Controles Corporativos
Controles Internos

A eficácia dos controles internos dos processos relevantes para o Banco do Brasil é avaliada anualmente pela Diretoria de Controles Internos, que adota metodologia própria. O resultado das avaliações ampara a Alta Administração para emitir opiniões relacionadas à qualidade dos controles internos, em especial direcionados à consolidação e à divulgação de informações financeiras ao mercado, via Formulário de Referência e Demonstrações Contábeis Consolidadas. O ciclo é complementado com as declarações assinadas pelos gestores, assegurando que as informações repassadas ao mercado são verdadeiras, completas, precisas e não contêm dados e/ou citações que possam induzir o investidor ao erro. Em 2011, houve aprimoramento do processo de responsabilização dos gestores no repasse de informações ao mercado, fruto da integração dos trabalhos realizados pelas unidades do Banco que compõem o sistema de controles internos, além da percepção dos agentes envolvidos na consolidação das Demonstrações Contábeis e do Formulário de Referência. Com isso, o modelo de responsabilização ou de certificação em cascata tornou-se mais dinâmico, abrangendo não só o Banco do Brasil, mas todas as principais empresas financeiras e não financeiras que fazem parte do conglomerado BB.

Por meio das 13 Gerências Regionais de Controles Internos (Gecoi), são avaliados e monitorados os processos mais relevantes operacionalizados nas unidades, como cadastro, limites e operações de crédito, abertura de contas-correntes e prevenção e combate à lavagem de dinheiro. A ideia é identificar eventuais desvios e adotar ações corretivas. O resultado desse processo é utilizado também para classificação (rating) das dependências em relação ao nível de conformidade observado na operacionalização dos processos avaliados, e se traduz em uma ferramenta de gestão na medida em que ampara a priorização de ações corretivas e a alocação de recursos com eficiência.

Para tornar ainda mais eficaz o acompanhamento e a interação entre a sede e as dependências da rede externa, em 2011 foram aprimorados os instrumentos de avaliação dos controles e desenvolvida uma página na intranet corporativa contendo os instrumentos relativos a controles internos e compliance e um espaço para comunicação e divulgação do Boletim de Compliance Internacional.

Validação dos Modelos de Risco Processo independente e segregado que permite a utilização de modelos internos de risco de mercado, crédito e operacional, visando ao cálculo do capital regulatório a ser alocado para fazer frente a eles a partir da autorização do Bacen. A validação deve ser realizada periodicamente ou no caso de alterações relevantes nos modelos que possam acarretar impactos nos cálculos realizados.

No BB, esse trabalho cabe à Diretoria de Controles Internos, que deve demonstrar ao Banco Central a adequação e aderência de seus modelos ao perfil de risco da Instituição, com base na análise crítica dos sistemas, dados, da infraestrutura tecnológica e do próprio modelo de gestão de riscos.

A metodologia de validação inclui avaliações qualitativas da adequação de controles internos, da documentação e dos relatórios de gestão de riscos, além de análises quantitativas relativas à precisão e à compatibilidade dos cálculos realizados pelos itens que compõem os modelos. Também são realizados testes relacionados à abrangência, integridade, consistência e confiabilidade dos dados de entrada dos modelos, assim como do ambiente tecnológico que os suporta.

Os resultados da validação de modelos de riscos são periodicamente debatidos com os gestores em fóruns técnicos e posteriormente apresentados aos subcomitês de riscos. O objetivo é promover eventuais ajustes, visando sua efetiva utilização no processo de gestão. Essa sistemática contribui para a melhoria do processo de gestão de riscos do Banco do Brasil e possibilita a adequada alocação do capital regulatório.