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Nossos Negócios

Introdução


Com o intuito de manter a liderança no Sistema Financeiro Nacional, o Banco do Brasil planeja e realiza negócios baseados em produtos e serviços que atendam às necessidades reais e potenciais do mercado. Essas necessidades levam o BB a desenvolver produtos modernos que, além de rentabilidade, ofereçam segurança e comodidade a seus clientes.

Esta visão do mercado pode ser constatada, ao longo deste Relatório, de maneira especial neste capítulo.

A seguir, breve descrição de como se comportou a economia brasileira e mundial em 2010 e as expectativas para o futuro no mercado financeiro e bancário são apresentadas. Na sequência, os principais produtos e serviços oferecidos pelo Banco do Brasil e seu desempenho no ano de 2010 são detalhados.

Acesse o Portal do Banco do Brasil para conhecer nossos produtos e serviços. Adicionalmente, informações detalhadas sobre o desempenho e resultados podem ser encontradas no site da Unidade Relações com Investidores.


Conjuntura Econômica e Setorial


Conjuntura Econômica Nacional e Internacional

O ano de 2010 registrou a recuperação da atividade econômica mundial, após a crise de 2008, considerada por muitos como a mais grave desde a grande depressão ocorrida nas primeiras décadas do século 20. Países emergentes apresentaram maior dinamismo de recuperação, enquanto países desenvolvidos apresentaram recuperação mais lenta; os Estados Unidos, o Japão e as economias centrais da Área do Euro continuaram apresentando elevadas taxas de desemprego, baixas taxas de juros e potencial risco de deflação.

Dúvidas quanto à sustentabilidade fiscal de alguns países europeus, em especial Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, em 2010 também afetaram a estabilidade financeira global. Apesar da criação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, com o objetivo de socorrer os países endividados da Região, e os resultados, em princípio satisfatórios, as incertezas quanto à vulnerabilidade fiscal na Europa ainda persistem.

Para reaquecer a economia americana, a Autoridade Monetária dos EUA adotou um novo pacote de expansão da liquidez focado na compra de títulos públicos. O excesso de moeda influenciou a desvalorização do dólar no mercado internacional, desencadeando reações, em princípio protecionistas, por parte de diversos países em resposta à perda de competitividade de suas exportações.

A desvalorização da moeda americana, por sua vez, afetou positivamente os preços das principais commodities que, combinados a choques de oferta, produziram efeitos inflacionários adversos nos mercados emergentes. Nesse grupo dos países, foi observada uma importante trajetória de recuperação econômica liderada por China, Índia e Brasil. Não por acaso, em muitas dessas nações, ocorreu uma reversão das políticas anticíclicas adotadas ao longo de 2008/09 para combater os efeitos adversos da crise.

A economia brasileira reagiu mais rapidamente, baseada principalmente no bom desempenho dos mercados de trabalho e de crédito, principais vetores de impulso à demanda doméstica. Ao longo do ano, as taxas de desemprego atingiram o mínimo histórico da nova série iniciada em 2002 e a criação líquida de postos formais de trabalho alcançou novo recorde histórico. Nessa conjuntura, houve uma importante expansão do crédito, cuja oferta foi liderada pelos bancos públicos, atingindo patamar próximo a 47% do Produto Interno Bruto (PIB).

Refletindo essa conjuntura favorável, o crescimento da economia brasileira em 2010 atingiu 7,5% (Tabela), maior patamar desde 1986 (também 7,5%). Dessa maneira, o país encerrou a década 2001-2010 com crescimento médio anual de 3,6%, acima do registrado na década anterior (1991-2000), quando o PIB, a preços de mercado, cresceu, em média, 2,6%. Pelo lado da oferta, os destaques foram o crescimento da indústria e do comércio, ao passo que, pela ótica da demanda, a liderança coube ao consumo das famílias e aos investimentos.


Crescimento do PIB


  2005 2006 2007 2008 2009 2010
PIB (variação % em 12 meses) 3,20 4,00 6,10 5,20 -0,60 7,50


Essa rápida expansão da demanda, mesmo atendida parcialmente pelo aumento das importações, contribuiu, em conjunto com as pressões de preços dos alimentos, para que a inflação superasse o centro da meta em 2010, definido pelo Governo em 4,5%. A variação do IPCA, entretanto, se manteve dentro do intervalo de tolerância do sistema de metas de inflação, cujo limite superior foi estipulado em 6,5% para o ano calendário.

Variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)





Em resposta à aceleração dos preços e à consequente deterioração das expectativas em relação à inflação futura, o Banco Central promoveu, entre abril e julho, um breve ciclo de ajuste da taxa básica de juros, elevando a taxa Selic de 8,75% a.a. para 10,75% a.a.

Além disso, o Banco Central anunciou, no último trimestre do ano, um pacote de medidas preventivas contemplando, entre outros aspectos, a elevação dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo e a majoração do fator de ponderação de risco para as operações de crédito destinadas às pessoas físicas. Segundo o Banco Central, o conjunto de medidas visa aperfeiçoar os instrumentos de regulação existentes, manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e permitir a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito.


Taxa Básica de Juros



Fonte: BCB


Indústria Bancária no Brasil


Com a retomada dos investimentos pós-crise e o acirramento da concorrência entre os bancos, o ano de 2010 registrou diversos movimentos no mercado financeiro.

Uma das principais áreas é a de cartões. Nela, três movimentos vêm na esteira das ações do governo para aumentar a concorrência no setor: a criação de uma nova bandeira de cartões (Elo), pelo BB e Bradesco, com foco no público de menor renda, a parceria do Santander com a empresa GetNet, que também entra na disputa com Cielo e Redecard e os esforços para tornar a Hipercard uma bandeira nacional (ainda muito vinculada à região Nordeste). Apesar do grande crescimento nos últimos anos no número de cartões e no faturamento, o país ainda tem um potencial enorme (até 2014, o mercado deve ter o dobro do tamanho).

No segmento de crédito, os bancos têm focando suas estratégias no consignado, no imobiliário, em veículos e em micro e pequenas empresas.

No consignado, a expectativa é que a sua relação com o PIB dobre até 2020 (hoje é de 4,3%), baseada nas estimativas de crescimento da economia e melhoria dos níveis de emprego.

O crédito imobiliário continua apresentando crescimento expressivo, devendo atingir cerca de R$ 500 bilhões em 2014, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No entanto, um desafio a ser superado é a viabilização de novos instrumentos de financiamento, uma vez que os recursos da poupança devem atender à demanda somente até 2012.

O segmento de micro e pequenas empresas tem sido contemplado com maior número de agências especializadas, contratação de gerentes e investimentos em capacitação. Segundo a Serasa Experian, a demanda por crédito dessas empresas aumentou 21,4% entre dez/09 e set/10, o índice de pontualidade dos pagamentos chegou a 95,5% e o número de falências decretadas foi reduzido em 41,9%.

Em termos de bancarização e busca pelos clientes das classes de menor renda, alguns movimentos são relevantes. Parte do setor acredita que a melhor forma de relacionamento é por meio do cartão de crédito, em especial por parcerias com grandes lojas e supermercados. Já outras organizações acreditam que a abertura de agências em regiões com grande densidade (como em comunidades carentes), os correspondentes bancários e, principalmente, o uso do telefone celular sejam o caminho mais rápido para se chegar a esse público.

Outra área em que as instituições financeiras brasileira têm visto grande potencial é a de microsseguros, com prêmios de baixo valor que podem popularizar-se, atingindo grande número de pessoas.

A abertura de novos pontos de atendimento continua sendo uma das estratégias dos principais bancos em termos de canais.

O ano também marca a finalização do processo de unificação das agências dos bancos Itaú/Unibanco, Santander/Real e BB/Nossa Caixa.

Os movimentos realizados pelos bancos refletiram-se em seus números em 2010. Os ativos dos principais players cresceram 14,0%, em média, na comparação de com 2009. O total do SFN (consolidado I e II do Banco Central) atingiu o montante de R$ 3.140 bilhões, com os dez maiores bancos do País representando 86,5% desse total, ante 85,4% em dezembro/2009.

O crédito total chegou ao montante de R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2010, crescimento de 20% no ano, representando 46,7% do PIB.

Perspectivas para os Próximos Anos


No macroambiente:
1. fortalecimento das empresas brasileiras, da geração de emprego, da renda e do consumo e melhoria dos principais indicadores sociais nacionais;
2. mudanças no comportamento dos consumidores devido ao aumento da longevidade e novos arranjos sociais e familiares.

Na indústria financeira:
1. crescimento da concorrência no mercado bancário, customização e diferenciação de produtos;
2. implantação plena, a partir de 2012, da livre opção bancária no Brasil;
3. consolidação dos grandes bancos;
4. ampliação da atuação transnacional dos bancos nacionais;
5. aumento da captação de recursos financeiros no Mercado de Capitais pelas empresas dos segmentos Corporate e Middle Market;
6. aumento da regulação do sistema financeiro, por meio de acordos internacionais e normas emanadas de autoridades bancárias nacionais;
7. maior capacitação dos funcionários de bancos;
8. crescimento da remuneração variável na indústria financeira;
9. crescimento de novos arranjos de relação de trabalho devido a complexidade da gestão de mão de obra.

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