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Gestão Estratégica

Movimentos Estratégicos

O forte crescimento da economia brasileira observado em 2010, amparado por diversos fatores, entre eles a demanda doméstica aquecida, com expansão relevante nos números advindos do comércio varejista, da demanda por crédito, do mercado de trabalho e renda, com a criação de mais de 2,5 milhões de empregos, ao lado da crescente participação das empresas nacionais no mercado externo, favoreceram a atuação do Banco do Brasil no período.

A partir de seus objetivos, o BB materializou sua estratégia em movimentos que, desenvolvidos considerando as tendências da economia nacional, favoreceram a consolidação das bases para a expansão dos negócios e das lideranças.

Nesse sentido, os principais movimentos estratégicos de 2010 e que deverão continuar refletindo em ganhos positivos para o BB foram o Programa de Transformação do Varejo, os esforços para a internacionalização, a finalização do processo de reestruturação da área de seguridade e os movimentos decorrentes das aquisições e parcerias estratégicas.

Transformação do Varejo

Em 2010, o Banco do Brasil deu continuidade ao Programa de Transformação do Varejo, iniciado em julho de 2009, reorganizando e ampliando seu escopo de atuação de forma integrada, conduzindo as ações de planejamento, coordenação, gerenciamento e acompanhamento de diversas ações relacionadas ao desenvolvimento de uma nova forma de atuação e de gestão do Banco no mercado de varejo.

Esse movimento tem como objetivo principal o aprimoramento da eficiência operacional do BB com vistas à modernização com foco no cliente.

Nesse sentido, ações foram implementadas para aproveitar as oportunidades de negócios provenientes do potencial da base de clientes ao mesmo tempo em que foram realizados investimentos na qualificação dos funcionários da rede de agências.

Além disso, foi iniciada a reestruturação da ambiência da rede de agências e outros canais de atendimento visando oferecer maior comodidade e segurança aos clientes BB.

O Programa de Transformação do Varejo propõe ações estratégicas organizadas em cinco perspectivas inter-relacionadas, detalhadas no quadro a seguir:

Passe o mouse nos itens abaixo para ver mais detalhes


Ações relacionadas ao Programa de Transformação do Varejo implementadas em 2010:

• melhoria do atendimento com a alocação de mais 8.600 funcionários nas agências, número este que chegará a 10.500 em 2011;

• lançamento de nova plataforma de TI para o atendimento aos clientes e de novas ferramentas de CRM para apoio aos negócios, proporcionando mais agilidade e qualidade no atendimento;

• início da implementação do novo modelo de ambientação (leiaute) das agências;

• implementação do novo modelo de segmentação e encarteiramento de clientes, com o objetivo de padronizar o atendimento a cada um dos segmentos de clientes;

• programa intensivo de capacitação dos funcionários.

Por meio da realização destas mudanças na gestão dos negócios, deverá ser alcançado o efetivo reposicionamento estratégico do Varejo do Banco do Brasil, com a implementação de um novo modelo que tem o cliente como principal foco, trabalhando pelo incremento do relacionamento, pela rentabilização por cliente e pela integração do atendimento nos diversos canais disponibilizados.

Atuação Internacional

Nos últimos anos, as empresas brasileiras intensificaram o ciclo de internacionalização de suas atividades instalando plantas ou constituindo parcerias em outros países e regiões. Esse movimento vem demandando da indústria financeira um comportamento similar. O modelo focado no financiamento e estímulo ao comércio exterior tende a evoluir para outro mais abrangente e complementar, que exige a internacionalização dos bancos nacionais para atender a necessidades específicas de prestação de serviços bancários no local onde as empresas estão instaladas.

Da mesma forma, o atendimento ao segmento de pessoas físicas, cada vez mais presentes em outros países, seja em viagens de turismo ou a trabalho, requer instituições financeiras globais. Essa nova realidade do mercado levou o Banco do Brasil a iniciar diversas ações e projetos com o objetivo de aproveitar as oportunidades identificadas e de manter seu papel de maior protagonista em negócios internacionais entre as instituições financeiras brasileiras.

Assim, a estratégia internacional do BB está focada no aumento da capilaridade de sua rede no exterior, para atender a onda de internacionalização das empresas brasileiras, das pessoas e o incremento do fluxo de importações e exportações.

Com foco nestas tendências e respaldado em análises de oportunidades realizadas por empresas de consultoria especializadas, o desenvolvimento da estratégia de expansão internacional do Banco do Brasil em 2010 adotou as seguintes políticas regionais:

Estados Unidos

A partir de estudos elaborados por empresa de consultoria especializada, o Banco do Brasil promoveu revisão de sua estratégia de atuação nos Estados Unidos fundamentada prioritariamente no crescimento inorgânico (aquisição de bancos locais), com a possibilidade de expansão orgânica (estabelecimento de agências) em áreas de concentração do público-alvo a médio e longo prazos. Por esta razão o Banco do Brasil mantém seu interesse na aquisição de instituições financeiras no mercado, com foco em bancos de pequeno porte estabelecidos em regiões com alto índice de concentração de residentes brasileiros.

A estratégia do BB para o mercado norte-americano propõe-se a atender às necessidades integrais por produtos e serviços financeiros dos mais de 1,5 milhão de brasileiros residentes naquele país.

A partir desta estratégia o Banco redesenhou seu modelo de atuação, buscando concentrar atividades em dependências específicas, para melhorar a produtividade e reduzir custos. No novo modelo, o atendimento do BB nos EUA ficou organizado conforme segue:

• BB Miami passou a atender o segmento de varejo bancário;

• BB Nova Iorque concentrou-se no segmento de atacado e a agência está sendo reestruturada para melhor atender ao cliente ; e

• BB USA Servicing Center, em Orlando, concentrará as atividades de back-office operacional das dependências dos EUA, incluindo das subsidiárias integrais Banco do Brasil Securities LLC e BB Money Transfers.

Este novo modelo foi possível a partir de decisões do governo norte-americano ao longo do ano:

• Em abril de 2010, o Banco do Brasil recebeu autorização do Banco Central Americano para adquirir instituições financeiras nos EUA e ampliar sua atuação no mercado de capitais local. Como uma Financial Holding Company – FHC (empresa controladora de participações) o Banco do Brasil está autorizado a abrir ou relocalizar dependências, operar com residentes nos EUA, adquirir instituições bancárias e requerer autorização para ampliar o escopo de atuação nos Estados Unidos;

• Em julho de 2010, o Banco do Brasil em Miami recebeu autorização para transformar sua licença de branch (agência), que o autorizava a operar apenas com não residentes, em full-branch (filial integral), que o autoriza a operar também com residentes nos EUA. Além disso, buscando a especialização das unidades como forma de otimizar o atendimento, o BB Miami absorveu a base de clientes de varejo do BB Nova Iorque, o qual passou a se dedicar especialmente aos clientes do segmento corporate;

• Em 26 de outubro de 2010 o Banco do Brasil Securities, LLC recebeu autorização para a abertura de sucursal em Miami.

Europa

O Banco do Brasil manteve em curso sua reestruturação organizacional na Europa em busca de aprimorar sua eficiência operacional, administrativa e financeira. Com a remodelagem da atuação do BB no velho continente e a redistribuição e centralização de atividades, o Banco pretende incrementar a geração de novos negócios.

O BB Europa Servicing Center, segunda unidade internacional de serviços administrativos, entrou em operação em julho de 2010, em Lisboa, Portugal, com o objetivo de centralizar e racionalizar os serviços de retaguarda (back-office) das unidades localizadas na Europa.

América do Sul

Em abril de 2010, o BB adquiriu o controle acionário do Banco Patagonia, da Argentina, que constituiu marco de nosso processo de internacionalização. Foi o primeiro passo do novo modelo de atuação em mercados com potencialidades.

A operação tem por objetivo a ampliação da parceria com empresas brasileiras e argentinas, a diversificação do portfólio de produtos e serviços buscando potencializar o atendimento aos clientes, a expansão da carteira de crédito e a atuação junto à cadeia de valor do segmento de Pessoas Jurídicas estabelecidas na Argentina. O Banco Patagonia tem 732 mil clientes, dos quais 12 mil são corporativos, com 154 agências localizadas, principalmente, nas províncias de Buenos Aires e Rio Negro.

O Banco Patagonia é uma instituição sólida e atua fortemente junto a empresas locais, em especial na administração de folhas de pagamento, além de operar no varejo bancário. O BB agrega sua experiência no atendimento aos grandes grupos empresariais brasileiros. A aquisição permite associar a expertise de cada uma das instituições, com foco inicial nos grupos empresariais brasileiros que têm atividades em solo argentino e potencial para cobrir toda a sua cadeia de valor, abrangendo fornecedores, clientes e colaboradores locais.

Na América do Sul, outros mercados prioritários no processo de expansão internacional são Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Paraguai.


África – Parceria para o Crescimento

Em agosto de 2010, o BB iniciou negociações com o Banco Espírito Santo (BES), de Portugal, para avaliar possível participação financeira nos negócios do banco português no mercado africano. Eventual parceria deverá consolidar em uma holding financeira as atuais operações do BES na África, hoje concentradas em Cabo Verde, Angola, Egito, Marrocos, Moçambique e Argélia. Além de controlar os futuros investimentos, a nova Sociedade buscará estabelecer operações próprias no continente africano.

O BB considera a parceria importante para apoiar o movimento de internacionalização das empresas brasileiras e portuguesas na África e para prestar assistência ao crescente intercâmbio comercial com o continente, facilitando os investimentos de companhias brasileiras.

Reestruturação da Seguridade

O mercado brasileiro de seguros, previdência complementar aberta e capitalização tem crescido a taxas elevadas e a previsão para o futuro é de expansão continuada. A relação entre a arrecadação anual de prêmios e o PIB em países desenvolvidos se situa próxima aos 10% e, uma vez que esta relação no Brasil, ante o volume de R$122,4 bilhões arrecadados, é de 34%apenas do PIB, acredita-se que há um grande potencial de crescimento nesse setor.

Conforme previsões da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros), o mercado segurador brasileiro deve crescer 12% em 2011, atingindo a cifra de R$ 137,4 bilhões em receita, uma expansão baseada na expectativa de acesso ao setor de seguros para as classes C e D – segmentos nos quais o Banco do Brasil está bem posicionado – bem como a expansão do seguro popular, entre eles, o microsseguro.

Também são parte do projeto de crescimento, a formação de uma câmara técnica da cadeia produtiva da saúde suplementar, que analisará a sustentabilidade do setor e o uso de recursos de planos previdenciários para pagamento de despesas com saúde.

Outros pontos que merecem destaque e que para a CNSeg são essenciais para o fortalecimento do setor em 2011 são:

• Regulamentação da blindagem dos planos de caráter previdenciário e criação de novos produtos da Plataforma de Sustentabilidade;

• Viabilidade econômica do seguro de automóveis antigos e a permissão para utilização de peças usadas no reparo no caso de sinistros;

• Ampliação do seguro garantia e resseguro, especialmente para realização das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016;

• A criação de uma Agência Reguladora de Seguros, que englobaria as três autarquias que comandam atualmente o setor de seguros e previdência no país (Susep, ANS e Previc) também integra o cenário para 2011.

Diante deste cenário o Banco do Brasil deu andamento ao processo de reestruturação de sua área de seguridade baseada nas seguintes premissas:

(i) as empresas da área de seguridade serão de controle privado, com a BB Seguros detendo a maior participação acionária possível nessas empresas;

(ii) os sócios da BB Seguros não poderão ser concorrentes; e

(iii) os produtos de seguridade terão exclusividade na rede de distribuição do BB.

Outra premissa da reestruturação da área de Seguridade é a busca por eficiência operacional, de forma a proporcionar melhores resultados para as empresas desse segmento e, por consequência, para o BB.

A evolução desse processo possibilitará ao Banco uma melhor dinâmica na sua forma de atuação, além de maximizar a geração de resultados dos negócios de Seguridade do Conglomerado e obter melhores ganhos de sinergia nas operações com os seus parceiros.

Mudanças na Composição Acionária das Empresas de Seguridade

Parceria Mapfre


Em consonância com essas diretrizes, o BB, por meio de sua subsidiária integral, a BB Seguros, anunciou em maio de 2010, uma parceria com o Grupo Mapfre para a formação de aliança estratégica nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos, pelo prazo de 20 anos.

O Grupo Mapfre é o maior grupo segurador espanhol e está presente em 43 países, em especial na América Latina, onde ocupa a primeira posição em seguros patrimoniais. Conta com 122 sucursais próprias, mais de 10 mil corretores ativos, 18 diretorias territoriais e 15 milhões de clientes em todo o mundo.

De forma a equalizar a participação acionária pretendida nas duas holdings que serão constituídas, a BB Seguros desembolsará o montante equivalente a R$ 295 milhões.

Participação Acionária no IRB-Brasil Re

O Banco do Brasil propôs à União Federal, por intermédio do Ministério da Fazenda, o início de tratativas sem efeito vinculante para aquisição da participação acionária do IRB-Brasil, observando as devidas regulamentações e normas vigentes para tal operação. O IRB-Brasil é o maior grupo ressegurador da América Latina, com R$ 10,4 bilhões de ativos e R$ 2,9 bilhões de prêmios. A União Federal possui 100% das ações ordinárias e participação de 50% do capital total.

Esta operação visa dar complementaridade às atividades do BB, pois o resseguro é uma forma de repasse de uma seguradora do risco de um seguro com contrato superior à sua capacidade financeira. É uma prática comum de mitigação de riscos e preservação da estabilidade das companhias de seguro.

Aliança Estratégica com Grupo Icatu

Em janeiro de 2010 foi firmado Memorando de Entendimentos, sem efeito vinculante, entre o BB e o Grupo Icatu, com o objetivo de formar aliança estratégica para o desenvolvimento e comercialização de negócios de capitalização no mercado brasileiro, que prevê que os negócios entre as duas instituições sejam integrados, de forma que não exista concorrência entre os sócios. Além disso, é prevista a disponibilização, em caráter de exclusividade, do canal de distribuição do Banco do Brasil para comercialização dos produtos de capitalização pelo prazo de 20 anos.

Renovação da Parceria com a Principal Financial Group

Em abril, a BB Seguros e a Principal Financial Group renovaram sua parceria estratégica, para atuação no desenvolvimento e comercialização de produtos de previdência privada aberta no Brasil. Em função desse acordo, a Principal adquiriu a participação acionária de 4% do capital social total da Brasilprev, detida pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Além disso, foi mantida a exclusividade da Brasilprev na comercialização de produtos de previdência aberta nos atuais canais de distribuição do BB até outubro de 2032. Em contrapartida, a BB Seguros passou a sua participação de 50% para 74,995% do capital social total da Brasilprev. Com a parceria o BB espera solidificar a associação entre a BB Seguros, subsidiária integral do BB, que possui o maior número de pontos de atendimento do país, e a Principal, que possui vasta experiência no mercado internacional e atende 18,9 milhões de clientes em escritórios na Ásia, Austrália, Europa, América Latina, além dos EUA.

Odontoprev

A estratégia de alianças com outras instituições permitiu que o Banco do Brasil atendesse a uma antiga reivindicação de seus funcionários. Anunciada em agosto de 2010, a parceria entre o BB e a OdontoPrev, operadora de planos odontológicos associada ao Bradesco, vai permitir a venda de planos nas agências do BB. Além disso, planos odontológicos foram disponibilizados a cerca de 260 mil beneficiários, entre funcionários do BB e seus dependentes, desde novembro de 2010. A OdontoPrev é líder entre as empresas ligadas ao segmento odontológico, com 23 anos de atuação, atende a mais de 4,4 milhões de pessoas por meio das linhas de negócio em que atua e possui vasta rede com cerca de 25 mil credenciados em todo o Brasil.

Venda da Brasilsaúde

Em julho de 2010 a BB Seguros formalizou a venda da totalidade das ações da BB Seguros (49,92% do capital social total) na Brasilsaúde para a Sul América Seguro Saúde, pelo valor total de R$ 29,2 milhões.

Aquisições e Parcerias Estratégicas

Em 2010 o Banco do Brasil finalizou o processo de integração do Banco Nossa Caixa que resultou em avanços positivos aos negócios do BB, especialmente em SP. Também, neste ano, foi consolidada a parceria estratégica com o Banco Votorantim. A seguir, apresentamos os principais resultados destes dois processos.

Parceria Estratégica: Banco Votorantim

A aquisição de 50% do capital total do Banco Votorantim (BV), consolidada em 2010, representou mais um avanço estratégico do Banco do Brasil no mercado de crédito ao consumidor, com ênfase no segmento de financiamento de veículos, que vive um período de expansão acelerada no país. A parceria resultou em um crescimento do volume de crédito do BB para pessoas físicas no ano passado de 23,2%, com destaque para o financiamento a veículos, que registrou uma expansão de 32,1% sobre 2009.

Além disso, a parceria tem permitido ao Banco do Brasil, entre outros negócios e sinergias:

• Acessar canais de distribuição alternativos como concessionárias, parceiros e lojas da BV Financeira;

• Utilizar modelo de sucesso na promoção de vendas com atuação nacional no mercado de financiamento a veículos;

• Administrar a folha de pagamento de aproximadamente 7 mil funcionários, entre os quais incluem-se os cerca de 5 mil colaboradores da BV Financeira;

• Adquirir carteiras de crédito consignado e de financiamento de veículos por meio de acordo operacional.

A transação deu ao Banco do Brasil 50% do capital total e aproximadamente 50% do capital votante do Banco Votorantim e exigiu o aprimoramento das políticas, normas e gerenciamento de riscos do BV.

A nova estrutura de Governança Corporativa do BV, prevista no Acordo de Acionistas no início da parceria, em setembro de 2009, foi totalmente implantada em 2010 e tem funcionamento regular, contando com órgãos paritários entre os sócios, como o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, o Comitê de Auditoria e os Comitês de Assessoramento ao CA.

Anualmente é feita alternância na presidência e vice-presidência do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal da Sociedade entre os membros indicados pelo BB e os membros indicados pela Votorantim Finanças, não sendo conferido voto de qualidade a qualquer membro do Conselho.




As estratégias das instituições são independentes, havendo complementaridade de atuação em segmentos específicos, embora os riscos e os resultados sejam compartilhados pelos conglomerados acionistas.

Banco Nossa Caixa


   

A incorporação do Banco Nossa Caixa trouxe importantes resultados para os negócios do Banco do Brasil, ampliando a sua participação no mercado mais importante do país. A aquisição intensificou o relacionamento com o Governo de São Paulo e com o Poder Judiciário daquele Estado. Somando-se essa operação à compra da folha de pagamento dos servidores da Prefeitura da capital paulista, o BB assumiu a liderança dos negócios com o setor público no estado de São Paulo, agregando uma base de 12 milhões de clientes.

Entre os negócios e sinergias resultantes da incorporação pode-se registrar:

  • A contratação de crédito PF nas agências oriundas do BNC já representou 56,2% dos volumes desembolsados no estado, durante o 2º semestre de 2010;

  • 50% das cotas de consórcio comercializadas em São Paulo foram realizadas nas agências BNC;

  • A margem de Contribuição Total dos Clientes PF cresceu 208%, entre os meses de março e agosto de 2010 e a margem de Contribuição por Cliente PF cresceu 92%, no mesmo período;
 
  • Redução de 20% nas Despesas Totais em 2010, em relação a 2009;

  • Redução de 98% nos valores gastos com Fraudes Eletrônicas em 2010 na rede BNC, comparando com 2009. Tal ganho foi ocasionado, principalmente pela implementação dos Cartões de Crédito com chip;

  • Incremento de 127,9% nos limites de crédito PJ e 9,1% nos limites de crédito PF.


As negociações para a aquisição do banco paulista foram iniciadas em 2008. Em março de 2009, a transação foi aprovada pelo Banco Central e consolidada ainda no primeiro semestre de 2010, encerrando-se com a integração total da rede de agências em junho. A operação incluiu mudanças na ambiência das agências, a substituição dos terminais de autoatendimento e a unificação de sistemas, produtos e serviços. Foram migradas 952 dependências, sendo 566 agências, levando o BB a assumir também a liderança em quantidade de pontos de atendimento no estado.

Do ponto de vista da tecnologia da informação – que sempre é um dos aspectos mais críticos em processos como esse – a condução do projeto pelo Banco foi um case no mercado, mostrando notável capacidade tanto técnica quanto do gerenciamento de um projeto extremamente complexo. O prazo para a incorporação (cerca de 9 meses) surpreendeu os observadores, assim como a qualidade do processo, com mínimos impactos para os clientes.

Outro aspecto crítico presente em operações semelhantes é a integração dos funcionários da empresa incorporada. Neste caso, foram integradas 14 mil pessoas, provenientes de uma outra cultura organizacional, representando um grande desafio a ser superado em tempo recorde, garantindo equilíbrio e respeitando as diferenças.

Parcerias em Meios de Pagamento

Parceria BB, Bradesco e CEF – Cartões ELO

Em 2010, o Banco do Brasil formalizou com o Banco Bradesco e a Caixa Econômica Federal uma parceria estratégica no segmento de cartões para criação de uma cadeia de meios de pagamento que compreende a emissão de cartões de crédito, débito, pré-pago e private label, a rede de adquirência e a bandeira, denominada de Projeto Elo.

O projeto estuda a constituição do Grupo Elo, a ser composto por instituição financeira, promotora de vendas, processadora, administradora da bandeira Elo, empresa adquirente (Cielo), CBSS e gestora de terminais de autoatendimento e objetiva:

(a) constituição de uma companhia de participações (Elo Participações), a qual irá consolidar negócios conjuntos relacionados a meios eletrônicos;

(b) lançamento de uma bandeira brasileira de cartões de crédito, débito e pré-pagos, denominada Elo, a qual será administrada por uma companhia específica (Elo Serviços), controlada pela Elo Participações;

(c) integração da Companhia Brasileira de Soluções e Serviços – CBSS, direta ou indiretamente, na Elo Participações.

O projeto Elo, concretizado nos primeiros meses de 2011, deve gerar benefícios que incluem:

(a) ganho de market share no mercado nacional de cartões com expectativa de atingir 15% do faturamento em até cinco anos;

(b) aumento da base com prospecção de novos consumidores;

(c) melhora da competitividade com o ingresso de nova bandeira no mercado nacional de cartões, proporcionando ganhos com sinergia e economia de escala para o Banco do Brasil.

Por ser totalmente brasileiro, o cartão ELO, ao contrário dos outros cartões, não demandará pagamento de royalties pelo uso de marcas internacionais. Com o lançamento desta bandeira, o BB estima alcançar 15% do mercado de cartões em até cinco anos. Com isso, estará consolidada a atuação do Banco no setor, no qual já é líder no mercado de adquirência por meio da Cielo, parceria firmada com o Bradesco há 14 anos (sob o nome Visanet) e que hoje detém 49% do mercado nacional de cartões.

Atualmente, o cliente pessoa jurídica do BB afiliado ao Cielo pode receber vendas com cartões de crédito e débito das bandeiras Visa, Master, Amex, Diners, Visa Vale e Aura – a bandeira Elo vai complementar a oferta. Além disso os recebíveis provenientes dessas vendas podem ser antecipados via Antecipação de Crédito ao Lojista (ACL) e Recebíveis Cartão a Realizar (RCR) ou serem vinculados como garantia em operações de crédito.

Parceria com a Cielo e Oi

Cielo

O Banco do Brasil por meio de sua subsidiária, BB Banco de Investimentos S.A. (BB-BI), adquiriu ações do Grupo Santander Espanha detidas na Cielo S.A. (5,11% do capital social) e na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços – CBSS (4,65% do capital social). Com estas operações, o BB reforça sua participação no capital de empresas que atuam no setor.

Oi

Em 2010 o Banco do Brasil assinou acordo de parceira com a operadora de telefonia Oi para ampliação da solução denominada Oi Paggo. Trata-se de dois serviços: funcionalidade mobile payment para os clientes Ourocard e da comercialização de cartão de crédito co-branded para a base de clientes Oi.

Compartilhamento de Terminais entre BB, Bradesco e Santander

Banco do Brasil, Bradesco e Santander assinaram, em 11 de fevereiro, memorando de entendimentos para a consolidação das operações de suas respectivas redes de Terminais de Autoatendimento externos (máquinas de autoatendimento instaladas fora do ambiente das agências), tais como aqueles localizados em aeroportos, postos de combustíveis, supermercados, shopping centers, farmácias e rodoviárias. Com isso, os bancos pretendem gerar mais conveniência e comodidade para seus clientes e aumentar a eficiência operacional com redução das despesas. A primeira fase deste projeto, com a aplicação de um plano piloto, foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em março de 2011.

Se o compartilhamento entrar em vigor, os clientes dos três bancos terão acesso a cerca de 11 mil terminais espalhados pelo país.

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