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Gestão Estratégica

Planejamento Estratégico para o Período de 2011-2015

Com o objetivo de reforçar sua liderança em ativos na América Latina e seu papel de parceiro fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, em sua estratégia corporativa, o Banco do Brasil priorizou a rentabilização, o aumento da satisfação dos clientes, a parceria para a promoção do desenvolvimento do país e a ampliação da atuação no mercado externo, de modo que os grandes temas estratégicos para o período de 2011-2015 sempre estivessem alinhados à preocupação com a geração de resultados sustentáveis. Em linhas gerais:

• A rentabilização será obtida, entre outros, por meio do aumento no volume de negócios rentáveis, observada a adequada relação risco e retorno, da oferta de soluções adequadas às necessidades dos clientes, da melhoria da eficiência e, também, pelo aperfeiçoamento de processos e modelos de negócios;

• O aumento da satisfação dos clientes ocorrerá, entre outros, por meio do aprimoramento do relacionamento e da melhoria do atendimento prestado a eles;

• A parceria para a promoção do desenvolvimento do país será potencializada por meio da ênfase no apoio às atividades geradoras de emprego e renda;

• A ampliação da atuação internacional será realizada com base em três vetores: a existência de comunidades de brasileiros no exterior, a transnacionalização de empresas brasileiras e a expansão das relações comerciais do Brasil com o mundo.

Os projetos priorizados para viabilizar essas escolhas serão responsáveis pelo aumento dos negócios e racionalização de processos, bem como potencializarão os resultados do Banco.

Para alcançar os objetivos do planejamento estratégico, o Banco do Brasil atua em várias frentes da gestão corporativa. Boas práticas de Governança Corporativa, relacionamento com o mercado, processos internos, ouvidoria externa, governança de tecnologia e informação, pessoas, logística e responsabilidade socioambiental são fundamentais para o sucesso do planejamento.

Desempenho no Ano de 2010 Confirma as Estimativas

Ancorado nas estratégias de atuação definidas, o desempenho do BB em 2010 confirmou a maioria das expectativas apresentadas no Relatório Anual de 2009, conforme o resumo dos Indicadores apresentado no quadro comparativo abaixo:

Indicadores

Estimativas 2010

Realizado 2010

RSPL Recorrente

 21% – 24%

24,6%

Spread Global Bruto

 6,5% –  7,0%

6,3%

Depósitos Totais

 12% –  16%

11,6%

Carteira de Crédito – País

 18% –  23%

19,2%

PF

 27% –  32%

23,2%

PJ

 16% –  21%

19,5%

Agronegócio

 4% –  9%

12,9%

PCLD

 3,7% –  3,9%

3,3%

RPS(1)

 7% –  10%

12,6%

Despesas Administrativas(1)

 10% –  12%

10,3%

Taxa de Imposto

 31% –  34%

32,9%

(1) As contas de resultado do BB Consolidado foram sensibilizadas pela aquisição do Banco Nossa Caixa apenas a partir do 2T09 e pela aquisição do Banco Votorantim apenas a partir do 4T09. Portanto, para fins de comparabilidade, foi realizada uma base pro forma, que simula a consolidação daqueles bancos durante todo o exercício de 2009.

O desempenho do Banco do Brasil em 2010 ficou em linha com a maior parte das estimativas divulgadas ao mercado em 2009. Apresentamos, a seguir, as razões para os indicadores que apresentaram diferenças entre as projeções divulgadas e os resultados efetivamente obtidos:

Spread Global Bruto – o desempenho verificado em 2010 é explicado pelo acirramento da concorrência no mercado de crédito. Ainda assim, o Banco registrou crescimento de 18,5% em sua margem financeira sobre o ano anterior;

• Carteira de Crédito PF – apesar do bom desempenho observado nas operações de financiamento a veículos, que registraram crescimento de 32,1% no ano e superaram a média de crescimento da carteira PF, as operações de crédito consignado, que têm a maior relevância no cômputo do crédito PF, apresentaram contratação abaixo do originalmente estimado;

• Carteira de Crédito Agronegócios – aumento na participação das agroindústrias na carteira;

• PCLD – melhoria na qualidade da carteira de crédito devido a mudanças no mix, com ênfase em operações de melhor risco de crédito, aliada a um ambiente macroeconômico mais favorável; e

• RPS – diversificação das fontes de receitas e ampliação dos serviços prestados, objetivando fidelizar e rentabilizar a base de clientes.

Para 2011, as Estimativas Confirmam a Confiança do BB na Expansão dos Negócios

Tendo em vista o cenário econômico e as principais estratégias de atuação do Banco do Brasil, são previstas as seguintes estimativas para o ano de 2011:

Indicadores 

 Estimativas 2011 

 RSPL Recorrente 

 21% – 24% 

 Margem Financeira Bruta* 

 16% – 20% 

 Depósitos Totais 

 14% – 18% 

 Carteira de Crédito – País 

 17% – 20% 

 PF 

 19% – 23% 

 PJ 

 17% – 20% 

 Agronegócio 

 5% – 8% 

 PCLD 

 3,3% – 3,7% 

 RPS 

 12% – 17% 

 Despesas Administrativas 

 10% – 13% 

 Taxa de Imposto 

 31% – 34% 

 (*) o indicador Spread Global Bruto foi substituído pelo crescimento da Margem Financeira Bruta.

Prestação de Contas

O quadro abaixo mostra as metas e objetivos apresentados no Relatório Anual 2009 e faz uma prestação de contas sobre o status e cumprimento do que foi estabelecido. Você encontrará também a prestação de contas dos desafios socioambientais propostos em 2009:

Tornar-se referência em desempenho e negócios sustentáveis.

O Banco encerrou o ano com um Lucro Líquido de R$ 11,7 bilhões, crescimento de 15,3% no ano, e Retorno sobre o Patrimônio Líquido de 27%. Na constante busca pela referência em desempenho sustentável, em 2010, o BB realizou com seus executivos um workshop que atualizou o plano de ação em sustentabilidade do BB, a Agenda 21 Banco do Brasil 2011-2013. Confira as principais ações da Agenda 21 para 2011.

Ampliar a participação de mercado em crédito.

A carteira de crédito do BB atingiu R$ 358,4 bilhões, aumento de 19,1% no ano, o que representou 19,8% de participação no mercado. Essa participação sofreu leve queda se comparada à carteira de 2009, com 20,1% de market share. No conceito ampliado, que inclui avais e garantias prestadas, a carteira de crédito atingiu R$ 388,2 bilhões.

Elevar a participação no mercado de capitais.

O BB fortaleceu sua área de mercado de capitais e ficou bem posicionado no ranking Anbima nas emissões de títulos de renda fixa, com 19,3% de participação de mercado e foi líder no segmento de securitização. No mercado de ações, considerando-se o critério de distribuição, o BB-BI alcançou o 1º lugar no ranking Anbima, com 60,5% de participação de mercado.

Expandir a capacidade de distribuição de produtos e serviços.

A Rede de Atendimento do Banco atingiu 48.344 pontos, incluindo a rede própria, compartilhada e correspondentes bancários. Em 2009, essa rede era de 39.588 pontos. Em  2010, o BB inaugurou 190 novas agências e investiu em tecnologia para a ampliação e melhoria nos canais virtuais, entre eles a internet, TAA e acesso via telefonia móvel.

Aprimorar a gestão de clientes e canais de atendimento.

Em 2010, o Banco iniciou a implantação de um novo modelo de relacionamento com os clientes. Além disso, o BB inovou em seus canais de atendimento, físicos e virtuais, desenvolvendo soluções para internet e aplicativos mobile.

Fortalecer a atuação em cadeias de valor, cooperativismo e associativismo.

Em dezembro de 2010, o BB apoiou 192 Arranjos Produtivos Locais – APL, com 19,9 mil empreendimentos atendidos. Foram desembolsados R$ 2 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão em  capital de giro.  Em 2009, o BB apoiou 184 APL, com 16,4 mil empreendimentos atendidos e desembolsos de R$ 1,4 bilhão.

A estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável atendeu mais de 3.843 municípios, com mais de 1 milhão de beneficiários.

Ampliar a atuação internacional.

O Banco do Brasil possui presença física em 23 países e, por meio de uma rede de mais de 1,0 mil bancos correspondentes, alcança 140 países, sendo o banco brasileiro que conta com a maior rede própria de atendimento no exterior.

No ano de 2010, o BB conquistou o status de Financial Holding Company para operar no mercado de varejo nos EUA, adquiriu 51% do capital total do  Banco Patagonia, na Argentina, e iniciou negociações com o Banco Espírito Santo, de Portugal, e o Bradesco para incremento dos negócios na África. Essas ações mostram que o BB tem avançado em sua estratégia de internacionalização.

Desenvolver e aprimorar a gestão do conhecimento e das competências dos funcionários.

Desafio perene do Banco do Brasil, o desenvolvimento das competências dos funcionários é feito por meio de treinamentos presenciais e autoinstrucionais. Ao final de dezembro de 2010, 3.967 bolsas de graduação e outras 5.356 de pós-graduação estavam vigentes.

Ingressar no Índice Dow Jones de Sustentabilidade.

Este continua sendo um desafio. Apesar de ainda não ter ingressado no índice, o Banco melhorou consideravelmente seu desempenho no ranking. Desde 2009, o BB já se posiciona entre as 15 organizações financeiras com melhor nota no mundo, o que o torna uma referência internacional em sustentabilidade no livro “The Sustainability Yearbook 2010” da SAM – Sustainable Asset Management.

Ampliar e fortalecer a atuação em seguros, previdência, capitalização, consórcios e cartões.

Em 2010, o BB concluiu o processo de reestruturação de sua área de seguridade, aumentando em 36% o resultado desse segmento da empresa em relação a 2009, totalizando R$ 1,4 bilhões. Novas parcerias foram firmadas e um novo segmento de atuação, o de plano odontológico, passou a fazer parte dos produtos oferecidos.

No âmbito de meios de pagamentos, o BB ampliou sua participação no capital social da empresa Cielo e na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS) ao adquirir a participação do Banco Santander. Além disso, estabeleceu nova parceria com a companhia telefônica Oi para a criação da Paggo Soluções. Destaque para a parceria com o Banco Bradesco e a Caixa Econômica Federal para criação da primeira bandeira nacional de cartões no Brasil, a Elo. 

Ampliar o uso de parcerias estratégicas, negociais e operacionais no país e no exterior.

Neste ano, a parceria estratégica com o Banco Votorantim rendeu sinergias positivas, consolidando-se.
Diversas parcerias foram firmadas nos ramos de seguridade, cartões e compartilhamento de terminais, conforme retratado nos campos acima. 



Desafios Socioambientais Divulgados no Relatório Anual 2009



Desafios Socioambientais para 2010

Encaminhamento

Desenvolver novos programas de educação e campanha de comunicação, que abordem aspectos socioambientais para os públicos interno e externo.

Em 2010, o BB lançou em parceria com a Fundação Banco do Brasil – FBB, a Agência Nacional de Águas – ANA e o WWF-Brasil o Programa Água Brasil. Dentre as diversas ações previstas pelo Água Brasil, o programa possui um eixo específico para trabalhar as ações de comunicação e engajamento da sociedade como um todo na defesa da causa da água. Por meio de ações de conscientização, o BB está propondo mudanças de atitude a seus públicos de relacionamento.

Aprimorar e expandir o Programa de Ecoeficiência do BB, de modo a garantir uma melhor gestão do consumo de recursos naturais pela empresa.

Em 2010, foi definido o cronograma de expansão do programa de ecoeficiência, com o compromisso das áreas intervenientes, formalizado na Agenda 21 2011-2013, de concluir o processo de implementação da coleta seletiva em todas as dependências do BB, localizadas em municípios que contam com coleta pública seletiva ou associações/cooperativas de catadores até dezembro de 2012.

Aprimorar o processo de Gestão da Ética Corporativa do BB.

Em 2010, com o objetivo de aprimorar e avançar na sua gestão da ética, o BB aprovou a criação de 28 Comitês para Ética, sendo um Superior e 27 Estaduais. A eles caberá analisar e julgar desvios de conduta ética cometidos por funcionários. Os Comitês Estaduais contam com representantes dos funcionários, escolhidos por meio de eleição. (Mais informações no capítulo 8 – Conexão – Funcionários – Gestão da Ética).

Aprimorar a metodologia de avaliação de risco socioambiental na concessão de crédito e em outros processos internos.

Com a criação do Programa Água Brasil, foi definida uma frente multidisciplinar de trabalho voltada para o aperfeiçoamento dos critérios utilizados nos processos de financiamento e investimento do Banco do Brasil, contribuindo para a redução dos riscos e impactos socioambientais.

Desenvolver novos produtos e serviços com foco em questões socioambientais, com particular ênfase no combate às mudanças climáticas.

A Unidade de Desenvolvimento Sustentável do BB, UDS, é interveniente no processo de criação e atualização de todos os produtos e serviços do BB. Somente em 2010, a UDS emitiu 45 pareceres quanto à aderência de produtos e serviços do BB às diretrizes socioambientais da empresa. O Programa Água Brasil, criado em 2010, também se compromete com o desenvolvimento de novos produtos e serviços com foco em questões socioambientais ao definir um eixo específico para tratar do tema: eixo Novos Negócios.

Revitalizar o Programa Voluntariado entre os funcionários e demais colaboradores do BB e consolidar iniciativas de apoio às comunidades.

A revitalização do Programa Voluntariado prosseguirá em 2011, tendo em vista a amplitude das ações previstas.

Em 2010, foram implementadas ações de:


- ampliação dos recursos disponíveis para apoio a projetos sociais desenvolvidos por instituições do terceiro setor que contam com a participação de voluntários do Banco – Projeto Voluntários BB;

- capacitação de representantes dos comitês de cidadania de funcionários do BB em todo o país como usuários e multiplicadores do Portal de Convênios e do Sistema de Convênios do Governo Federal;

- inclusão da categoria Voluntariado no Prêmio Valores do Brasil, com premiação dos cinco melhores projetos apresentados por voluntários do BB concretizados pelas entidades nas quais atuam.

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