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Meio Ambiente


Programa Água Brasil





Como iniciativa voltada à defesa dos recursos hídricos, em 22 de março de 2010, dia mundial da água, o Banco do Brasil firmou uma parceria para o desenvolvimento do Programa Água Brasil com a Agência Nacional de Águas – ANA, o WWF-Brasil e a Fundação Banco do Brasil – FBB.

Com o Programa Água Brasil o BB assume o compromisso de promover a conscientização, de investir recursos para a preservação e conservação de recursos hídricos e de buscar soluções, em conjunto com a sociedade, para os problemas relacionados ao tema. Estão previstos, no período de cinco anos, investimentos de aproximadamente R$ 57 milhões.

O Programa Água Brasil tem por objetivos:
  • Promover a conscientização e a mudança de atitude da sociedade como um todo (públicos interno e externo) com relação a boa gestão e conservação ambiental, engajando-os na busca de soluções conjuntas para a questão;
  • Adotar práticas sustentáveis na agropecuária, reduzindo seu impacto sobre os recursos naturais e a biodiversidade, melhorando a qualidade das águas e ampliando a cobertura da vegetação natural, por intermédio da implementação de projetos de campo representativos em 14 microbacias hidrográficas, localizadas nos biomas Cerrado/Pantanal, Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Pampa;
  • Promover a mudança de comportamento e valores estimulando o consumo consciente e o tratamento adequado dos resíduos sólidos urbanos, em cinco cidades do país, sendo uma por região – Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte;
  • Disseminar e reaplicar modelos e melhores práticas de gestão e conservação de recursos hídricos no país;
  • Revisar e atualizar critérios socioambientais utilizados nos processos de financiamento e investimento pelo Banco do Brasil;
  • Revisar e aperfeiçoar modelos de negócios voltados ao desenvolvimento regional sustentável e fortalecer/ampliar o portfólio de produtos e serviços financeiros que ofereçam incentivos e atrativos com características socioambientais, pelo Banco do Brasil;
  • Ampliar a base de apoio social à gestão e conservação ambiental, ao consumo consciente e a reciclagem de resíduos sólidos por meio de campanhas de comunicação especificas para esse fim, junto aos públicos interno e externo do BB.
O programa, que se relaciona com a Agenda 21 de forma transversal, com iniciativas em todos os seus eixos, está configurado em quatro frentes de atuação:

  • Projetos Sociambientais no meio urbano e no meio rural;
  • Mitigação de Riscos;
  • Negócios Sustentáveis;
  • Comunicação & Engajamento.


As ações conjuntas têm por finalidade desenvolver e disseminar novas tecnologias sociais que permitam estimular formas de produção mais sustentáveis no campo, e também mudanças de comportamentos e valores em relação ao consumo consciente e tratamento dos resíduos sólidos, nas cidades.

O eixo de mitigação de riscos auxiliará tanto o Banco do Brasil quanto o WWF-Brasil na avaliação de potenciais riscos e oportunidades associados principalmente às atividades de agricultura e pecuária através de uma maior compreensão sobre a relação de interação e interdependência dos elos de suas cadeias, norteando a busca por excelência nesses setores. Assim, o eixo do programa visa reduzir alguns impactos negativos de práticas de produção e comercialização tradicionais sobre as comunidades e sobre o meio ambiente, e por conseqüência, mitigar os riscos potenciais nas operações do Banco do Brasil. Como fruto do trabalho, o BB terá a oportunidade de promover a revisão e aprimoramento dos critérios e instrumentos de avaliação do risco socioambiental nos seus financiamentos e investimentos.

O eixo Novos Negócios busca o incremento do portfólio de produtos e serviços financeiros do Banco do Brasil, sempre baseando-se nas melhores práticas de responsabilidade socioambiental que tenham impacto direto na conservação do meio ambiente.

O eixo de Comunicação & Engajamento visa a promoção de ações de sensibilização dos públicos de relacionamento do BB e das entidades parceiras para os problemas relacionados à causa ambiental, refletidos na qualidade de nossas águas.

Os Projetos Socioambientais visam a melhoria da qualidade e oferta de água e ampliação da cobertura da vegetação natural em bacias hidrográficas piloto e estímulo à mudança de comportamento e valores em relação à produção, destino e tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Nos projetos socioambientais do meio rural serão desenvolvidos 14 projetos representativos em microbacias brasileiras, distribuídas pelos diversos biomas:
  • Microbacia do Ribeirão do Guariroba (MS), do Rio Sepotuba (MT), do Rio Pipiripau e do Rio São Bartolomeu (GO), do Rio Pereaçú (MG), nos biomas Cerrado/Pantanal;
  • Microbacias dos Rios Lençóis, Cancã e Moinho (SP), do Rio Beneventes (ES) e do Rio das Pedras (RJ), no bioma Mata Atlântica;
  • Microbacias do Rio Acre (AC) e do Rio Alto Teles Pires (MT), no bioma Amazônia;
  • Microbacia do Rio Longá (PI), no bioma Caatinga;
  • Microbacia do Rio Camaquã (RS), no bioma Pampa.



No meio urbano, iniciativas voltadas para o consumo consciente e reciclagem serão desenvolvidas em cinco cidades, de diferentes portes, representando cada uma das regiões brasileiras, conforme abaixo:
  • Pirenópolis (GO), pequena cidade, representando a região centro-oeste;
  • Caxias do Sul (RS), cidade média, na região sul;
  • Rio Branco (AC), representado a região norte na categoria de cidade média;
  • Natal (RN), cidade grande, representando a região nordeste;
  • Belo Horizonte (MG) – categoria metrópole, representando a região sudeste.

Clique aqui e saiba mais detalhes do Programa Água Brasil.


Ecoeficiência e Indicadores Ambientais


O Banco do Brasil incorporou os princípios da ecoeficiência em seus processos a partir da década de 90. Em 2006 lançou formalmente o seu Programa de Ecoeficiência, incorporando as iniciativas existentes e ampliando o foco de atuação. A gestão da ecoeficiência do BB está pautada na otimização do uso de recursos (água, luz, cartuchos de impressoras, papel etc.), destinação correta de resíduos sólidos, desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e controle, entre outras iniciativas.


Consumo de Materiais

EN1 | EN2 | EN6 | EN22

Na gestão de materiais do BB, o Programa de Ecoeficiência promove monitoramento da entrada e saída de resíduos, com sua devida identificação e documentação. O gerenciamento dos resíduos sólidos pode ser separado em duas fases:

a)  Coleta seletiva, com a devida separação dos resíduos e possibilidades de reciclagem;
b)  Destinação dos resíduos para associações ou cooperativas de catadores, viabilizando a promoção de trabalho e renda, ou ainda para comitês de cidadania de funcionários do BB, que podem beneficiar projetos sociais com a renda obtida com a venda do material.

O subprograma de coleta seletiva do Programa de Ecoeficiência foi implantado, em sua primeira fase, em 2008, em sete prédios do BB: Edifício Sede I, II, III, IV e Tancredo Neves (Brasília) e Edifício Sedan e Complexo Andaraí (Rio de Janeiro). A segunda fase entra a partir de 2011 com a expansão do Programa para demais municípios do país, conforme meta prevista na atualização da Agenda 21 do período de 2011 a 2013.

Em 2010 o BB consumiu 3.516 toneladas de papel A4, o que representa um aumento no consumo. Esse aumento não é significativo, considerando a expansão do número de agências e de funcionários. Todo o papel utilizado pelo Banco é certificado pela FSC ou pela Cerflor e 9,39% (330 toneladas) provém de reciclagem.

No caso de cartuchos de toner, o uso de recondicionados proporciona o reaproveitamento de carcaças plásticas e poupa consumo de recursos não renováveis, como o petróleo. O processo de compra deste material é rigoroso, submetido a processos de análise de amostras e visitas técnicas. A quantidade de toner recondicionados, em 2010, foi de 106.081 unidades, que representa 98,7 % do total do consumo do BB.

Consumo de Papel

(ton)
 

Consumo de Toners



  Qtde. de Toners Consumidos Qtde. de Toners Recondicionados % de Toners Recondicionados
2008 90.739 90.739 100%
2009 97.693 97.151 99,45%
2010 107.475 106.081 98,70%


Água e Energia

EN5 | EN7 | EN8 | EN9 | EN10 | EN3 | EN21

A água consumida nas dependências administrativas do Banco do Brasil é proveniente de concessionárias, assim como todo o descarte de efluentes que utiliza o sistema destas. Sendo assim, não há reutilização ou reuso de água no BB.

Consumo de Água


Edifícios Estratégicos (m3) 2007 2008 2009 2010
Ed. Sede I 75.833,79 68.698,00 76.741,00 70.465,00
Ed. Sede II 10.286,67 10.560,00 9.746,00 10.393,00
Ed. Sede III 44.865,93 40.032,00 37.830,00 39.151,00
Ed. Sede IV (1) - - 44.262,00 37.673,00
CCT (1) - - 594,00 14.141,00
Tancredo Neves (1)  -  - 33.758,00 31.525,00
Total 131.036,39 119.290 202.931,00 203.348,00
(1) A partir de 2009, o BB passou a considerar no cálculo de água, além dos edifícios sede (I, II e III), mais três edifícios: Sede IV, CCT e Ed. Tancredo Neves, todos localizados em Brasília (DF).


Consumo de Energia



Com relação à energia, o BB conta desde 1990 com o Programa de Conservação de Energia Elétrica – Procen, que tem como objetivo manter o controle do uso de energia elétrica nas dependências do Banco de forma a promover o uso racional desta. Dentre as iniciativas adotadas ao longo destes anos, têm-se a modernização do sistema de iluminação, substituição do sistema de ar condicionado com maior eficiência energética, entre outros. Assim como a água, a maior parte do consumo de energia elétrica consumida pelo BB provém de distribuidoras de energia, cuja fonte é predominantemente limpa e renovável.

Consumo de Água – Edifícios Estratégicos

(m3)(1)

(1) A partir de 2009, o BB passou a considerar no cálculo de água, além dos edifícios sede (I, II e III), mais três edifícios: Sede IV, CCT e Ed. Tancredo Neves, todos localizados em Brasília (DF).
 

Consumo de Energia

(TJ)

(1) Em 2010 houve mudança na metodologia utilizada para o cálculo de energia consumida no Banco do Brasil. Nos anos anteriores, o consumo era calculado com base nos valores gastos com as contas de energia das dependências. Em 2010, foi implantado um novo método, que permite a digitação dos dados referentes ao consumo real de kWh das contas de eletricidade, através de um sistema de gestão específico. O sistema de gestão do consumo de eletricidade do Banco do Brasil está em fase de aperfeiçoamento e os dados de consumo de eletricidade podem sofrer alterações ao longo do tempo.


Investimentos em Meio Ambiente


Investimentos Relacionados com a Produção/Operação da Empresa (R$ mil) 2010 2009
Desapropriação de terras n/d n/d
Passivos e Contingências Ambientais - -
Programa de desenvolvimento tecnológico e industrial 46.389 22.204
Conservação de energia   -
Educação ambiental n/d -
Indicador Setorial n/d n/d
Outros 24.069 20.659
- Construção de agências sustentáveis 4.670 2.150
- Investimento no Programa de Recondicionamento de cartuchos 19.386 17.578
- Puragua - Racionalização do Consumo e Economia de água (5) - 931
- Auditoria Ambiental Interna 13 -
Total dos investimentos relacionados com a produção/operação da empresa 70.458 42.862


Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE


Para compensar parte das suas emissões de GEE, o conglomerado Banco do Brasil desenvolve algumas iniciativas, desde 2007. Os principais números de 2010 são:

  • Circuito Banco do Brasil Vôlei de Praia (CBBVP) e Brasil Open de Tênis, evento patrocinado pelo BB na Costa do Sauípe – BA: 1.392 árvores plantadas.
  • Brasilprev Seguros e Previdência S.A: em 2010, a Brasilprev realizou um inventário de suas emissões de gases do efeito estufa de 2007, 2008 e 2009, e apurou a emissão total de 1.325,26 tCO2e. Para compensar as emissões apuradas nesses anos, a Brasilprev optou pela modalidade de conservação florestal e tornou-se responsável pela floresta nativa localizada no município de Barra do Turvo, no estado de São Paulo, em uma área de aproximadamente 6 hectares.



Inventário de Emissões de GEE – GHG Protocol, Carbon Disclosure Project, Empresas pelo Clima

EN3 | EN16 | EN17 | EN18 | EN29

Como signatário do Programa Brasileiro GHG Protocol, Caring for Climate, Empresas pelo Clima e Carbon Disclosure Project – pactos e compromissos pela gestão, divulgação e redução das emissões de gases de efeito estufa – o Banco do Brasil publicou em 2009 seu primeiro inventário de emissões, baseado na Fase I do Programa Brasileiro GHG Protocol, tomando como base as emissões da Empresa no ano de 2008. A partir da realização do seu inventário de GEE, o BB adotou medidas para a redução das emissões como incentivos à diminuição de viagens e uso de equipamentos de videoconferências.

No inventário de 2010, que também foi baseado na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, foram contempladas as emissões provenientes da frota de veículos, da energia elétrica (geradores próprios e energia adquirida) e dos deslocamentos aéreos de funcionários.




Inventário de Emissões CO2 – Banco do Brasil


Fonte 2009 2010 Variação (%)
ESCOPO 1: Frota Veículos Própria de uso das dependências 4.495 tCO2e
(Álcool – 534,6 mil litros)
(Gasolina – 2,6 milhões litros)
(Diesel – Prejudicado)
4.850 tCO2e
(Álcool – 501 mil litros)
(Gasolina – 2,38 milhões litros)
(Diesel – 244 mil litros)
7,9
ESCOPO 1: Geradores de Energia 982,3 tCO2e (365,1 mil litros de óleo)  1.221 tCO2e (478 mil litros de óleo) 24
ESCOPO 1: Biomassa 1.731 tCO2e 1.636 tCO2e (8)
ESCOPO 2: Energia Adquirida(1)(2) 17.591 tCO2e 29.538 tCO2e -
ESCOPO 3: Viagens Aéreas(1) 8.234 tCO2e 13.754 tCO2e 67
(1) Os sistemas de gestão do consumo de eletricidade e de viagens aéreas do Banco do Brasil estão em fase de aperfeiçoamento e os dados publicados podem sofrer alterações ao longo do tempo refletindo na mudança dos valores das respectivas emissões de CO2. Em abril de 2011, o Banco do Brasil contratou uma consultoria especializada com o objetivo de aprimorar o seu inventário de emissões de gases de efeito estufa.
(2) A metodologia de cálculo para o consumo de energia foi alterada em 2010. Desta forma, não é possível comparar as emissões de CO2 provenientes de energia consumida entre um ano e o outro.


Índice Carbono Eficiente – ICO2


A adesão do Banco do Brasil em junho de 2010 ao Índice Carbono Eficiente da BM&FBovespa é mais uma demonstração de transparência do Banco do Brasil em relação a suas práticas de Responsabilidade Socioambiental (RSA) e sua disposição na busca pelo alinhamento às melhores práticas referentes à ecoeficiência empresarial e a contribuição para uma economia de baixo carbono, coerente com o disposto em sua Estratégia Corporativa.

O ICO2 é composto pelas ações das companhias participantes do índice IBrX-50 e considera em sua ponderação não apenas o free float das ações das empresas, mas também o grau de eficiência de emissões de gases de efeito estufa, identificado por meio de análise dos inventários de emissões.


Mercado de Créditos de Carbono


Desde 2005, quando criou o Fórum Interno de Mercado de Créditos de Carbono, o Banco do Brasil tem atuado no comércio de Créditos de Carbono, cujo mercado foi estimado em US$10 bilhões, somente em 2010. Já em 2006, o BB emitiu uma carta de crédito no valor de 1,2 milhão de euros para garantir um adiantamento pelo contrato de venda antecipada de créditos de carbono. O contrato, que contará com este e outros adiantamentos, tem vigência até o ano de 2012 e valor global de 13,25 milhões de euros.

Naquele mesmo ano, o Banco do Brasil, o Sumitomo Mitsui Banking Corporation e sua subsidiária Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro firmaram memorando de entendimento para apoiar empreendimentos passíveis de geração de créditos de carbono. O Sumitomo Mitsui é um dos principais participantes do mercado internacional de créditos de carbono.

Em novembro de 2007, o Banco do Brasil participou da estruturação que viabilizou o 1º leilão público para venda de crédito de carbonos realizados pela então Bolsa de Mercadorias e Futuros, BM&F. O leilão foi realizado para venda de Reduções Certificadas de Emissão (RCE) de titularidade da Prefeitura do Município de São Paulo, numa operação que atingiu 13,096 milhões de euros. Nos anos seguintes, o BB foi escolhido pela Prefeitura de São Paulo para garantir novas operações de venda de crédito de carbono.

Em 2008, o Banco do Brasil emitiu carta de crédito stand by no valor de US$ 4,5 milhões para garantir o pagamento antecipado de certificado de redução de emissões para a Essencis Soluções Ambientais S.A., que administra aterro sanitário em Caieiras, São Paulo, cuja capacidade de processamento é de 1,5 milhão de toneladas de lixo por ano.


Biodiversidade


Na sua visão de sustentabilidade, o Banco do Brasil contempla a biodiversidade. Apesar de não estar localizada em áreas protegidas ou que comprometam significativamente a biodiversidade, o BB adere a compromissos relacionados ao tema. Um dos exemplos é a adesão ao "Grupo de Trabalho da Moratória da Soja", da qual o Banco se compromete a não financiar projetos de áreas desmatadas pertencentes ao bioma Amazônico pós julho de 2006.

Outra iniciativa do BB é a participação no Fórum Amazônia Sustentável, grupo composto por diversas entidades que discutem os caminhos para os desenvolvimento sustentável do bioma Amazônia.

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