistema TAO e nomeados para o exercício de funções comissionadas.

Além disso, o Banco do Brasil investiu R$ 76,6 milhões em treinamentos de sua equipe de profissionais, o que resultou em um total de 11.804.434 horas de treinamento, ou seja, média de 103,72 horas por funcionário.

O BB também coloca à disposição de seus funcionários o Programa de Certificação Interna de Conhecimentos, como estratégia de capacitação e qualificação profissional. Ao final de 2011, foram emitidas 73 mil certificações.

O Banco incentiva ainda a obtenção de certificações legais em investimento (CPA 10 e 20) e certificação em prevenção e combate à lavagem de dinheiro (PLD). Ao final de 2011, 64.136 funcionários possuíam certificações CPA 10 e/ou 20 e 17.719 a de PLD.

Marca Segundo o ranking Dinheiro/ BrandAnalytics 2011, a marca do Banco do Brasil está avaliada em U$ 8.259 milhões e ocupa a quarta posição entre as mais valiosas do País. Há 20 anos, a Instituição também é mais lembrada em sua categoria, de acordo com o prêmio Top of Mind, promovido pelo Instituto Datafolha.

Além de representar todos os valores relacionados ao Brasil e aos brasileiros, a marca BB representa os atributos da Empresa mais valorizados por seus clientes, como solidez, confiança, segurança, modernidade e credibilidade. Assim, reforçá-la e preservá-la por meio de um programa de gestão que inclui padrões rígidos de identidade visual é parte do contexto estratégico da Organização.

Gestão da Marca A gestão da marca contempla o monitoramento das aplicações de identidade visual; da proteção legal das marcas institucionais, de produtos e de serviços; dos processos de desenvolvimento e renovação de marcas; e dos processos de licenciamento e associação de marcas. Inclui ainda políticas de proteção e uso da marca em agências, subagências, escritórios, terminais de autoatendimento e outros pontos de contato e atendimento público, nos sites, em materiais impressos e eletrônicos e em toda a comunicação do Banco, no Brasil e no exterior.

Publicidade
GRI PR6 | PR7

Em 2011, as campanhas publicitárias do Banco do Brasil objetivaram fortalecer o seu posicionamento de marca, demonstrando as soluções para seus diversos públicos de relacionamento e o papel diferenciado do Banco no apoio ao desenvolvimento do País, a partir do conceito “Conexão” e o slogan “Todo Seu”.

O lançamento desse conceito ocorreu no início do ano com a campanha “Todo Seu”, que apresentou o slogan do Banco como a tradução da sua atuação no desenvolvimento do País (“Todo”) e na realização dos projetos individuais dos brasileiros (“Seu”).

A partir do apelo “Banco do Brasil, um banco diferente que liga tudo isso”, as campanhas publicitárias do período buscaram apresentar essa atuação como o grande diferencial da marca frente aos concorrentes. Dessa forma, abordaram temas como sustentabilidade, atuação no esporte, convergência dos canais de atendimento e apoio financeiro à pessoa física e empresas.

As campanhas publicitárias do BB foram desenvolvidas em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e todas as ações de publicidade institucional passaram pela supervisão da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Além disso, os layouts das publicidades incluem os telefones da Central de Atendimento BB, do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e da Ouvidoria BB, em atendimento ao Decreto-Lei nº 6.523/08 e à Resolução CMN nº 3.477/07.

No ano, foi computado o valor de R$ 161,2 mil, referente a uma ação de não conformidade com regulamentos e códigos voluntários relacionados à comunicação de marketing, discriminados por tipo de resultado. O BB não promove ou patrocina projetos que infrinjam o Código de Defesa do Consumidor ou qualquer outra Lei ou Norma Jurídica vigente.

Adicionalmente, o BB não comercializa produtos proibidos e/ou que sejam alvo de debate público.

Promoção e Patrocínio

Circuito Cultural Banco do Brasil.
Anualmente, o Banco do Brasil publica edital para seleção pública de projetos a serem patrocinados no ano seguinte, operando com transparência, democratização de acesso e regionalização dos recursos investidos. Em 2011, foram recebidas 8.503 inscrições, que estão em fase de análise para o ano de 2012.

Outra ferramenta de suporte à ação mercadológica do Banco é a participação em feiras de agronegócios, salões imobiliários, fóruns, congressos e seminários técnicos. Além disso, a Organização promove reuniões e eventos de relacionamento com acionistas, investidores e clientes.

Em 2011, foram patrocinados e/ou promovidos cerca de 2.100 projetos em todos os Estados brasileiros e no exterior. O objetivo é promover os negócios, produtos e serviços, além de apoiar o desenvolvimento socioambiental, cultural, esportivo e econômico do País.

O retorno do investimento em patrocínios é apurado de acordo com a natureza dos projetos, e os resultados subsidiam a análise sobre concessões futuras, de forma a assegurar a melhor relação custo-benefício para a Empresa e para a sociedade.

São verificadas as conformidades de cada ação promocional ou patrocínio, quando aprovada. A Diretoria de Controles Internos verifica semestralmente a conformidade dos processos de patrocínios da rede. Todos os questionamentos provenientes de fonte externa ou interna a respeito dos processos de promoção e patrocínio são respondidos nos prazos legais e/ou administrativos.


Cultura
GRI EC8

CCBB Rio de Janeiro

CCBB São Paulo

CCBB Brasília
O marketing cultural é outra frente de atuação da Instituição, na qual ingressou de forma pioneira em 1989 ao criar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro (RJ). O espaço mantém biblioteca especializada em cultura, com mais de 140 mil exemplares, laboratório de restauração de livros operacionalizado por pessoas com deficiências, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), videoteca com 4 mil exemplares, o Museu Banco do Brasil e Arquivo Histórico que preservam a memória do Banco e dos Centros Culturais. Além da unidade carioca, estão instalados outros dois CCBBs – em Brasília (DF) e São Paulo (SP) –, e um quarto será inaugurado em Belo Horizonte (MG).

A atuação abrangente, que contempla diversas áreas artístico-culturais – artes cênicas, cinema, exposições, ideias, música e programa educativo –, a regularidade, o ineditismo, a diversidade e a qualidade da programação dos CCBBs fazem com que suas unidades estejam bem posicionadas no ranking das instituições culturais mais visitadas no mundo. Em 2011, os CCBBs receberam 4,5 milhões de visitantes, com a realização de 1.180 eventos, 5.146 apresentações e investimento anual de R$ 50,7 milhões.

A democratização do acesso aos eventos e a adequação dos prédios às necessidades das pessoas com deficiências são exemplos de responsabilidade social. Outro exemplo de democratização do acesso é o projeto CCBB Educativo, com atividades e eventos gratuitos para estudantes, educadores, famílias, ONGs e pessoas com necessidades especiais. No âmbito da iniciativa, em 2011 foram atendidas mais de 344 mil pessoas, das quais cerca de 61 mil utilizaram o transporte gratuito oferecido regularmente pelos CCBBs e que prioriza as regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os projetos realizados nos centros culturais também contribuem para a geração de emprego e renda: só em 2011, aproximadamente 7 mil empregos diretos foram criados.

Esporte

Circuito Banco do Brasil Vôlei de Praia 2012
 
Patrocínio ao tenista Gustavo Kuerten

O esporte também é foco da política de patrocínio do BB desde 1991, quando começou a aplicá-la no vôlei. Desde então, as ações se diversificaram e levaram a Instituição a ser referência no tema. Os contratos atualmente em vigor abrangem confederações, atletas, equipes e eventos, e, em 2011, envolveram um investimento de R$ 56,1 milhões, beneficiando atletas de vôlei de quadra e praia, iatismo, futebol de salão e tênis. Além das competições esportivas, os atletas participam de
ações sociais, como campanhas de arrecadação
de alimentos, oficinas esportivas e visitas a
entidades assistenciais.

Além disso, ao longo do ano, oficinas e projetos socioesportivos atenderam crianças de escolas públicas e entidades sociais em todo o País. O Banco manteve ainda seu apoio ao projeto Escola de Vôlei Bernardinho, nas comunidades Tavares Bastos e Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; ao Núcleo Leões do Vôlei, dos atletas Giba e Emanuel, em Curitiba (PR); e ao Instituto Guga Kuerten, em Florianópolis (SC), onde são ministradas aulas de vôlei e tênis. Nelas, as crianças recebem orientação e acompanhamento visando a inclusão social por meio do esporte.

Tecnologia Em fevereiro de 2011, foram iniciadas as obras de instalação do Complexo Datacenter, ambiente específico para o processamento e a armazenagem de dados, capaz de garantir a alta disponibilidade dos serviços de Tecnologia da Informação (TI) que suportam os negócios do BB mesmo em caso de desastres que inabilitem o ambiente de processamento principal.

A ação é aderente a requisitos legais de governança de TI, e proporcionará a racionalização de uso de recursos públicos pelo compartilhamento da infraestrutura do complexo pelas duas instituições financeiras oficiais (BB e CEF) e pela utilização do modelo de Parceria Público-Privada (PPP) Administrativa, que prevê a reversão dos bens aos parceiros públicos no decorrer do contrato de 15 anos após o início da efetiva utilização. Também propiciará ao Banco um local seguro, distante de seu ambiente de processamento central, para garantir a continuidade dos negócios mesmo em casos de desastres. Já a sociedade será beneficiada com a melhoria e expansão dos serviços prestados pelo BB.

As obras do Datacenter estão previstas para serem concluídas em maio de 2012. Além dele, outros fatos tecnológicos marcaram o período, entre eles:

Arquitetura Corporativa de TI: visando garantir a otimização e o gerenciamento de TI, bem como o alinhamento com sua estratégia, o BB criou uma área especializada para tratar do tema "Arquitetura Empresarial aplicada a TI". Foram definidas metodologias, processos e estruturas necessárias para avançar nesse sentido, organizando a multiplicidade e criticidade das mudanças que envolvem elementos de TI, assim como possibilitar visões atuais e futuras das soluções de TI em virtude da estratégia.

A instalação da Arquitetura Empresarial aplicada a TI é pioneira no Sistema Financeiro Nacional e resultará em redução de custos e tempo de desenvolvimento de TI; redução da complexidade de TI e gestão; integração entre a área de TI e as de negócios, melhoria no tempo de atendimento das demandas de negócio a partir do reúso dos elementos; otimização dos investimentos em TI; organização da complexidade das soluções de TI; gestão do conhecimento; e definição de conceitos alinhados para melhorar a comunicação entre TI e negócios na área.

Governança de Dados: o projeto tem por objetivo criar uma estrutura de apoio para a viabilização do uso de ferramentas, métodos e técnicas que suportem a identificação, padronização e organização dos dados corporativos, a partir da perspectiva de seus significados e valores para a Organização. Entre os resultados alcançados pela iniciativa, destacam-se a aderência ao Control Objectives for Information and Related Technology – COBIT; a gestão do conhecimento; o fornecimento de dados cada vez mais confiáveis às bases de informações de suporte a decisões de negócios; e a gestão de dados corporativos.

Nova Plataforma de Negócios (BB 2.0): o principal objetivo da plataforma é aprimorar o atendimento aos clientes, otimizando o tempo dos funcionários, com vistas a melhorar o relacionamento com o público e ampliar o volume de negócios. O projeto contempla inovações como integração entre os atendimentos presencial e telefônico, disponibilização integrada de diversos aplicativos de negócios e base de informações de Customer Relationship Management (CRM), que permitem, conjuntamente, rápida navegação e agilidade no atendimento dos clientes. Entre os resultados alcançados pela plataforma de negócios estão: a agilidade no atendimento das agências devido à facilidade de navegação e integração entre os diversos aplicativos de negócios envolvidos e a integração da solução com as bases de CRM do Banco, o que permite que a força de vendas atue com todas as informações do cliente no momento do atendimento.

Racionalização de Recursos de TI: o programa busca identificar os processos e produtos com alto consumo e/ou utilização indevida de recursos de TI, promovendo alterações necessárias para reduzir o consumo de Milhões de Instruções por Segundo – MIPs e melhorar tanto o desempenho, com redução de tempo de processamento, como a utilização de armazenamento. A iniciativa resultou em: redução de utilização da CPU, com ganho de 62.988,32 minutos/dia (de 73.111,52 para 10.123,20 minutos/dia) entre rotinas batch e programas online, que apresentavam alto consumo; e redução de tempo de Elapsed (espera do processo para utilização da CPU), com ganho de 125.745,33 minutos/dia (de 155.507,22 para 29.838,97 minutos/dia).

Investimentos Fixos

Em 2011, o Banco do Brasil investiu no Plano de Investimentos Fixos (Pfix) R$ 1,5 bilhão, destacando o investimento em novos pontos de atendimento e na melhoria da ambiência das agências (R$ 741 milhões) e em tecnologia da informação (R$ 630 milhões). Esses investimentos tiveram como objetivo criar condições de infraestrutura física e tecnológica para suportar o crescimento de negócios do Banco do Brasil e viabilizaram vários movimentos, dentre os quais citamos os seguintes:

a) Adequação da rede de atendimento, por meio de multicanais, visando melhor posicionamento competitivo:

• Ampliação da rede de atendimento Estilo, visando o aumento da base de clientes alta-renda, com a instalação de 30 novas agências;

• Expansão da rede de atendimento varejo para viabilizar a exploração de oportunidades negociais, por meio da abertura de 131 agências, 35 PABs e 627 PAEs;

• Abertura de 99 agências complementares, para atendimento a praças desassistidas de atendimento bancário;

• Adequação das instalações físicas de 1.431 dependências à nova ambientação das agências ao modelo de segmentação de clientes com foco em rentabilização e fidelização, proporcionando maior conforto e conveniência aos clientes.


b) Modernização do parque de terminais de autoatendimento, com a troca de 3.264 equipamentos TAA, provendo maior produtividade, segurança e atualização tecnológica para atendimento de novos produtos/negócios.

c) Realização de 2.199 obras para manutenção e conservação das instalações físicas, proporcionando assim condições adequadas para o funcionamento de dependências da rede de atendimento e de órgãos internos do Banco.

d) Ampliação da capacidade de processamento e armazenamento em TI, com aquisição de hardwares (Discos e Mainframe) e softwares para desenvolvimento de solução em ambiente de grande porte.

e) Disponibilização de soluções tecnológicas para prover melhoria de eficiência operacional, suportar as necessidades de negócios e promover maior conhecimento do cliente, por meio de ferramentas ERP e CRM.

f) Modernização das soluções de segurança no que se refere à gestão de numerário, instalações de dependências da rede de atendimento, de apoio e órgãos regionais, visando aprimorar a segurança física e patrimonial.

Para 2012, estão destinados R$ 3 bilhões para intensificar os investimentos em projetos de modernização e suporte ao crescimento de negócios. Esse é um processo contínuo que vem sendo aprimorado ano a ano para que o Banco possa manter sua posição de liderança no mercado.